|
As vitaminas e os minerais são uma
parte vital de uma dieta saudável. Quando o indivíduo
consome uma variedade de alimentos, a probabilidade dele
desenvolver uma deficiência desses nutrientes é
muito pequena. Contudo, os indivíduos que seguem
dietas muito restritivas podem não ingerir uma quantidade
suficiente de uma determinada vitamina ou de um determinado
mineral. Por exemplo, os vegetarianos convictos podem apresentar
deficiência de vitamina B12, a qual existe apenas
nos produtos animais. Por outro lado, o consumo de grandes
quantidades (megadoses) de suplementos vitamínicos
e minerais, sem supervisão médica, poderá
acarretar efeitos deletérios (tóxicos).
Vitaminas
As vitaminas são micronutrientes essenciais,
exigidos pelo organismo em pequenas quantidades. Eles podem
ser lipossolúveis (vitaminas A, D, E e K) ou hidrossolúveis
(vitaminas do complexo B e vitamina C). As vitaminas do
complexo B incluem as vitaminas B1 (tiamina), B2 (riboflavina),
B6 (piridoxina), ácido pantotênico, niacina,
biotina, ácido fólico (folato) e vitamina
B12 (cobalamina). A quantidade diária recomendada
(QDR) - quantidade que um indivíduo médio
necessita diariamente para permanecer saudável. Um
indivíduo que consome uma quantidade insuficiente
ou uma quantidade excessiva de determinadas vitaminas pode
desenvolver um distúrbio nutricional. Quando as doses
diárias utilizadas são superiores a 10 vezes
a QDR, as vitaminas A e D são tóxicas, mas
as vitaminas E e K (filoquinona) não o são.
A niacina, a vitamina B6 e a vitamina C são tóxicas
quando ingeridas em doses elevadas, mas as outras vitaminas
hidrossolúveis não o são. Apenas duas
vitaminas lipossolúveis (A e E) são armazenadas
no organismo em quantidade variável. As vitaminas
D e K são armazenadas em pequenas quantidades. De
acordo com a necessidade, a vitamina C é a armazenada
em menor quantidade e a vitamina B12 é a que se acumula
em maior quantidade, sendo necessários aproximadamente
7 anos para que suas reservas no organismo (de 2 a 3 mg)
sejam esgotadas.
Deficiência de Vitamina A
A vitamina A (retinol) é encontrada
principalmente no óleo de fígado de peixe,
na gema de ovo, na manteiga e no creme. Os vegetais de folha
verde e os amarelos contêm carotenóides como,
por exemplo, o beta-caroteno, o qual é lentamente
convertido pelo organismo em vitamina A. A maior parte da
vitamina A do organismo é armazenada no fígado.
Uma das formas da vitamina A (retinol) é um componente
dos fotorreceptores (células nervosas sensíveis
à luz) da retina. Uma outra forma de vitamina A (ácido
retinóico) mantém saudáveis a pele
e o revestimento dos pulmões, dos intestinos e do
trato urinário. Os medicamentos derivados da vitamina
A (retinóides) são utilizados no tratamento
da acne grave e a sua utilização no tratamento
de determinados tipos de câncer está sendo
investigada. A deficiência de vitamina A é
comum em áreas como o sudeste asiático, onde
o arroz polido (o qual não possui vitamina A) é
a principal fonte de alimento. Muitas doenças que
afetam a capacidade de absorção de gorduras
dos intestinos e, conseqüentemente, de vitaminas hidrossolúveis
(p.ex., doença celíaca, fibrose cística
e obstrução dos ductos biliares) aumentam
o risco de deficiência de vitamina A. A cirurgia do
intestino ou pâncreas pode produzir o mesmo efeito.
Sintomas e Tratamento
Normalmente, o sintoma inicial da deficiência
de vitamina A é a cegueira noturna. Posteriormente,
pode ocorrer a formação de um depósito
espumoso (mancha de Bitot) na esclera e a córnea
pode endurecer e cicatrizar (uma condição
denominada xeroftalmia), podendo acarretar cegueira permanente.
Em determinadas doenças por desnutrição
na infância (marasmo e kwashiorkor), a xeroftalmia
é comum não apenas por causa da carência
de vitamina A na dieta, mas também porque a deficiência
de proteínas e de energia (calorias) inibe o transporte
dessa vitamina. A pele e o revestimento dos pulmões,
do intestino e do trato urinário podem endurecer.
A deficiência de vitamina A também
causa dermatite (inflamação cutânea)
e aumento da susceptibilidade às infecções.
Alguns indivíduos apresentam uma anemia discreta.
Na deficiência de vitamina A, a concentração
sangüínea dessa vitamina cai para menos de 15
microgramas por 100 mililitros (o valor normal é
de 20 a 50). Esse tipo de deficiência é tratado
com a administração de suplementos de vitamina
A, em doses 20 vezes superiores à quantidade diária
recomendada, durante 3 dias. A seguir, é mantida
uma dose 3 vezes superior à QDR durante um mês.
Nessa fase de tratamento, todos os sintomas devem ter desaparecido.
Um indivíduo que ainda permanece sintomático
após 2 meses deve ser submetido a uma investigação,
para se descartar a possibilidade de uma má absorção
(alteração da absorção de nutrientes
no intestino).
Vitaminas e Minerais
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Nutriente
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Fontes Principais
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Importância Principal
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Efeitos da Deficiência
e Excesso
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Necessidade Diária do
Adulto
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Vitaminas lipossolúveis |
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Vitamina A (retinol) |
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Como vitamina
A: Óleos de fígado de peixe, fígado
bovino, gema de ovo, manteiga, creme Como carotenóides
(convertidos em vitamina A no intestino): Vegetais folhosos
verdeescuros, vegetais e frutas amarelos, óleo
de palma-vermelha |
|
Visão
normal, pele e tecidos superficiais saudáveis,
defesa contra as infecções |
|
Deficiência:
Cegueira noturna; espessamento da pele em torno dos
folículos pilosos; ressecamento da esclera e
da córnea (progredindo finalmente à protrusão,
ulceração e ruptura da córnea com
derrame do conteúdo ocular); cegueira; manchas
na esclera; risco de infecções e morte
Excesso: Cefaléia (dor de cabeça), descamação
da pele, aumento do baço e dos rins, espessamento
dos ossos e dores articulares |
|
900 microgramas |
|
|
| |
Vitamina D |
|
Como vitamina
D2 (ergocalciferol): levedura irradiada, leite enriquecido
Como vitamina D3 (colecalciferol): óleos de fígado
de peixe, gema de ovo, leite enriquecido. A vitamina
D forma-se na pele quando esta é exposta à
luz solar (radiação ultravioleta) |
|
Absorção
de cálcio e fósforo no intestino; crescimento,
reparação e mineralização
óssea |
|
Deficiência:
Crescimento e reparação óssea anormais,
raquitismo nas crianças, osteomalácia
nos adultos, espasmos musculares (ocasionais) Excesso:
Inapetência, náusea, vômito, aumento
da micção, fraqueza, nervosismo, sede,
prurido cutâneo, insuficiência renal, depósitos
de cálcio por todo o corpo |
|
10 microgramas |
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| |
Vitamina E |
|
Óleos vegetais, germe
de trigo, vegetais folhosos verdes, gema de ovo, margarina,
legumes |
|
Antioxidante |
|
Deficiência: Ruptura
dos eritrócitos (glóbulos vermelhos, hemácias),
lesões nervosas Excesso: Aumento das necessidades
de vitamina K |
|
10 miligramas |
|
|
| |
Vitamina K |
|
Vegetais folhosos
verdes, carne de porco, fígado, óleos
vegetais. A vitamina K é produzida por bactérias
no intestino |
|
Formação
de fatores de coagulação do sangue, coagulação
sangüínea normal |
|
Deficiência:
Sangramento |
|
65 microgramas |
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Vitaminas
hidrossolúveis |
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|
|
|
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Vitamina
B1 (tiamina) |
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Levedura
seca, cereais integrais, carne vermelha (especialmente
a carne de porco e o fígado), cereais enriquecidos,
castanhas e nozes, legumes, batatas |
|
Metabolismo
dos carboidratos, função dos nervos e
do coração |
|
Deficiência:
Beribéri em crianças e adultos, com insuficiência
cardíaca e função anormal de nervos
e do cérebro |
|
1,2
miligramas |
|
|
| |
Vitamina B2 (riboflavina) |
|
Leite, queijo, fígado,
carne vermelha, ovos, produtos cereais enriquecidos |
|
Metabolismo dos carboidratos,
membranas mucosas saudáveis |
|
Deficiência: Fissuras
e descamação dos lábios e cantos
da boca, dermatite |
|
1,5 miligramas |
|
|
| |
Niacina (ácido nicotínico) |
|
Levedura seca, fígado,
carne vermelha, peixe, legumes, produtos de cereais
integrais enriquecidos |
|
Reações químicas
intracelulares, metabolismo dos carboidratos |
|
Deficiência: Pelagra
(dermatose, inflamação da língua,
disfunção intestinal e cerebral) |
|
16 miligramas |
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| |
Vitamina B6 (piridoxina) |
|
Levedura seca, fígado,
carne vermelha, peixe, legumes, produtos de cereais
integrais enriquecidos |
|
Metabolismo dos aminoácidos
e das gorduras, função do sistema nervoso,
pele saudável |
|
Deficiência: Convulsões
em lactentes, anemias, distúrbios nervosos e
cutâneos |
|
2 miligramas |
|
|
| |
Biotina |
|
Fígado, rim, gema
de ovo, levedura, couveflor, castanhas e nozes, legumes |
|
Metabolismo dos carboidratos
e dos ácidos graxos |
|
Deficiência: Inflamação
da pele e dos lábios |
|
60 microgramas |
|
|
| |
Vitamina B12
(cobalamina) |
|
Fígado,
carnes vermelhas (especialmente a bovina, a suína
e as vísceras), ovos, leite e produtos laticínios |
|
Maturação
dos eritrócitos, função nervosa,
síntese de DNA |
|
Deficiência:
Anemia perniciosa e outras anemias (em vegetarianos
convictos e em pessoas com infestação
pela tênia do peixe), alguns distúrbios
psiquiátricos, diminuição da acuidade
visual |
|
2 microgramas |
|
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Ácido fólico |
|
Vegetais folhosos verdes
frescos, frutas, fígado e outras vísceras
animais, levedura seca |
|
Maturação
dos eritrócitos, síntese do DNA e do RNA |
|
Deficiência: Pancitopenia
(diminuição da quantidade de todas células
sangüíneas), eritrócitos grandes
(especialmente em mulheres grávidas, lactentes
e indivíduos com distúrbios de má
absorção) |
|
200 microgramas |
|
|
| |
Ácido pantotênico |
|
Fígado, levedura,
vegetais |
|
Metabolismo dos carboidratos
e das gorduras |
|
Deficiência: Doença
neurológica, sensação de queimação
nos pés |
|
6 miligramas |
|
|
| |
Vitamina C |
|
Frutas cítricas,
tomates, batatas, repolho, pimentas verdes |
|
Crescimento dos ossos e
tecido conjuntivo, reparação de feridas,
funcionamento dos vasos sangüíneos, antioxidante |
|
Deficiência: Escorbuto
(hemorragia, perda de dentes, inflamação
gengival) |
|
60 miligramas |
|
| |
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Macrominerais |
|
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|
|
|
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| |
Sódio |
|
Sal, carne vermelha, carne
de porco, sardinhas, queijos, azeitonas verdes, pão
de milho, batatas fritas, chucrute |
|
Equilíbrio ácidobásico,
função dos nervos e músculos |
|
Deficiência: Concentração
baixa de sódio no sangue, confusão mental,
coma Excesso: Concentração alta de sódio
no sangue, confusão mental, coma |
|
1 grama |
|
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Cloreto |
|
Igual ao sódio |
|
Equilíbrio eletrolítico |
|
Deficiência: Distúrbio
do equilíbrio ácido-básico |
|
1,5 gramas |
|
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| |
Potássio |
|
Leite integral e desnatado,
bananas, ameixas secas, passas |
|
Função dos
nervos e músculos, equilíbrios ácidobásico
e hídrico |
|
Deficiência: Concentração
baixa de potássio no sangue, paralisia, distúrbios
cardíacos Excesso: Concentração
alta de potássio no sangue, paralisia, distúrbios
cardíacos |
|
2 gramas |
|
|
| |
Cálcio |
|
Leite e produtos laticínios,
carne vermelha, peixe, ovos, produtos de cereais, favas
e vagens, frutas, vegetais |
|
Formação de
ossos e dentes, coagulação sangüínea,
função dos nervos e músculos, ritmo
cardíaco normal |
|
Deficiência: Concentração
baixa de cálcio no sangue e espasmos musculares
Excesso: Concentração alta de cálcio
no sangue, perda do tônus intestinal, insuficiência
renal, comportamento anormal (psicose) |
|
1 grama |
|
|
| |
Fósforo |
|
Leite, queijo,
carne vermelha, aves, peixes, cereais, castanhas e nozes,
legumes |
|
Formação
de ossos e dentes, equilíbrio ácidobásico,
componente dos ácidos nucléicos, produção
de energia |
|
Deficiência:
Irritabilidade, alterações das células
sanguíneas, alterações intestinais
e renais Excesso: Nos indivíduos com insuficiência
renal, concentração alta de potássio
no sangue |
|
0,9 grama |
|
|
| |
Magnésio |
|
Vegetais folhosos verdes,
castanhas e nozes, grãos de cereais, frutos do
mar |
|
Formação de
ossos e dentes, função dos nervos e músculos,
ativação das enzimas |
|
Deficiência: Concentração
baixa de magnésio no sangue, disfunção
dos nervos Excesso: Concentração alta
de magnésio no sangue, hipotensão arterial,
insuficiência respiratória, arritmias cardíacas
(alterações do ritmo cardíaco) |
|
0,3 grama |
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| |
Microminerais |
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| |
Ferro |
|
Farinha de soja,
carne bovina, rins, fígado, favas e vagens, mariscos,
pêssegos. No entanto, menos de 20% do ferro da
dieta são absorvidos pelo organismo |
|
Formação
de enzimas, as quais modificam muitas reações
químicas no corpo, e dos principais componentes
dos eritrócitos e das células musculares1 |
|
Deficiência:
Anemia, dificuldade de deglutição, unhas
em forma de colher, alterações intestinais,
diminuição do rendimento no trabalho,
comprometimento da capacidade de aprendizado Excesso:
Depósitos de ferro, lesão hepática
(cirrose), diabetes mellitus, pigmentação
da pele |
|
12 miligramas |
|
|
| |
Zinco |
|
Vísceras animais,
frutos do mar. Uma grande parte do zinco da dieta não
é absorvida |
|
Componentes de enzimas e
da insulina, pele saudável, cicatrização
de feridas, crescimento |
|
Deficiência: Retardo
do crescimento, retardo da maturação sexual,
comprometimento da gustação |
|
15 miligramas |
|
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| |
Cobre |
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Vísceras animais,
ostras, castanhas e nozes, legumes secos, cereais integrais |
|
Componente de enzimas, formação
de eritrócitos, formação de ossos |
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Deficiência: Anemia
nas crianças desnutridas Excesso: Depósitos
de cobre no cérebro, lesão hepática |
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2 miligramas |
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| |
Manganês |
|
Cereais integrais,
frutas secas |
|
Componente de
enzimas |
|
Deficiência:
Perda de peso, irritação cutânea,
náusea e vômito, alterações
da cor do cabelo, crescimento lento do cabelo Excesso:
Lesão nervosa |
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3,5 miligramas |
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Molibdênio |
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Produtos derivados do leite,
cereais |
|
Ativação de
enzimas |
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Deficiência: Acidose,
aumento da freqüência cardíaca, respiração
rápida, pontos cegos, cegueira noturna, irritabilidade |
|
150 microgramas |
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| |
Selênio |
|
Carnes vermelhas e outros
produtos animais. A sua concentração no
solo influencia no conteúdo das plantas comestíveis |
|
Necessário para a
síntese de uma enzima antioxidante |
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Deficiência: Dor e
fraqueza muscular Excesso: Queda do cabelo e das unhas,
inflamação cutânea, possíveis
alterações nervosas |
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60 microgramas |
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Iodo |
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Frutos do mar, sal iodado,
produtos laticínios, consumo de água em
quantidades variáveis (de acordo com a região) |
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Formação dos
hormônios da tireóide, os quais regulam
os mecanismos de controle da energia |
|
Deficiência: Aumento
da tireóide (bócio), cretinismo, surdo-mudez,
alteração do crescimento fetal e do desenvolvimento
cerebral Excesso: Ocasionalmente, produz um aumento
da concentração do hormônio da tireóide
no sangue |
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150 microgramas |
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Fluoreto |
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Chá,
café, água fluoretada |
|
Formação
de ossos e dentes |
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Deficiência:
Aumento do risco de cáries dentárias,
possível afilamento ósseo Excesso: Fluorose
(acúmulo excessivo de fluoreto), manchas e pequenas
depressões nos dentes permanentes, excrescências
ósseas na coluna vertebral |
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2,5 miligramas |
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Excesso de Vitamina A
O excesso de vitamina A pode ser tóxico,
quando é tomada em única dose (intoxicação
aguda) ou durante um período prolongado (intoxicação
crônica). Alguns exploradores da região ártica
apresentaram sonolência, irritabilidade, cefaléia
e vômito poucas horas após terem consumido
fígado de urso polar ou de foca, ambos ricos em vitamina
A. Os comprimidos que contêm 2 vezes a QDR de vitamina
A, vendidos com o objeti- vo de prevenir e tratar determinadas
doenças cutâneas, têm causado ocasionalmente
sintomas semelhantes, mesmo quando tomados conforme a prescrição
médica. Nas crianças maiores e nos adultos,
a intoxicação crônica ocorre normalmente
em decorrência do consumo de grandes doses (10 vezes
a QRD) durante meses. Nos lactentes, a intoxicação
pode ocorrer em poucas semanas. Os sintomas iniciais da
intoxicação crônica são o cabelo
escasso e áspero, a queda parcial das sobrancelhas,
as rachaduras labiais e a pele seca e áspera.
As cefaléias intensas, a hipertensão
intracraniana e a fraqueza generalizada são manifestações
tardias. As excrescências ósseas e as dores
articulares são comuns, sobretudo em crianças.
O fígado e baço podem aumentar de tamanho.
Quando uma mulher toma isotretinoína (um derivado
da vitamina A utilizado no tratamento de problemas cutâneos)
durante a gestação, o seu filho pode apresentar
malformações congênitas. O diagnóstico
de intoxicação pela vitamina A é baseado
nos sintomas e na concentração anormalmente
alta de vitamina A no sangue. Os sintomas desaparecem 4
semanas após a interrupção do uso do
suplemento de vitamina A. O beta-caroteno, encontrado em
vegetais (p.ex., cenouras), é convertido lentamente
em vitamina A no organismo e pode ser consumido em grandes
quantidades sem causar intoxicação. O único
efeito secundário observado é o surgimento
de um tom amarelo-escuro (carotenose), nas palmas das mãos
e nas plantas dos pés.
Deficiência de vitamina D
A vitamina D existe sob duas formas. A vitamina
D2 (ergocalciferol) é encontrada na levedura que
foi exposta à radiação ultravioleta
(levedura irradiada) e a vitamina D3 (colecalciferol) é
encontrada nos óleos de fígado de peixe e
na gema de ovo. A vitamina D3 também é produzida
na pele quando esta é exposta à radiação
ultravioleta (p.ex., exposição aos raios solares).
O leite pode ser enriquecido com qualquer uma das formas
de vitamina D. No fígado, a vitamina D é convertida
em uma forma que pode ser transportada pelo sangue. Nos
rins, essa forma é modificada para produzir hormônios
derivados da vitamina D, cuja função principal
é aumentar a absorção de cálcio
no intestino e facilitar a formação normal
dos ossos. Na deficiência de vitamina D, as concentrações
de cálcio e de fosfato no sangue diminuem, provocando
uma doença óssea porque não existe
uma quantidade suficiente de cálcio disponível
para manter os ossos saudáveis.
Esse distúrbio é denominado
raquitismo nas crianças e osteomalácia nos
adultos. A deficiência de vitamina D pode ser causada
pela exposição inadequada à luz solar
ou pela falta de vitamina D na dieta. A deficiência
de vitamina D durante a gravidez pode causar osteomalácia
na mulher e raquitismo no concepto. Como o leite humano
não contém uma grande quantidade de vitamina
D, os lactentes podem desenvolver raquitismo, inclusive
nas regiões tropicais, quando são protegidos
demasiadamente contra a luz solar. Essa deficiência
pode ocorrer em indivíduos idosos porque a pele produz
menos vitamina D, mesmo quando exposta à luz solar.
Existem várias formas hereditárias pouco freqüentes
provocadas pela alteração do metabolismo da
vitamina D.
Sintomas, Diagnóstico e Tratamento
Nos lactentes, os espasmos musculares (tetania)
causados pela concentração baixa de cálcio
podem ser o primeiro sinal de raquistismo. Um lactente com
mais idade pode demorar para sentar ou engatinhar e pode
haver um retardo no fechamento dos espaços entre
os ossos do crânio (fontanelas). As crianças
com idade entre 1 e 4 anos podem apresentar uma curvatura
anormal na coluna vertebral, arqueamento dos membros inferiores
e desvio dos joelhos para dentro (joelhos em X) e podem
demorar para aprender a andar. Nas crianças maiores
e nos adolescentes, a caminhada é uma atividade dolorosa.
Nas adolescentes, o achatamento dos ossos pélvicos
podem acarretar estreitamento do canal do parto. Nos adultos,
a perda de cálcio dos ossos, sobretudo da coluna
vertebral, da pelve e dos membros inferiores, causa fraqueza
e pode acarretar fraturas. O diagnóstico de raquitismo
ou de osteomalácia é baseado nos sintomas,
no aspecto radiográfico dos ossos e na concentração
sérica baixa de cálcio, de fosfato e de subprodutos
da vitamina D. O raquitismo e osteomalácia podem
ser curados através da administração
de vitamina D pela via oral, em doses diárias cinco
vezes maiores que a QDR, durante duas ou três semanas.
Normalmente, determinadas formas hereditárias de
raquitismo melhoram quando os pacientes são tratados
com hormônio de vitamina D.
Excesso de Vitamina D
O consumo de uma dose 10 vezes maior do que
a QDR de vitamina D durante vários meses pode causar
intoxicação, acarretando um aumento da concentração
de cálcio no sangue. Os sintomas iniciais da intoxicação
pela vitamina D são a inapetência, a náusea
e o vômito, os quais são acompanhados pela
sede excessiva, aumento da micção, fraqueza,
nervosismo e hipertensão arterial. O cálcio
pode depositar-se por todo o corpo, sobretudo nos rins,
onde ele pode causar uma lesão permanente. A função
renal torna-se deficiente, acarretando a passagem de proteínas
para a urina. Também ocorre um aumento da concentração
de uréia (um produto da degradação
metabólica) no sangue. O tratamento consiste na interrupção
do uso do suplemento de vitamina D e na instituição
de uma dieta pobre em cálcio, visando reduzir os
efeitos da concentração elevada de cálcio
no organismo. O médico pode prescrever corticosteróides,
para reduzir o risco de lesão tissular, e cloreto
de amônio, para manter a urina ácida, reduzindo
o risco de formação de cálculos de
cálcio.
Deficiência de Vitamina E
A vitamina E (alfa-tocoferol) é um
antioxidante que protege as células do organismo
contra a lesão causada por compostos químicos
reativos conhecidos como radicais livres. A vitamina E e
o selênio (um mineral essencial componente de uma
enzima antioxidante) têm ações similares.
Os recém-nascidos prematuros possuem uma reserva
muito baixa de vitamina E e podem apresentar deficiência
se a sua alimentação contiver um excesso de
gorduras insaturadas e pouca vitamina E. Essas gorduras
são pró-oxidantes (substâncias que são
facilmente oxidadas para formar radicais livres) e antagonistas
da vitamina E e podem provocar a hemólise (destruição
dos eritrócitos). Os distúrbios que interferem
na absorção de gorduras (p.ex., doença
celíaca, fibrose cística, obstrução
dos ductos biliares e doença de Crohn) também
podem reduzir a absorção de vitamina E, aumentando
o risco de deficiência.
Nos recém-nascidos prematuros, a deficiência
de vitamina E pode causar problemas oculares (retinopatia)
e sangramento intracerebral, duas condições
que podem ser decorrentes da exposição à
concentração elevada de oxigênio em
incubadoras. Nas crianças maiores, os sintomas da
deficiência de vitamina E ocorrem na má absorção
intestinal e são semelhantes aos de um distúrbio
neurológico. Eles incluem a redução
dos reflexos, a dificuldade de marcha, a visão dupla,
a perda do sentido da posição e a fraqueza
muscular. A concentração baixa de vitamina
E no sangue confirma o diagnóstico. A administração
de doses elevadas de um suplemento de vitamina E pela via
oral alivia a maioria dos sintomas. No entanto, o restabelecimento
completo do sistema nervoso pode demorar vários meses.
Excesso de Vitamina E
As doses elevadas de vitamina E, que podem
ser administradas aos recém-nascidos prematuros para
reduzir o risco de retinopatia, não parecem produzir
qualquer efeito adverso significativo. Nos adultos, as doses
elevadas produzem pouquíssimos efeitos adversos apreciáveis,
exceto o aumento das necessidades de vitamina K, o qual
pode causar hemorragia nos indivíduos que fazem uso
de medicamentos anticoagulantes.
Deficiência de Vitamina K
A vitamina K é um termo genérico
que engloba várias substâncias relacionadas
necessárias para a coagulação normal
do sangue. A forma principal é vitamina K1 (filoquinona),
a qual é encontrada em plantas, sobretudo nos vegetais
folhosos verdes. Além disso, as bactérias
presentes na porção distal do intestino delgado
e no cólon produzem vitamina K2 (menaquinona), a
qual pode ser absorvida em menor grau. A doença hemorrágica
do recém-nascido, caracterizada pela tendência
ao sangramento, é a principal forma de deficiência
de vitamina K. Ela pode ocorrer porque a placenta não
permite a passagem adequada de gorduras e, conseqüentemente,
da vitamina K (lipossolúvel).
O fígado do recém-nascido é
muito imaturo para produzir quantidades suficientes dos
fatores da coagulação do sangue (proteínas
do sangue que promovem a coagulação e requerem
a vitamina K). Durante os primeiros dias de vida; não
existem, no intestino, bactérias que produzem a vitamina
K e o leite materno é uma fonte limitada da mesma.
Uma injeção de vitamina K deve ser administrada
aos recém-nascidos para protegê-los contra
esta doença. Os lactentes alimentados com leite materno
e que não receberam essa injeção ao
nascimento são particularmente suscetíveis
à deficiência de vitamina K. Como a vitamina
K é lipossolúvel, os distúrbios que
interferem na absorção de gorduras (p.ex.,
doença celíaca e fibrose cística) podem
causar deficiência de vitamina K nas crianças
e nos adultos. A ingestão de quantidades excessivas
de óleo mineral também podem impedir a absorção
de vitamina K. Essa deficiência também pode
ocorrer nos indivíduos que fazem uso de medicamentos
anticoagulantes para evitar a formação de
coágulos sangüíneos.
Sintomas, Diagnóstico e Tratamento
O principal sintoma é o sangramento
na pele, através do nariz, de uma ferida ou
no estômago acompanhado por vômito. Pode
ser observada a presença de sangue na urina ou nas
fezes. A mais grave é a hemorragia cerebral, a qual
pode ocorrer em recém-nascidos. Quando existe uma
suspeita de deficiência de vitamina K, é realizado
um exame de sangue para mensurar a concentração
de protrombina, um dos fatores da coagulação
que requerem vitamina K. Uma concentração
baixa (inferior a 50% da normal) sugere a deficiência
de vitamina K. No entanto, uma concentração
baixa de protrombina também pode ser devida ao uso
de drogas anticoagulantes ou a uma lesão hepática.
Normalmente, o diagnóstico é confirmado quando
uma injeção de vitamina K aumenta a concentração
de protrombina em poucas horas e o sangramento cessa em
3 a 6 horas. Quando o indivíduo apresenta uma doença
hepática grave, o fígado pode ser incapaz
de sintetizar os fatores da coagulação apesar
das injeções de vitamina K. Nesses casos,
pode ser necessária a realização de
transfusões de plasma para repor os fatores da coagulação.
Deficiência de Vitamina B1
A vitamina B1 (tiamina) é essencial
para várias reações envolvendo enzimas,
incluindos aquelas que intervêm na obtenção
de energia a partir da glicose. São boas fontes dessa
vitamina a levedura, a carne de porco, os legumes e os cereais
integrais. A deficiência de vitamina B1 pode ocorrer
quando esses alimentos estão ausentes da dieta. Quando
a casca do arroz é removida (arroz polido), praticamente
todas as vitaminas são perdidas. Os asiáticos
correm risco de apresentar deficiência de vitamina
B1 porque a sua alimentação é constituída
principalmente pelo arroz polido. No entanto, a cocção
do arroz antes da remoção da casca (parbolização)
faz com que a vitamina se dissemine por todo o grão,
preservando-a e conservando todas as suas propriedades protetoras.
Essa deficiência também pode ser decorrente
da redução da absorção causada
pela diarréia crônica ou pelo aumento da demanda
da vitamina causado por condições como o hipertireoidismo,
a gravidez ou a febre. Os indivíduos alcoolistas
inveterados substituem os alimentos pelo álcool e,
conseqüentemente, reduzem o consumo de todas as vitaminas,
inclusive da vitamina B1. Por essa razão, eles têm
risco de apresentar distúrbios de deficiência
nutricional.
Sintomas e Tratamento
Os sintomas iniciais são fadiga, irritabilidade,
déficit de memória, inapetência, distúrbios
do sono, desconforto abdominal e perda de peso. Finalmente,
o indivíduo pode apresentar uma deficiência
grave de vitamina B1 (beribéri), a qual é
caracterizada por alterações nervosas, cerebrais
e cardíacas. Em todas as formas de beribéri,
o metabolismo dos eritrócitos (glóbulos vermelhos,
hemácias) é alterado e a concentração
de vitamina B1 no sangue e na urina encontra-se significativamente
reduzida. As alterações nervosas (beribéri
seco) começam como uma sensação de
formigamento nos dedos dos pés, uma sensação
de queimação nos pés que se torna particularmente
intensa à noite, câimbras musculares na panturrilha
e dor nas pernas e nos pés. Quando o indivíduo
também apresenta uma deficiência de ácido
pantotênico, esses sintomas podem ser piores. Os músculos
da panturrilha podem tornar-se dolorosos.
O ato de levantar-se da posição
agachada pode tornar-se difícil e a capacidade de
detectar vibrações nos dedos dos pés
pode diminuir. Finalmente, os músculos da panturrilha
e da coxa podem atrofiar e o indivíduo pode apresentar
pé em gota e dedos em gota
(distúrbios nos quais o pé ou os dedos pendem
flacidamente e não podem ser levantados), pois os
nervos e os músculos não funcionam adequadamente.
Também pode ocorrer o pulso em gota.
As alterações cerebrais (síndrome de
Wernick- Korsakoff, beribéri cerebral) são
freqüentemente conseqüências de uma deficiência
súbita e grave de vitamina B1, a qual pode ser causada
por uma ingestão excessiva de álcool ou pelo
vômito intenso durante a gravidez. A deficiência
pode instalarse ou agravar uma deficiência crônica.
Os sintomas iniciais do beribéri incluem a confusão
mental, a laringite e a visão dupla. Posteriormente,
um indivíduo pode apresentar confabulação
(invenção de fatos e experiências) para
preencher as lacunas da memória.
Quando a encefalopatia de Wernicke (uma parte
da síndrome de Wernicke- Korsakoff) não é
tratada, os sintomas podem piorar, acarretando o coma e
inclusive a morte. Tratase de uma emergência médica
e deve ser tratada com a administração intravenosa
de vitamina B1, em uma dose 100 vezes maior que a QDR, durante
vários dias. A seguir, é realizada a administração
pela via oral de uma dose 10 vezes maior que a QDR até
o desaparecimento dos sintomas. Freqüentemente, a recuperação
não é total, pois algum dano cerebral pode
ser permanente. As alterações cardíacas
(beribéri úmido) caracterizam- se pelo débito
cardíaco (saída de sangue do coração)
elevado, pelo aumento da freqüência cardíaca
e pela dilatação dos vasos sangüíneos,
fazendo com que a pele se torne quente e úmida.
Devido à deficiência de vitamina
B1, o coração não consegue manter esse
débito cardíaco elevado e ocorre a insuficiência
cardíaca, com dilatação venosa, dificuldade
respiratória e acúmulo de líquido nos
pulmões e nos tecidos periféricos. O tratamento
consiste na administração intravenosa de vitamina
B1 em uma dose 20 vezes superior à QDR durante 2
a 3 dias. Posteriormente, a vitamina é administrada
pela via oral. O beribéri infantil ocorre em lactentes
que são amamentados por uma mãe com deficiência
de vitamina B1. O beribéri infantil é caracterizado
pela insuficiência cardíaca, pela perda da
voz e pela lesão de nervos periféricos, comumente
entre o segundo e o quarto mês de vida. Normalmente,
as alterações cardíacas desaparecem
imediata e completamente com o tratamento de vitamina B1.
Deficiência de Vitamina B2
A vitamina B2 (riboflavina) é importante
em muitos processos celulares, particularmente naqueles
implicados na produção de energia e no metabolismo
dos aminoácidos. São boas fontes dessa vitamina
os produtos laticínios, a carne vermelha, os peixes
e as aves. A deficiência de vitamina B2 é incomum,
exceto em áreas onde a dieta consiste principalmente
de arroz polido. Os indivíduos alcoolistas e aqueles
com doença hepática ou diarréia crônica
podem apresentar esse tipo de deficiência. Os sintomas
mais comuns são lesões nos cantos da boca,
seguidas por rachaduras nos lábios, que podem deixar
cicatrizes. Quando ocorre uma infecção fúngica
por Candida (monilíase, sapinho) nessas áreas,
o indivíduo pode apresentar manchas branco-acinzentadas.
A língua pode apresentar uma coloração
vermelho-violácea e, algumas vezes, podem surgir
áreas seborréicas (gordurosas) na região
localizada entre o nariz e os lábios. Ocasionalmente,
ocorre o crescimento de vasos sangüíneos na
córnea, causando desconforto visual na luz intensa.
Nos homens, a pele da bolsa escrotal inflama. Os sintomas
desaparecem imediatamente quando tratados com suplementos
de vitamina B2 em doses 10 vezes superiores à QDR.
Deficiência de Niacina
A niacina (ácido nicotínico)
é encontrada em muitos alimentos. A niacina é
essencial para o metabolismo de muitas substâncias
do organismo. A pelagra é o distúrbio nutricional
causado pela deficiência de niacina. Uma deficiência
do aminoácido triptofano também está
envolvida no desenvolvimento da pelagra, pois o triptofano
pode ser convertido em niacina. Os indivíduos que
vivem em regiões onde o milho é o principal
cereal apresentam risco de pelagra, pois ele é pobre
tanto em triptofano como em niacina. Além disso,
a niacina presente no milho não é absorvida
no intestino, exceto quando o milho é tratado com
um álcali, como ocorre durante o preparo de tortillas.
A pelagra, um distúrbio sazonal, ocorre na primavera
e prolonga-se por todo o verão. A pelagra ocorre
repetidamente em indivíduos que consomem dietas deficientes
contendo produtos derivados do milho. Os alcoolistas crônicos
apresentam um grande risco de pelagra devido à sua
dieta deficiente. A pelagra ocorre em indivíduos
com doença de Hartnup, um distúrbio hereditário
raro caracterizado pela deficiência de absorção
de triptofano no intestino e nos rins. Eles necessitam de
doses elevadas de niacina para prevenir os sintomas.
Sintomas, Diagnóstico e Tratamento
A pelagra é caracterizada pelas alterações
cutâneas, gastrointestinais e cerebrais. O sintoma
inicial é o surgimento de áreas avermelhadas
e simétricas na pele, as quais assemelham-se a queimaduras
solares e pioram com a exposição ao sol (lesões
fotossensíveis). As alterações cutâneas
não desaparecem e podem tornar-se acastanhadas e
descamativas. Normalmente, os sintomas cutâneos são
acompanhados por distúrbios gastrointestinais como,
por exemplo, a náusea, a inapetência e a diarréia
(fétida e, algumas vezes, sangüinolenta). Todo
o trato gastrointestinal é afetado. O estômago
pode não produzir ácido em quantidade suficiente
(acloridria) e a língua e a boca inflamam, apresentando
uma cor escarlate brilhante.
A vagina também pode ser afetada.
Finalmente, ocorrem alterações mentais (p.ex.,
fadiga, insônia e apatia). Normalmente, esses sintomas
precedem uma disfunção cerebral (encefalopatia),
a qual é caracterizada pela confusão mental,
desorientação, alucinações,
amnésia e inclusive psicose maníaco-depressiva.
O diagnóstico é estabelecido baseando-se nos
hábitos alimentares, nos sintomas e nas concentrações
baixas dos subprodutos da niacina na urina. Os exames de
sangue também podem ser úteis. O tratamento
da pelagra consiste na administração de doses
elevadas (cerca de 25 vezes a QDR) de niacinamida, uma forma
de niacina, juntamente com doses elevadas (10 vezes a QDR)
de outras vitaminas do complexo B. As vitaminas B1, B2,
e B6 e o ácido pantotênico devem ser administrados
porque as deficiências dessas vitaminas produzem alguns
dos sintomas da pelagra.
Excesso de Niacina
A niacina (mas não a niacinamida)
em doses superiores a 200 vezes a QDR é prescrita
para controlar a concentração alta de gorduras
(lipídeos) no sangue. Essas doses podem causar rubor
intenso, prurido, lesão hepática, distúrbios
cutâneos, gota, úlceras e redução
da tolerância à glicose.
Deficiência de vitamina B6
A vitamina B6 é um termo genérico
que inclui a piridoxina, o piridoxal e a piridoxamina. Essas
vitaminas são importantes na catalização
de reações que envolvem aminoácidos
das células do sangue, do cérebro e da pele.
Essa deficiência pode ser decorrente da má
absorção do trato gastrointestinal ou do uso
de drogas que promovem a depleção das reservas
de vitamina B6 do organismo (p.ex., isoniazida, hidralazina
e penicilamina). A deficiência também pode
ocorrer em distúrbios hereditários que inibem
o metabolismo da vitamina B6. Esses distúrbios podem
causar retardo mental grave, convulsões e uma anemia
difícil de ser corrigida. Nos lactentes, a deficiência
de vitamina B6 pode causar convulsões. Nos adultos,
ela pode causar anemia, dermatite, lesão nervosa
(neuropatia) e confusão mental. Outros sintomas incluem
a língua vermelha e inflamada, fissuras nos cantos
da boca e adormecimento com sensação de formigamento
nas mãos e nos pés. Os exames de sangue podem
ser úteis para o estabelecimento do diagnóstico.
Essa deficiência é tratada com doses altas
e diárias de vitamina B6 (10 a 20 vezes a QDR) até
o desaparecimento dos sintomas. Doses mais elevadas podem
ser necessárias quando a deficiência é
causada por um distúrbio hereditário.
Excesso de Vitamina B6
A administração de doses elevadas
de vitamina B6 (500 a 3.000 vezes a QDR) prescritas para
o tratamento da síndrome do túnel do carpo
ou da tensão pré-menstrual podem lesar gravemente
os nervos, destruindo parte da medula espinhal, o que torna
difícil a deambulação. A recuperação
dessa condição é lenta e alguma dificuldade
de deambulação pode persistir de modo permanente
após a interrupção do uso de suplementos
de vitamina B6.
Deficiência de Biotina
A biotina é uma vitamina do complexo
B que é necessária para o metabolismo das
gorduras e dos carboidratos. A biotina é encontrada
em muitos alimentos. São boas fontes o fígado,
o rim, o pâncreas, os ovos, o leite, os peixes e as
castanhas e as nozes. É muito improvável um
indivíduo que consome uma dieta balanceada apresente
esse tipo de deficiência. Entretanto, essa deficiência
pode ser causada pelo consumo de claras de ovo cruas durante
semanas, pois elas contêm uma substância que
se liga à biotina no organismo, impedindo a sua absorção.
Os sintomas incluem a sonolência, a perda de peso,
dermatites, crises de ansiedade, dores musculares e certos
sintomas nervosos (p.ex., exaustão, insônia
e alucinações). Os indivíduos submetidos
à nutrição parenteral prolongada sem
suplementação de biotina também podem
apresentar esse tipo de deficiência. Os exames laboratoriais
revelam uma diminuição da concentração
de biotina no sangue e na urina.
Deficiências de Ácido
Fólico e Vitamina B12
O ácido fólico (folato) e a
vitamina B12 (cobalamina) atuam de modo interdependente
na formação dos eritrócitos normais
e na produção da timidina (um componente essencial
do DNA). A deficiência de qualquer uma dessas vitaminas
acarreta uma anemia grave (p.ex., anemia perniciosa), em
que a quantidade de eritrócitos é pequena
e eles apresentam um grande diâmetro. Os sintomas
incluem a palidez, a fraqueza, a redução da
secreção de ácido gástrico e
a neuropatia (lesão nervosa). A neuropatia ocorre
principalmente na deficiência de vitamina B12. A anemia
perniciosa (anemia por deficiência de vitamina B12)
é um distúrbio no qual a vitamina B12 não
pode ser absorvida porque o estômago não produz
o fator intrínseco, o qual combina-se com a vitamina
B12 e a transporta para o interior da corrente sangüínea.
Algumas vezes, essa anemia ocorre porque um sistema imune
hiperativo ataca as células gástricas que
produzem o fator intrínseco (uma reação
auto-imune).
Os vegetarianos convictos, os quais apresentam
deficiência de vitamina B12 porque ela é encontrada
apenas em produtos animais, e os indivíduos com distúrbios
hereditários que bloqueiam o transporte ou a atividade
dessa vitamina podem apresentar outras formas de deficiência
de vitamina B12. A deficiência de ácido fólico
pode ocorrer em mulheres grávidas que consomem dietas
sem legumes e vegetais folhosos verdes, os quais contêm
ácido fólico. Os lactentes podem apresentar
deficiência de ácido fólico quando o
conteúdo de ácido fólico em suas fórmulas
alimentares é baixo. O diagnóstico da deficiência
de vitamina B12 ou de ácido fólico é
baseado na identificação de uma anemia com
eritrócitos grandes e na detecção de
concentrações baixas de uma ou de ambas as
vitaminas nos exames de sangue. O diagnóstico é
confirmado através do exame de uma amostra de medula
óssea que revela a presença de precursores
dos eritrócitos grandes e imaturos. O tratamento
da anemia perniciosa consiste na administração
de injeções mensais de vitamina B12. O tratamento
da deficiência de ácido fólico consiste
na sua administração pela via oral.
Excesso de Ácido Fólico
Em determinadas condições,
o ácido fólico pode ser tóxico. Em
doses de 100 vezes a QDR, ele pode aumentar a freqüência
de crises convulsivas em indivíduos epilépticos
e pode piorar a lesão neurológica nos indivíduos
com deficiência de vitamina B12.
Deficiência de Vitamina C
A vitamina C (ácido ascórbico)
é encontrada em frutas cítricas, batatas,
repolho e pimentas verdes. Essa vitamina é essencial
para a formação do tecido conjuntivo (o tecido
que mantém unidas as estruturas do corpo). Ela ajuda
o organismo a absorver o ferro e na recuperação
de queimaduras e ferimentos. Assim como a vitamina E, a
vitamina C é antioxidante. A gravidez, a amamentação,
a tireotoxicose (hiperatividade da tireóide), vários
tipos de inflamação, as cirurgias e as queimaduras
podem aumentar significativamente a demanda de vitamina
C pelo organismo e o risco de uma deficiência. Nos
lactentes, entre os 6 e 12 meses de vida, a carência
de vitamina C na alimentação pode causar o
escorbuto, um tipo de doença carencial. Os sintomas
iniciais incluem a irritabilidade, a dor durante os movimentos,
a perda de apetite e a incapacidade de ganhar peso.
Os ossos tornam- se finos e as articulações
podem tornar-se proeminentes. São típicas
as hemorragias sob o periósteo (tecido que recobre
os ossos ) e ao redor dos dentes. Nos adultos, o escorbuto
pode ocorrer quando a dieta é restrita, contendo
somente carne seca e farinha ou chá, torradas e vegetais
enlatados (alimentos típicos consumidos por indivíduos
idosos que não se interessam pela alimentação).
Após alguns meses desse tipo de dieta, o indivíduo
apresenta hemorragia subcutânea, sobretudo em torno
dos folículos pilosos, subungueais, ao redor das
gengivas e intra-articulares. O indivíduo pode apresentar
depressão, cansaço e fraqueza. A pressão
arterial e a freqüência cardíaca oscilam.
Os resultados dos exames de sangue revelam uma concentração
muito baixa de vitamina C. Nos lactentes e nos adultos,
o escorbuto é tratado com doses elevadas de vitamina
C durante uma semana, seguidas por doses mais baixas durante
1 mês.
Excesso de Vitamina C
As doses elevadas de vitamina C (500 a 10.000
miligramas) têm sido recomendadas por alguns para
prevenir o resfriado comum, a esquizofrenia, o câncer,
a hipercolesterolemia e a aterosclerose. No entanto, essas
recomendações têm pouca ou nenhuma base
científica. As doses superiores a 1.000 miligramas
por dia causam diarréia, litíase renal (nos
indivíduos susceptíveis) e alterações
do ciclo menstrual. Alguns indivíduos que interrompem
abruptamente o consumo de doses altas apresentam o escorbuto
de rebote.
Minerais
Alguns minerais (sódio, cloreto, potássio,
cálcio, fósforo e magnésio) são
considerados macronutrientes porque o organismo necessita
de quantidades relativamente grandes dos mesmos. Eles são
denominados macrominerais. Outros minerais são micronutrientes
porque o organismo necessita de pequenas quantidades dos
mesmos. Eles são o ferro, o zinco, o cobre, o manganês,
o molibdênio, o selênio, o iodo e o fluoreto.
As deficiências de minerais, excetuandose a de ferro
e a de iodo, são incomuns. O excesso de alguns minerais
pode causar intoxicação.
Deficiência de Ferro
O ferro é um componente de muitas
enzimas que participam de reações químicas
importantes através do organismo. Ele também
é um componente da hemoglobina, que permite aos eritrócitos
transportar o oxigênio e distribuí-lo aos tecidos
do corpo. Os alimentos contêm dois tipos de ferro,
o ferro ligado ao heme (encontrado principalmente nos produtos
animais) e o ferro não ligado ao heme, (o qual representa
mais de 85% do ferro da dieta média). O ferro ligado
ao heme é absorvido muito mais facilmente que o ferro
não ligado ao heme. No entanto, a absorção
do ferro não ligado ao heme aumenta quando ele é
consumido com proteína animal e vitamina C. A deficiência
de ferro é a deficiência nutricional mais comum
no mundo inteiro, produzindo anemia nos homens, nas mulheres
e nas crianças. A hemorragia acarreta a perda de
ferro do organismo, levando à uma deficiência
que deve ser tratada com a suplementação do
mesmo.
A deficiência de ferro também
pode ser decorrente de uma dieta inadequada. Essa deficiência
pode ocorrer durante a gravidez, pois a mãe deve
prover uma grande quantidade de ferro ao feto em desenvolvimento.
Como as adolescentes encontram-se em fase de crescimento
e começam a menstruar, elas apresentam o risco de
desenvolver anemia ferropriva (por deficiência de
ferro) quando seguem dietas que excluem a carne vermelha.
A anemia ocorre quando há uma exaustão das
reservas de ferro do organismo. Os sintomas incluem a palidez,
as unhas em forma de colher (uma deformidade na qual as
unhas tornam-se finas e côncavas), a fraqueza com
comprometimento do desempenho muscular e alterações
do comportamento cognitivo. O diagnóstico da deficiência
de ferro é estabelecido baseando-se nos sintomas
e nos resultados dos exames de sangue que revelam a presença
de uma anemia e concentração baixa de ferro
e de ferritina, uma proteína que armazena o ferro.
A deficiência de ferro é tratada com doses
elevadas desse mineral, uma vez ao dia, durante várias
semanas. O tratamento deve prosseguir até a normalização
dos eritrócitos e das reservas de ferro.
Excesso de Ferro
O excesso de ferro é tóxico
e provoca vômito, diarréia e lesão intestinal.
O ferro pode acumular- se no corpo quando um indivíduo
é tratado com quantidades excessivas ou por um tempo
demasiadamente longo, quando ele recebe várias transfusões
de sangue ou no alcoolismo crônico. A hemocromatose
(doença causada pelo excesso de ferro) é um
distúrbio hereditário potencialmente fatal,
mas facilmente tratado, no qual uma quantidade excessiva
de ferro é absorvida, afeta mais de um milhão
de americanos. Normalmente, os sintomas manifestam-se quando
o indivíduo atinge a meia-idade. A sua evolução
é insidiosa. A pele apresenta uma coloração
bronzeada. O indivíduo apresenta cirrose, câncer
de fígado, diabetes e insuficiência cardíaca
e morre prematuramente. Os sintomas podem incluir a artrite,
a impotência, a infertilidade, hipotireoidismo e a
fadiga crônica. Os exames de sangue podem revelar
se o indivíduo apresenta excesso de ferro. Todos
os familiares de um indivíduo afetado devem ser submetidos
a uma investigação. O tratamento de escolha
é a sangria terapêutica. O diagnóstico
e o tratamento precoces permitem uma vida longa e saudável.
Deficiência de Zinco
O zinco encontra-se amplamente dist |