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Os laboratórios podem realizar uma
variedade de exames que ajudam os médicos a avaliarem
distúrbios hepáticos, da vesícula biliar
e das vias biliares. Entre os mais importantes encontra-se
um grupo de exames de sangue conhecido como provas da função
hepática. Dependendo da suspeita diagnóstica
apresentada pelo paciente, o médico também
pode solicitar alguns exames de diagnóstico por imagem
como, por exemplo, uma ultra-sonografia, uma tomografia
computadorizada ou uma ressonância magnética.
O médico também pode realizar uma biópsia
hepática (obtenção de uma amostra de
tecido hepático para exame microscópico).
Exames Laboratoriais e de Diagnóstico
por Imagem
Os exames da respiração
mensuram a capacidade do fígado de metabolizar várias
drogas. A droga, marcada com um marcador radioativo, pode
ser administrada pela via oral ou intravenosa. O nível
de radioatividade encontrado na respiração
do indivíduo é uma medida da quantidade da
droga metabolizada pelo fígado. A ultra-sonografia
utiliza ondas sonoras para gerar imagens do fígado,
da vesícula biliar e vias biliares. O exame é
melhor para detectar anormalidades estruturais (p.ex.,tumores)
do que anormalidades difusas (p.ex., cirrose). É
a técnica mais barata, mais segura e mais sensível
para a geração de imagens da vesícula
biliar e das vias biliares.
Provas de Função Hepática
As provas de função hepática
são realizadas em amostras de sangue. A maioria dos
exames mensuram os níveis de enzimas ou de outras
substâncias no sangue como uma maneira de se diagnosticar
distúrbios hepáticos. Um dos exames mede o
tempo necessário para que ocorra a coagulação
do sangue.
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Exame |
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O
Que é Medido |
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O
Que o Exame Pode Indicar |
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Fosfatase alcalina |
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Uma enzima produzida pelo
fígado, pelos ossos e pela placenta e que é
liberada na corrente sangüínea durante uma
lesão ou durante atividades normais como o crescimento
ósseo ou a gravidez |
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Obstrução
do ducto biliar, lesão hepática e alguns
cânceres |
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Alanina transaminase (ALT) |
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Enzima produzida pelo fígado
que é liberada na corrente sangüínea
quando ocorre lesão de células hepáticas |
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Lesão celular hepática
(p.ex., hepatite) |
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Aspartato transaminase (AST) |
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Enzima liberada na corrente
sangüínea quando ocorre uma lesão
hepática, cardíaca, muscular ou cerebral |
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Lesão hepática,
cardíaca, muscular ou cerebral |
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Bilirrubina |
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Componente do suco digestivo
(bile) produzido pelo fígado |
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Obstrução
do fluxo da bile, lesão hepática, destruição
excessiva de eritrócitos (a partir dos quais
a bilirrubina é formada) |
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Gamaglutamil transpeptidase |
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Enzima produzida pelo fígado,
pelo pâncreas e pelos rins e que é liberada
na corrente sangüínea quando esses órgãos
são lesados |
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Lesão orgânica,
intoxicação por drogas/ medicamentos,
abuso de álcool, doenças do pâncreas |
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Desidrogenase láctica |
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Enzima liberada na corrente
sangüínea quando determinados órgãos
são lesados |
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Lesão hepática,
cardíaca, pulmonar ou cerebral e destruição
excessiva de eritrócitos |
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5-nucleotidase |
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Enzima presente apenas no
fígado e liberada na corrente sangüínea
quando ele é lesado |
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Obstrução
do ducto biliar ou comprometimento do fluxo biliar |
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Albumina |
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Proteína produzida
pelo fígado e normalmente liberada no sangue.
Uma das funções da albumina é reter
líquido no interior dos vasos sangüíneos |
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Lesão hepática |
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Alfafetoproteína |
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Proteína produzida
pelo fígado e testículos do feto |
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Hepatite grave ou câncer
do fígado ou dos testículos |
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Anticorpos mitocondriais |
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Anticorpos circulantes contra
a mitocôndria, um componente interno das células |
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Cirrose biliar primária
e certas doenças auto-imunes (p.ex., hepatite
crônica ativa) |
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Tempo de protrombina |
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Tempo necessário
para que o sangue coagule (a coagulação
requer vitamina K e substâncias sintetizadas pelo
fígado) |
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Lesão hepática
ou deficiência da absorção de vitamina
K causada por uma carência de bile |
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Utilizando a ultra-sonografia, o médico
pode detectar imediatamente a presença de cálculos
na vesícula biliar. A ultra-sonografia distingue
facilmente a icterícia causada por uma obstrução
do ducto biliar daquela causada pela disfunção
celular hepática. Um tipo de ultra-sonografia, a
ultra-sonografia com Doppler vascular, pode ser utilizada
para mostrar a circulação nos vasos sangüíneos
hepáticos. O médico também pode utilizar
a ultra-sonografia como guia durante a realização
de biópsia com agulha. A cintilografia com radionuclídeos
(radio-isótopos) utiliza uma substância contendo
um marcador radioativo que é injetado no corpo e
captado por um determinado órgão. A radioatividade
é detectada por uma câmara de raios gama conectada
a um computador, o qual então gera uma imagem. A
cintilografia hepática é um tipo de exame
que utiliza radionuclídeos que são absorvidos
pelos hepatócitos (células do fígado).
A cintilografia das vias biliares é
um outro tipo de exame que utiliza radionuclídeos
que são excretados pelo fígado no interior
das vias biliares. Ela é utilizada para detectar
a inflamação aguda da vesícula biliar
(colecistite). A tomografia computadorizada (TC) pode fornecer
imagens excelentes do fígado e é particularmente
útil na detecção de tumores. Ela consegue
detectar distúrbios difusos (p.ex., fígado
gorduroso) e tecido hepático com densidade anormal
devida à hemocromatose (depósito excessivo
de ferro). No entanto, como a TC utiliza raios X e é
cara, ela não é tão amplamente utilizada
quanto a ultra-sonografia.
A ressonância magnética (RM)
fornece imagens excelentes, semelhantes as geradas pela
TC. No entanto, a RM apresenta algumas desvantagens: ela
é mais cara que a TC, é mais longa que os
outros métodos de diganóstico por imagem e
o paciente deve permanecer deitado no interior de uma câmara
estreita, o que pode fazer com que alguns indivíduos
apresentem claustrofobia. A colangiopancreatografia endoscópica
retrógrada é um exame no qual um endoscópio
(um tubo de visualização flexível)
é inserido na boca e passado através do estômago
e do duodeno até as vias biliares. Em seguida, é
injetado um contraste (uma substância radiopaca) nos
ductos das vias biliares e são realizadas radiografias.
Em 3% a 5% dos pacientes, este exame causa
pancreatite (inflamação do pâncreas).
A colangiografia transhepática percutânea consiste
na inserção de uma agulha longa através
da pele até o fígado e, em seguida, na injeção
de um contraste em um dos ductos biliares do fígado.
O médico pode utilizar a ultra-sonografia como guia
durante a inserção da agulha. As radiografias
revelam com nitidez as vias biliares, sobretudo um bloqueio
presente no interior do fígado. A colangiografia
intra-operatória utiliza um contraste (uma substância
radiopaca) visível nas radiografias. Durante a cirurgia,
o contraste é injetado diretamente nos ductos das
vias biliares. Em seguida, são realizadas radiografias,
as quais mostram imagens nítidas das vias biliares.
Freqüentemente, as radiografias simples podem revelar
a presença de um cálculo biliar calcificado.
Técnicas Radiográficas
para Avaliação das Vias Biliares
Essas três técnicas
diagnósticas utilizam um contraste radiopaco
para delinear as vias biliares nas radiografias.
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Colangiopancreatografia
Endoscópica Retrógrada
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Colangiografia
Transhepática
Percutânea
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Colangiografia
Intra-Operatória
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Na
colangiopancreatografia
endoscópica retrógrada (CPER), um contraste
radiopaco é introduzido através de um
endoscópio, que é inserido na boca e passado
através do estômago até o duodeno
(porção superior do intestino delgado).
O contraste é introduzido através do esfíncter
de Oddi e, em seguida, ele reflui em direção
ao sistema biliar. |
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Na colangiografia
transhepática
percutânea, um contraste
radiopaco é injetado através da pele diretamente
num pequeno conduto biliar no fígado. Em seguida,
o contraste flui através do trato biliar. |
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Na
colangiografia intra operatória, um contraste
radiopaco é injetado diretamente no interior
do trato biliar durante a cirurgia. |
Biópsia Hepática
Uma amostra de fígado pode ser obtida
durante uma cirurgia exploradora. No entanto, mais freqüentemente,
ela é obtida através de uma punção
biópsia com agulha (inserção de uma
agulha através da pele até o fígado).
Antes do procedimento, é realizada uma anestesia
local. O médico pode utilizar a ultra-sonografia
ou a tomografia computadorizada como guia para localizar
a área anormal, de onde será coletada a amostra.
Na maioria dos centros médicos, as biópsias
hepáticas são realizadas em nível ambulatorial.
Após a obtenção da amostra, o indivíduo
permanece no hospital por 3 a 4 horas, pois existe um pequeno
risco de complicação. O fígado pode
ser lacerado e pode ocorrer sangramento para o interior
da cavidade abdominal.
A bile pode extravasar para o interior da
cavidade abdominal e causar peritonite (inflamação
do revestimento abdominal). Como o sangramento pode ocorrer
até 15 dias após o procedimento, o indivíduo
deverá permanecer em um local próximo, distante
no máximo uma hora de automóvel do hospital.
Em aproximadamente 2% dos indivíduos, essas complicações
causam problemas graves e a taxa de mortalidade nesse procedimento
é de 1:10.000.
A dor discreta na região superior
direita do abdômen, algumas vezes irradiando para
o ombro direito, é comum após uma biópsia
hepática e ela é normalmente aliviada com
a administração de analgésicos. Na
biópsia hepática transvenosa, um cateter é
inserido em uma veia do pescoço, conduzido através
do coração e introduzido em uma das veias
hepáticas provenientes do fígado. Em seguida,
a agulha do cateter é inserida através da
parede da veia até o interior do fígado. Esta
técnica apresenta uma menor probabilidade de lesar
o fígado do que a a biópsia hepática
percutânea e pode ser reailzada mesmo em indivíduos
que sangram facilmente.
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