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Os sais são compostos químicos
simples formados de átomos que possuem uma carga
elétrica positiva ou negativa. Por exemplo, o sal
de cozinha (cloreto de sódio) é composto por
átomos de sódio (carga positiva) e de cloreto
(carga negativa). O cloreto de sódio forma cristais
ao secar, mas, como muitos outros sais encontrados no organismo,
ele dissolve facilmente na água. Quando um sal dissolve-se
na água, os seus componentes existem separadamente
como partículas carregadas denominadas íons.
Essas partículas carregadas e dissolvidas são
coletivamente conhecidas como eletrólitos.
A concentração (nível)
de cada eletrólito em uma solução de
sais dissolvidos pode ser mensurada e, geralmente, ela é
expressa como a quantidade em miliequivalentes (mEq) por
unidade de volume da solução (normalmente
em litros). Os eletrólitos encontram-se dissolvidos
nos três principais compartimentos de água
corpórea: o líquido no interior das células
(intracelular), o líquido no espaço que circunda
as células (extracelular) e o sangue (na realidade,
os eletrólitos dissolvem-se no soro, o qual é
a parte líquida do sangue). As concentrações
normais dos eletrólitos nesses líquidos variam.
Alguns eletrólitos são encontrados em concentrações
elevadas no interior das células e em concentrações
baixas fora delas.
Outros eletrólitos são encontrados
em concentrações baixas no interior das células
e em concentrações elevadas fora delas. Para
funcionar adequadamente, o organismo precisa manter a concentração
dos eletrólitos em cada um desses compartimentos
dentro de limites muito estreitos. Ele o faz deslocando
os eletrólitos para dentro ou para fora das células.
Os rins filtram os eletrólitos presentes no sangue
e excretam uma quantidade suficiente dos mesmos na urina
para manter um equilíbrio entre a ingestão
e a eliminação diárias. As concentrações
de eletrólitos podem ser mensuradas em uma amostra
de sangue ou de urina por um laboratório.
As concentrações dos eletrólitos
no sangue são mensuradas para se determinar a presença
de alguma anormalidade e, caso ela exista, os resultados
são utilizados para acompanhar a resposta ao tratamento.
O sódio, o potássio, o cálcio, o fosfato
e o magnésio são os eletrólitos mais
envolvidos nos distúrbios do equilíbrio do
sal. Além disso, a concentração do
cloreto e do bicarbonato é comumente mensurada. No
entanto, a concentração de cloreto de sódio
é geralmente proporcional à concentração
de sódio no sangue, e o bicarbonato pode estar envolvido
em distúrbios do equilíbrio ácido-básico.
Regulação do Sódio
Quase todo o sódio do corpo encontra-se
no sangue e no líquido extracelular. O sódio
é ingerido através dos alimentos e das bebidas
e é eliminado através do suor e da urina.
Os rins normais podem alterar a quantidade de sódio
excretado na urina, de modo que a quantidade total de sódio
no organismo varia pouco de um dia para outro. Um distúrbio
do equilíbrio entre a ingestão e a eliminação
de sódio afeta a quantidade total de sódio
no corpo. As alterações da quantidade total
de sódio estão intimamente ligadas às
alterações no volume de água no sangue.
Uma perda global do sódio do corpo não provoca
necessariamente uma diminuição da concentração
de sódio no sangue, mas pode causar a diminuição
do volume sangüíneo. Quando o volume sangüíneo
diminui, a pressão arterial cai, a freqüência
cardíaca aumenta e o indivíduo pode apresentar
tonturas e, em algumas ocasiões, o choque.
Por outro lado, o volume sangüíneo
pode aumentar quando existe um excesso de sódio no
corpo. O líquido extra acumula-se no espaço
que circunda as células e acarreta uma condição
denominada edema. Um sinal do edema é o inchaço
dos pés, dos tornozelos e das pernas. O volume sangüíneo
e a concentração de sódio no sangue
podem ser afetados tanto pela perda como pelo ganho de um
excesso de água e de sódio. O corpo controla
constantemente a concentração de sódio
no sangue e o volume sangüíneo. Quando a concentração
de sódio aumenta demasiadamente, o cérebro
sente sede e incita o indivíduo a beber
água. Sensores localizados nos vasos sangüíneos
e nos rins detectam as diminuições do volume
sangüíneo e desencadeiam uma reação
em cadeia que tenta aumentar o volume de líquido
no sangue.
Principais Eletrólitos do Organismo
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Carregados Positivamente Sódio (Na+) Potássio
(K+) Cálcio (Ca++) Magnésio (Mg++) |
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Carregados Negativamente Cloreto (Cl) Fosfatos
(HPO4 = e H2PO4 ) Bicarbonato (HCO3 ) |
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As glândulas adrenais secretam o hormônio
aldosterona, o qual faz com que os rins retenham sódio.
A hipófise secreta o hormônio antidiurético,
o qual faz com que os rins retenham água. A retenção
de sódio e de água acarretam uma diminuição
da produção de urina, o que finalmente provoca
um aumento do volume sangüíneoe um retorno da
pressão arterial ao seu valor normal. Quando os sensores
dos vasos sangüíneos e dos rins detectam um
aumento da pressão arterial e os sensores cardíacos
detectam um aumento do volume sangüíneo, os
rins são estimulados a excretar mais sódio
e urina, reduzindo dessa maneira o volume sangüíneo.
Concentrações Baixas de Sódio
A hiponatremia (concentração
sérica baixa de sódio) é uma concentração
sérica de sódio inferior a 136 miliequivalentes
(mEq) por litro de sangue. A concentração
sérica de sódio diminui muito quando o sódio
é diluído excessivamente por uma maior quantidade
de água corpórea. O sódio pode ser
diluído demasiadamente em indivíduos que ingerem
enormes quantidades de água, como ocorre algumas
vezes em determinados transtornos psiquiátricos e
em pacientes hospitalizados que recebem grandes quantidades
de água por via intravenosa. Em ambos os casos, a
quantidade de líquido ingerida supera a capacidade
dos rins de eliminar o excesso.
A ingestão de quantidades menores
(algumas vezes, de apenas 1 litro por dia) podem acarretar
a hiponatremia em indivíduos cujos rins não
funcionam adequadamente (p.ex., indivíduos com insuficiência
renal). A hiponatremia também ocorre freqüentemente
em indivíduos com insuficiência cardíaca
e cirrose hepática, nos quais o volume sangüíneo
encontra- se aumentado. Nessas condições,
o volume sangüíneo aumentado acarreta uma hiperdiluição
do sódio, embora a quantidade total do mesmo geralmente
também esteja aumentada.
A hiponatremia ocorre em indivíduos
com doença de Addison (na qual as adrenais encontramse
hipoativas), os quais excretam muito sódio. A perda
de sódio na urina é causada por uma deficiência
de aldosterona, um hormônio secretado pelas adrenais.
Os indivíduos com a síndrome da secreção
inadequada de hormônio antidiurético (SSIHA)
possuem concentrações baixas de sódio
por diversas causas. Neste distúrbio, a hipófise
(localizada na base do cérebro) secreta uma quantidade
excessiva de hormônio antidiurético. Este
hormônio faz com que o organismo retenha água
e que o sódio dilua-se no sangue.
Sintomas
A velocidade com que a concentração
de sódio no sangue diminui determina em parte a gravidade
dos sintomas. Quando a concentração diminui
lentamente, os sintomas tendem a ser menos graves e somente
ocorrem quando a concentração torna-se extremamente
baixa. Quando a concentração diminui rapidamente,
os sintomas são mais graves e tendem a ocorrer mesmo
com diminuições menos pronunciadas. O cérebro
é particularmente sensível às alterações
da concentração sérica de sódio.
Por essa razão, a letargia e a confusão mental
estão entre os sintomas iniciais da hiponatremia.
À medida qua a hiponatremia se torna mais grave,
os músculos podem apresentar contrações
e o indivíduo pode apresentar crises convulsivas.
Nos casos mais graves, podem ocorrer o estupor, o coma e
a morte.
Tratamento
A hiponatremia grave é uma emergência
que exige tratamento imediato e intensivo. Após instituir
as medidas emergenciais necessárias, o médico
aumenta lentamente a concentração sérica
de sódio através da infusão intravenosa
de líquidos. O aumento muito rápido da concentração
pode acarretar lesão cerebral permanente. A ingestão
de líquidos é restrita e o médico tenta
identificar e corrigir a causa subjacente da hiponatremia.
Nos indivíduos com a síndrome da secreção
inadequada de hormônio antidiurético, quando
possível, as causas prováveis são identificadas
e tratadas. A demeclociclina ou os diuréticos tiazídicos,
drogas que conseguem reduzir o efeito do hormônio
antidiurético sobre os rins, podem ser administrados
se a hiponatremia piorar ou se ela não melhorar apesar
da restrição líquida.
Concentrações Altas de Sódio
A hipernatremia (concentração
sérica alta de sódio) é uma concentração
sangüínea de sódio superior a 145 miliequivalentes
(mEq) por litro de sangue. Na hipernatremia, o corpo contém
muito pouca água em relação à
quantidade de sódio. A concentração
sérica de sódio geralmente aumenta anormalmente
quando a perda de água excede a perda de sódio,
geralmente quando o indivíduo ingere um volume muito
pequeno de água. A concentração sérica
alta de sódio significa que o indivíduo não
sente sede quando deveria ou que ele sente sede, mas não
consegue obter uma quantidade suficiente de água
para ingerir. A hipernatremia também pode ser observada
em indivíduos com disfunção renal,
diarréia, vômito, febre ou sudorese excessiva.
A hipernatremia é mais comum entre
os idosos. Comumente, a sensação de sede é
percebida mais lentamente e com menos intensidade pelos
idosos em comparação com os indivíduos
mais jovens. Os indivíduos idosos confinados ao leito
ou com demência podem ser incapazes de conseguir água
para beber, apesar de sentirem sede. Além disso,
na velhice, os rins são menos capazes de concentrar
a urina e, conseqüentemente, os idosos também
não conseguem conservar a água. Os indivíduos
idosos que fazem uso de diuréticos, os quais forçam
os rins a excretar mais água, apresentam um maior
risco de hipernatremia, principalmente quando o tempo está
quente ou quando eles adoecem e não ingerem água
em quantidade suficiente.
O Que Causa a Síndrome da Secreção
Inadequada do Hormônio Antidiurético?
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Meningite e encefalite Tumores cerebrais
Psicose Doenças pulmonares (p.ex., pneumonia
e insuficiência respiratória aguda) Câncer
(sobretudo do pulmão ou do pâncreas)
Medicamentos
Clorpropamida (uma droga que reduz a concentração
de açúcar no sangue)
Carbamazepina (droga anticonvulsivante)
Vincristina (droga antineoplásica)
Clofibrato (droga que diminui a concentração
do colesterol)
Medicamentos antipsicóticos
Aspirina, ibuprofeno e muitos analgésicos
de venda livre
Vasopressina e ocitocina (hormônios antidiuréticos
sintéticos)
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A hipernatremia sempre é grave, sobretudo
nos idosos. Quase 50% dos indivíduos idosos hospitalizados
devido à hipernatremia morrem. No entanto, a taxa
de mortalidade pode ser alta devido ao fato de muitas das
vítimas apresentarem uma doença subjacente
grave que permitiu o desenvolvimento da hipernatremia. Esta
doença também pode ocorrer quando os rins
excretam água em excesso, como no diabetes insipidus.
Nos indivíduos com diabetes insipidus, a hipófise
secreta muito pouco hormônio antidiurético
(o qual faz com que os rins retenham água) ou os
rins não respondem adequadamente ao hormônio.
Apesar da perda excessiva de água através
dos rins, os indivíduos com diabetes insipidus raramente
desenvolvem hipernatremia quando sentem sede normalmente
e têm acesso à água.
Sintomas
Como ocorre na hiponatremia, os principais
sintomas de hipernatremia são decorrentes da disfunção
cerebral. A hipernatremia grave pode produzir confusão
mental, espasmos musculares, crises convulsivas, coma e
morte.
Tratamento
A hipernatremia é tratada com a reposição
de água. Em todos os casos, excluindo-se os mais
leves, é realizada a administração
intravenosa de líquidos. São realizados exames
de sangue repetidos, em intervalos de algumas horas, para
verificar se a quantidade administrada foi suficiente. A
concentração sérica de sódio
é reduzida muito lentamente, pois a correção
muito rápida do quadro pode causar lesão cerebral
permanente. O médico pode solicitar exames adicionais
de sangue ou de urina para determinar a razão pela
qual a concentração de sódio encontra-se
alta. Assim que a causa subjacente é identificada,
o tratamento pode ser mais específico. Por exemplo,
quando o indivíduo apresenta diabetes insipidus,
o médico pode prescrever o hormônio antidiurético
(vasopressina).
Principais Causas da Alta Concentração
de Sódio
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Traumatismo crânio-encefálico ou
neurocirurgia envolvendo a hipófise
Distúrbios de outros eletrólitos
(alta concentração de cálcio e
baixa concentração de potássio)
Uso de drogas como o lítio, a demeclociclina
ou diuréticos
Perdas excessivas de água (diarréia,
vômito, febre, sudorese excessiva)
Doença das células falciformes
Diabetes insipidus
Acesso limitado à água (especialmente
quando combinado com qualquer uma das outras causas)
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Regulação do Potássio
O potássio desempenha papéis
importantes no metabolismo celular e no funcionamento das
células nervosas e musculares. Ao contrário
do sódio, a maior parte do potássio do organismo
encontra-se no interior das células, não no
líquido extracelular ou no sangue. A concentração
sérica de potássio deve ser mantida dentro
de uma faixa estreita. Uma concentração de
potássio muito alta ou muito baixa pode acarretar
graves conseqüências (p.ex., arritmias cardíacas
ou parada cardíaca). O potássio armazenado
no interior das células ajuda a manter constante
a sua concentração no sangue. Como ocorre
com outros eletrólitos, o equilíbrio de potássio
é atingido igualando-se a quantidade ingerida através
dos alimentos com a quantidade excretada. Embora uma parte
do potássio seja perdida através do trato
gastrointestinal, a maior parte é eliminada pela
urina. Normalmente, os rins modificam a excreção
de potássio para igualar as alterações
da ingestão dietética. Alguns medicamentos
e certas condições provocam o deslocamento
do potássio para dentro ou para fora das células,
afetando significativamente a concentração
de potássio no sangue.
Concentrações Baixas de Potássio
A hipocalemia (concentração
sérica baixa de potássio ) é uma concentração
sangüínea de potássio inferior a 3,8
miliequivalentes (mEq) por litro de sangue. Os rins normais
conservam o potássio de uma forma extremamente eficaz.
Quando a concentração sérica de potássio
diminui muito, isto geralmente ocorre porque os rins não
estão funcionando de forma regular ou porque ocorreu
uma perda excessiva de potássio através do
trato gastrointestinal (decorrente do vômito, da diarréia,
do uso crônico de laxante ou da presença de
pólipos no cólon). Como muitos alimentos contêm
potássio, a hipocalemia raramente é causada
pelo consumo reduzido dos mesmos. O potássio pode
ser eliminado na urina por várias razões.
A mais freqüente, sem sombra de dúvida, é
o uso de determinados tipos de diuréticos que fazem
com que os rins excretem sódio, água e potássio
em excesso. As outras causas de hipocalemia são raras.
Na síndrome de Cushing, as adrenais
produzem quantidades excessivas de hormônios corticosteróides
como, por exemplo, a aldosterona, um hormônio que
faz com que os rins também excretem uma quantidade
excessiva de potássio. Os rins também excretam
quantidades excessivas de potássio nos indivíduos
que consomem grandes quantidades de alcaçuz ou que
mascam certos tipos de tabaco. Os indivíduos com
síndrome de Liddle, síndrome de Bartter e
síndrome de Fanconi apresentam defeitos congênitos
no mecanismo renal de conservação do potássio.
Certos medicamentos, como a insulina e os
medicamentos para a asma (p.ex., albuterol, terbutalina
e teofilina), aumentam o deslocamento do potássio
para dentro das células e podem acarretar hipocalemia.
Contudo, o uso desses medicamentos raramente é a
única causa da hipocalemia.
Sintomas
Reduções leves da concentração
sérica de potássio normalmente não
causam sintomas. Uma redução mais importante
(concentrações inferiores a 3,0 mEq por litro
de sangue) pode causar fraqueza muscular, contrações
e inclusive paralisia. O coração pode apresentar
arritmias (ritmos cardíacos anormais), especialmente
nos indivíduos com uma cardiopatia. Por essa razão,
a hipocalemia é particularmente perigosa naqueles
que fazem uso da digoxina.
Tratamento
Comumente, o potássio pode ser reposto
de um modo relativamente simples, através da ingestão
de alimentos ricos deste mineral ou da administração
oral de sais de potássio (cloreto de potássio).
Como o potássio pode irritar o trato gastrointestinal,
os suplementos de potássio são administrados
com a alimentação, em pequenas doses e várias
vezes ao dia. Ele nunca é administrado em uma dose
alta única. A maioria dos indivíduos que fazem
uso de diuréticos não necessita suplementação
de potássio. De qualquer modo, o médico controla
periodicamente a concentração sérica
de potássio, de modo que, quando necessário,
o esquema terapêutico pode ser modificado. Quando
a deficiência de potássio é grave, ele
pode ser administrado pela via intravenosa. Isto é
realizado com cautela e, geralmente, apenas em ambiente
hospitalar, para evitar o aumento excessivo da concentração
sérica de potássio.
Concentrações Altas de Potássio
A hipercalemia (concentração
sérica alta de potássio) é uma concentração
sangüínea de potássio superior a 5,0
miliequivalentes (mEq) por litro de sangue. Em geral, a
hipercalemia é mais perigosa que a hipocalemia. Uma
concentração de potássio superior a
5,5 mEq por litro de sangue começa a afetar o sistema
de condução elétrica do coração.
Quando a concentração sérica continua
a aumentar, o ritmo cardíaco torna-se anormal e o
coração pode parar de bater. Geralmente, a
hipercalemia ocorre quando os rins não excretam uma
quantidade suficiente de potássio. Provavelmente,
a causa mais comum da hipercalemia leve é o uso de
drogas que bloqueiam a excreção renal de potássio
(p.ex., triantereno, espironolactona e inibidores da enzima
conversora da angiotensina).
Fontes de Potássio
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Suplementos de potássio
Substitutos do sal (cloreto de potássio)
Bananas
Tomates
Laranjas
Melões
Batata e batata doce
Espinafre, folhas de nabo, couves em geral e
outros vegetais folhosos verdes
A maioria das ervilhas e feijões
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A hipercalemia também pode ser causada
pela doença de Addison, na qual as adrenais não
produzem quantidades suficientes dos hormônios que
estimulam os rins a excretar o potássio. A doença
de Addison vem se tornando uma causa cada vez mais comum
de hipercalemia, à medida que um maior número
de indivíduos com AIDS apresentam distúrbios
das adrenais. Uma insuficiência renal parcial ou completa
pode produzir uma hipercalemia grave. Por essa razão,
os indivíduos com disfunção renal devem
evitar os alimentos ricos em potássio. A hipercalemia
também pode ocorrer quando uma grande quantidade
de potássio é liberada subitamente do reservatório
intracelular. Isto pode ocorrer quando uma grande quantidade
de tecido muscular é destruída (como em uma
lesão por esmagamento), quando o indivíduo
sofre uma queimadura grave ou quando ele toma uma overdose
de crack de cocaína. O rápido influxo de potássio
para o interior da corrente sangüínea pode superar
a capacidade dos rins de excretá-lo, acarretando
uma hipercalemia potencialmente letal.
Sintomas
A hipercalemia leve produz poucos ou nenhum
sintoma. Geralmente, a hipercalemia é diagnosticada
inicialmente nos exames de sangue de rotina ou quando o
médico observa alterações em um eletrocardiograma.
Ocasionalmente, ocorrem sintomas como um batimento cardíaco
irregular, o qual pode ser percebido pelo indivíduo
como palpitações.
Causas da Baixa Concentração
de Cálcio
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Causa
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Comentários |
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Baixa Concentração
do hormônio paratireoídeo (paratormônio) |
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Geralmente, ocorre após
uma lesão ou a remoção acidental
das paratireóides durante uma cirurgia de remoção
da tireóide |
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Ausência congênita
das glândulas paratireóides |
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Distúrbio hereditário
raro ou que faz parte da síndrome de DiGeorge |
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Pseudohipoparatireoidismo |
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Doença hereditária
incomum. A concentração do hormônio
paratireoídeo é normal, mas os ossos e
os rins apresentam uma menor resposta a ele |
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Deficiência de vitamina
D |
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Geralmente, causada por
uma nutrição deficiente, pela exposição
insuficiente à luz solar (a vitamina D é
ativada quando a pele é exposta à luz
solar), por uma doença hepática, por uma
doença gastrointestinal que impede a absorção
da vitamina D ou pelo uso de barbitúricos e de
fenitoína, os quais diminuem a eficácia
da vitamina D |
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Lesão renal |
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Interfere na ativação
da vitamina D nos rins |
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Baixa Concentração
de magnésio |
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Acarreta uma diminuição
do hormônio paratireoídeo |
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Nutrição inadequada
ou má absorção |
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Ocorre com ou sem deficiência
de vitamina D |
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Pancreatite |
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Ocorre quando o excesso
de ácidos graxos no sangue, liberados por uma
lesão pancreática, combina-se com o cálcio |
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Baixa Concentração
de albumina |
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Reduz a quantidade de cálcio
ligada à albumina, mas, geralmente, não
produz sintomas, pois a quantidade de cálcio
livre permanece normal |
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Tratamento
O tratamento imediato é essencial
quando a concentração sérica de potássio
é superior a 5 mEq por litro de sangue em um indivíduo
com uma disfunção renal ou é superior
a 6 mEq por litro de sangue em um indivíduo com uma
função renal normal. O potássio pode
ser removido do corpo através do trato gastrointestinal
ou dos rins pela diálise. Ele também pode
ser removido através da indução de
diarréia e da administração de uma
preparação contendo uma resina que absorve
o potássio. Esta resina não é absorvida
pelo trato gastrointestinal, de modo que o potássio
é eliminado do organismo juntamente com as fezes.
Quando os rins funcionam bem, pode ser administrado
um diurético para aumentar a excreção
do potássio. Quando é necessário um
tratamento ainda mais rápido, é realizada
a administração de uma solução
intravenosa contendo cálcio, glicose ou insulina.
O cálcio ajuda a proteger o coração
contra os efeitos da concentração alta de
potássio. No entanto, este efeito dura apenas poucos
minutos. A glicose e a insulina deslocam o potássio
do sangue para o interior das células e, conseqüentemente,
reduzem a concentração sérica de potássio.
Quando essas medidas não surtem efeito ou quando
o indivíduo apresenta insuficiência renal,
a diálise pode ser necessária.
Regulação do Cálcio
O cálcio é essencial para várias
funções do corpo, incluindo a contração
muscular, a condução nervosa e o funcionamento
adequado de muitas enzimas. A maior parte do cálcio
do corpo é armazenada nos ossos, mas ele também
é encontrado nas células e no sangue. O corpo
controla com precisão a quantidade de cálcio
tanto nas células quanto no sangue. A manutenção
de uma concentração normal de cálcio
no sangue depende da ingestão de pelo menos 500 a
1000 miligramas diários de cálcio, da absorção
de uma quantidade adequada desse cálcio do trato
gastrointestinal e da excreção do excesso
pela urina.
Quando necessário, o cálcio
desloca-se dos ossos para o sangue para manter a sua concentração
sérica. No entanto, a mobilização excessiva
do cálcio dos ossos acabará provocando seu
enfraquecimento, podendo levar à osteoporose. A concentração
sérica de cálcio é regulada por dois
hormônios: o hormônio paratireoídeo (paratormônio)
e a calcitonina. O hormônio paratireoídeo é
produzido pelas quatro glândulas paratireóides
localizadas ao redor da tireóide, no pescoço.
Quando a concentração sérica de cálcio
diminui, as paratireóides produzem uma maior quantidade
de hormônio paratireoídeo. Quando a concentração
sérica aumenta, elas produzem menos hormônio.
O hormônio paratireoídeo estimula
o trato gastrointestinal a absorver mais cálcio e
faz com que os rins ativem a vitamina D. Esta vitamina aumenta
ainda mais a capacidade de absorção de cálcio
do trato gastrointestinal. O hormônio paratireoídeo
também estimula os ossos a liberar cálcio
para o sangue e faz com que os rins excretem uma menor quantidade
na urina. A calcitonina, um hormônio produzido por
células das paratireóides, da tireóide
e do timo, reduz a concentração sérica
de cálcio através da estimulação
do deslocamento do mesmo para os ossos.
Concentrações Baixas de Cálcio
A hipocalcemia (concentração
sérica baixa de cálcio) é uma concentração
sangüínea de cálcio inferior a 8,8 miligramas
(mg) por decilitro de sangue. A concentração
sérica de cálcio pode diminuir em decorrência
de vários problemas distintos. A hipocalcemia é
mais comum em distúrbios que produzem perda crônica
de cálcio pela urina ou incapacidade de mobilizar
o cálcio dos ossos. Como a maior parte do cálcio
presente no sangue é transportada pela albumina (uma
proteína), uma concentração muito baixa
de albumina acarreta uma concentração sérica
baixa de cálcio. No entanto, a hipocalcemia causada
por concentrações muito baixas de albumina
geralmente não é importante, pois mesmo o
cálcio que não se encontra ligado à
albumina pode prevenir os sintomas da hipocalcemia.
Sintomas e Diagnóstico
A concentração sérica
de cálcio pode estar anormalmente baixa sem produzir
qualquer sintoma. No decorrer do tempo, a hipocalcemia pode
afetar o cérebro e causar sintomas neurológicos
(p.ex., confusão mental, perda da memória,
delírio, depressão e alucinações).
Esses sintomas são reversíveis se a concentração
de cálcio for restaurada. Uma concentração
de cálcio extremamente baixa (inferior a 7 mg por
decilitro de sangue) pode causar dores musculares e formigamento,
freqüentemente nos lábios, na língua
e nos dedos das mãos e dos pés.
As crises convulsivas e os espasmos da musculatura
da garganta (acarretando dificuldades respiratórias),
assim como a tetania (rigidez generalizada e espasmos musculares)
podem ocorrer nos casos graves. Podem ocorrer alterações
do sistema de condução elétrica do
coração, as quais podem ser observadas em
um eletrocardiograma. Uma concentração sérica
anormal de cálcio é comumente detectada pela
primeira vez durante a realização de exames
de sangue de rotina. Conseqüentemente, a hipocalcemia
é freqüentemente diagnosticada antes dos sintomas
tornarem-se evidentes. Uma vez detectada a hipocalcemia,
a determinação de sua causa exige uma história
clínica detalhada, um exame físico completo
e outros exames laboratorias de sangue e de urina.
Tratamento
O tratamento varia de acordo com a causa
subjacente. A reposição de cálcio pode
ser realizada pela via oral ou intravenosa. Os indivíduos
com hipocalcemia crônica podem corrigir o problema
tomando suplementos de cálcio pela via oral. Após
a manifestação dos sintomas, a administração
intravenosa pode ser necessária. A administração
concomitante de suplementos de vitamina D ajuda a aumentar
a absorção do cálcio proveniente do
trato gastrointestinal.
Concentrações Altas de Cálcio
A hipercalcemia (concentração
sérica alta de cálcio) é uma concentração
sangüínea de cálcio superior a 10,5 miligramas
(mg) por decilitro de sangue. A hipercalcemia pode ser causada
por um aumento da absorção gastrointestinal
ou pelo aumento da ingestão de cálcio. Os
indivíduos que ingerem grandes quantidades de cálcio,
como fazem ocasionalmente aqueles com úlceras pépticas
que ingerem uma grande quantidade de leite e também
tomam antiácidos que contêm cálcio,
podem apresentar hipercalcemia. De modo similar, uma dose
excessiva de vitamina D pode afetar a concentração
sérica de cálcio aumentando a absorção
do mesmo do trato gastrointestinal. No entanto, a causa
mais comum da hipercalcemia é o hiperparatireoidismo,
a secreção excessiva do hormônio paratireoídeo
por uma ou mais das quatro glândulas paratireóides.
Aproximadamente 90% dos indivíduos
com hiperparatireoidismo primário apresentam um tumor
benigno (adenoma) em uma dessas pequenas glândulas.
Nos 10% restantes, as glândulas simplesmente aumentam
de tamanho e produzem uma quantidade excessiva de hormônio.
Em raros casos, os cânceres das glândulas paratireóides
causam hiperparatireoidismo. O hiperparatireoidismo é
mais comum em mulheres que em homens. É mais provável
que o hiperparatiroidismo ocorra em indivíduos idosos
e naqueles que foram previamente submetidos à radioterapia
na região cervical (pescoço). Algumas vezes,
o hiperparatireoidismo ocorre como parte da síndrome
da neoplasia endócrina múltipla (uma doença
hereditária rara). Freqüentemente, os indivíduos
com câncer apresentam hipercalcemia. Os cânceres
dos rins, dos pulmões ou dos ovários geralmente
secretam grandes quantidades de uma proteína que
produz efeitos similares aos do hormônio da paratireóide.
Esses efeitos são considerados uma síndrome
paraneoplásica.
O câncer pode disseminar (produzir
metástase) aos ossos, destruindo as células
ósseas e liberando cálcio para o interior
da corrente sangüínea. Isto ocorre mais comumente
nos cânceres de próstata, de mama e de pulmão.
O mieloma múltiplo (um câncer que afeta a medula
óssea) também pode causar a destruição
óssea e acarretar hipercalcemia. Outros cânceres
elevam a concentração sérica de cálcio
através de mecanismos ainda não totalmente
compreendidos. As doenças nas quais o tecido ósseo
é destruído ou reabsorvido também podem
causar hipercalcemia. Uma delas é a doença
de Paget. Os indivíduos que se encontram imobilizados
(p.ex., paraplégicos, tetraplégicos) ou aqueles
que permanecem confinados ao leito durante um período
prolongado também podem apresentar hipercalcemia
devido à reabsorção do tecido ósseo.
Sintomas e Diagnóstico
Como a hipercalcemia freqüentemente
é assintomática, ela é geralmente descoberta
durante a realização de exames de sangue de
rotina. Comumente, a causa subjacente torna-se evidente
a partir da história do indivíduo e de suas
atividades recentes (p.ex., ingestão de grandes quantidades
de leite e o uso de comprimidos antiácidos contendo
cálcio para tratar a indigestão). No entanto,
para se descobrir a causa, é geralmente necessária
a realização de exames laboratoriais ou de
estudos radiográficos. Comumente, os sintomas iniciais
da hipercalcemia são a constipação,
a inapetência, a náusea, o vômito e a
dor abdominal. Os rins podem produzir quantidades anormalmente
elevadas de urina. Quando ocorre a produção
excessiva de urina, o líquido do organismo diminui
e o indivíduo pode apresentar sintomas de desidratação.
A hipercalcemia muito grave freqüentemente causa sintomas
de disfunção cerebral como, por exemplo, confusão
mental, distúrbios emocionais, delírio, alucinações,
fraqueza e coma. Posteriormente, podem ocorrer arritmias
cardíacas e a morte. Pode ocorrer a formação
de cálculos renais contendo cálcio nos indivíduos
com hipercalcemia crônica. Quando a hipercalcemia
é grave e prolongada, pode ocorrer a formação
de cristais de cálcio nos rins, os quais produzem
lesões permanentes.
Tratamento
O tratamento depende da magnitude e das causas
do aumento da concentração de cálcio
no sangue. Quando a concentração sérica
de cálcio não é superior a 11,5 mg
por decilitro de sangue, freqüentemente é suficiente
a correção da causa subjacente. Os indivíduos
com função renal normal e uma tendência
à hipercalcemia geralmente são orientados
a ingerir grandes quantidades de líquido, o que estimula
os rins a excretar cálcio e ajuda a prevenir a desidratação.
Quando a concentração de cálcio encontra-se
muito alta (superior a 15 mg por decilitro de sangue) ou
quando ocorrem os sintomas de disfunção cerebral,
é instituída a administração
intravenosa de líquidos até a normalização
da função renal. Os diuréticos (p.ex.,
furosemia) aumentam a excreção de cálcio
pelos rins, representando a base fundamental do tratamento.
A diálise é um tratamento
altamente eficaz, seguro e confiável, mas, comumente,
ela é reservada aos indivíduos com hipercalcemia
grave que não podem ser tratados por outros métodos.
Geralmente, o hiperparatireoidismo é tratado através
da remoção cirúrgica de uma ou mais
glândulas paratireóides. Para que o procedimento
tenha êxito, o cirurgião deve extirpar todo
o tecido paratireoidiano que está produzindo quantidades
excessivas do hormônio. Algumas vezes, existe tecido
paratireoidiano adicional localizado fora das paratireóides.
Quando realizada por um cirurgião experiente, a cirurgia
é bemsucedida em aproximadamente 90% dos casos. Vários
outros medicamentos podem ser usados para tratar a hipercalcemia
quando os outros métodos não são bem
sucedidos. Eles incluem a plicamicina, o nitrato de gálio,
a calcitonina, os bifosfonatos e os corticosteróides.
Os medicamentos atuam basicamente inibindo a saída
do cálcio dos ossos. A hipercalcemia causada pelo
câncer é particularmente difícil de
ser tratada. No entanto, quando o câncer não
pode ser controlado, a hipercalcemia geralmente volta a
manifestar-se apesar do melhor tratamento.
Regulação do Fosfato
O fósforo está presente no
corpo quase que exclusivamente sob a forma de fosfato (um
átomo de fósforo e quatro átomos de
oxigênio). A maior parte do fosfato no corpo encontra-se
nos ossos. O restante encontra-se basicamente no interior
das células, onde ele está intimamente envolvido
no metabolismo energético e é também
utilizado como um componente para formar moléculas
importantes como, por exemplo, o DNA. O fosfato é
excretado na urina e fezes.
Concentrações Baixas de Fosfato
A hipofosfatemia (concentração
sérica baixa de fosfato) é uma concentração
sangüínea de fosfato inferior a 2,5 miligramas
(mg) por decilitro de sangue. A hipofosfatemia crônica
ocorre no hiperparatireoidismo, no hipotireoidismo (hipoatividade
da tireóide), na disfunção renal e
com o uso prolongado de diuréticos. Quantidades tóxicas
de teofilina podem reduzir a quantidade de fosfato no corpo.
A ingestão de grandes doses de antiácidos
à base de hidróxido de alumínio durante
um período prolongado também pode promover
a depleção do fosfato do corpo, especialmente
nos indivíduos submetidos à diálise
renal. A depleção das reservas de fosfato
ocorre em indivíduos com desnutrição
grave, cetoacidose diabética, intoxicação
alcoólica grave ou queimaduras graves. À medida
que os indivíduos com essas condições
se recuperam, a concentração sérica
de fosfato pode cair a níveis perigosamente baixos,
pois o corpo utiliza grandes quantidades de fosfato.
Sintomas
Um indivíduo pode apresentar hipofosfatemia
sem que ele tenha qualquer doença. Os sintomas somente
ocorrem quando a concentração sérica
de fosfato cai demasiadamente. Inicialmente, o indivíduo
pode sentir e apresentar fraqueza muscular. No decorrer
do tempo, os ossos podem enfraquecer, acarretando dores
e fraturas ósseas. Uma concentração
extremamente baixa de fosfato (inferior a 1,5 mg por decilitro
de sangue) pode ser muito grave, acarretando uma fraqueza
muscular progressiva, estupor, coma e morte.
Tratamento
O tratamento é determinado pela gravidade
dos sintomas e pela causa subjacente. O indivíduo
assintomático pode tomar uma solução
oral de fosfato. No entanto, ela geralmente causa diarréia.
Um litro de leite desnatado ou semi-desnatado provê
uma grande quantidade de fosfato e, geralmente, é
mais fácil de ser tomado. O fosfato pode ser administrado
pela via intravenosa quando a hipofosfatemia é muito
grave ou quando ele não pode ser administrado pela
via oral.
Concentrações Altas de Fosfato
A hiperfosfatemia (concentração
sérica alta de fosfato) é uma concentração
sangüínea de fosfato superior a 4,5 miligramas
(mg) por decilitro de sangue. Os rins normais são
tão eficientes na excreção do excesso
de potássio que a hipofosfatemia raramente ocorre,
excetuando-se os indivíduos com disfunção
renal grave. Nos indivíduos com insuficiência
renal, a hiperfosfatemia representa um problema, pois a
diálise não é muito eficaz na remoção
do fosfato.
Sintomas
Existem poucos sinais externos de hiperfosfatemia.
Nos pacientes submetidos à diálise, quando
a concentração sérica de fosfato encontra-
se elevada, a concentração sérica de
cálcio diminui. Isto estimula as glândulas
paratireóides a produzirem o hormônio paratireoídeo,
o qual, por sua vez, aumenta a concentração
sérica de cálcio através da sua mobilização
dos ossos. Quando o problema persiste, pode ocorrer um enfraquecimento
progressivo dos ossos, resultando em dor e fraturas decorrente
de traumas menores. O cálcio e o fosfato podem cristalizar
nas paredes dos vasos sangüíneos e do coração,
causando uma arteriosclerose (enrijecimento das artérias)
grave e acarretando acidentes vasculares cerebrais, infartos
do miocárdio e má circulação.
Os cristais também podem formarse na pele e causar
prurido intenso.
Tratamento
Nos indivíduos com lesões renais,
a hiperfosfatemia é tratada através da diminuição
da ingestão de fosfato e da redução
da absorção de fosfato do trato gastrointestinal.
Devem ser evitados os alimentos ricos em fosfato e os antiácidos
que contêm cálcio devem ser tomados durante
as refeições, para que ele se ligue ao fosfato
presente no intestino e não seja absorvido. A estimulação
constante das paratireóides pode causar hiperparatireoidismo,
exigindo a remoção cirúrgica das mesmas.
Alimentos Ricos em Fosfato
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Leite e produtos laticílios
A maioria das ervilhas e feijões
Espinafre, folhas de nabo, vários tipos
de couve e outros vegetais folhosos verdes
Castanhas, nozes
Chocolate
Refrigerantes de cor escura (exceto aqueles à
base de extratos de raízes e ervas)
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Regulação do Magnésio
Uma ampla variedade de enzimas do corpo dependem
do magnésio para funcionar adequadamente. A maior
parte do magnésio no corpo encontra- se nos ossos,
muito pouco encontra-se no sangue. A concentração
de magnésio é mantida principalmente com uma
alimentação nutritiva. Parte do magnésio
é excretada na urina e parte é excretada nas
fezes.
Concentrações Baixas de Magnésio
A hipomagnesemia (concentração
sérica baixa de magnésio) é uma concentração
sangüínea de magnésio inferior a 1,6
miliequivalentes (mEq) por litro de sangue. Os distúrbios
nos quais a hipomagnesemia ocorre são complexos e,
geralmente, são decorrentes de distúrbios
metabólicos e nutricionais. As causas mais comuns
da hipomagnesemia são a redução da
ingestão associada à inanição
ou à má absorção intestinal
e o aumento da excreção pelos rins. A hipomagnesemia
também ocorre freqüentemente nos indivíduos
que consomem grandes quantidades de álcool ou que
apresentam diarréia prolongada. Concentrações
elevadas de aldosterona, de hormônio antidiurético
ou de hormônio da tireóide podem causar hipomagnesemia
ao estimular a excreção renal do magnésio.
O tratamento com diuréticos, com a anfotericina B
(um medicamento antifúngico) ou com a cisplatina
(um medicamento antineoplásico) também pode
causar hipomagnesemia.
Sintomas
A hipomagnesemia pode acarretar inapetência,
náusea, vômito, sonolência, fraqueza,
alterações da personalidade, espasmos musculares
e tremores. Quando a hipomagnesemia ocorre concomitantemente
com a hipocalcemia, o magnésio deve ser reposto antes
para que o distúrbio do cálcio possa ser tratado
com êxito.
Tratamento
O magnésio é reposto quando
a deficiência produz sintomas ou quando a concentração
de magnésio encontra-se muito baixa (inferior a 1
mEq por litro de sangue). O magnésio pode ser administrado
pela via oral ou pela via injetável (intramuscular
ou intravenosa).
Concentrações Altas de Magnésio
A hipermagnesemia (concentração
sérica alta de magnésio) é uma concentração
sangüínea de magnésio superior a 2,1
miliequivalentes (mEq) por litro de sangue. Quase nunca
os indivíduos apresentam hipermagnesemia, exceto
quando eles sofrem de insuficiência renal e utilizem
sais de magnésio ou medicamentos que contêm
magnésico (p.ex., alguns antiácidos e purgantes).
A hipermagnesemia pode acarretar fraqueza, hipotensão
arterial e dificuldade respiratória. O coração
pode parar de bater quando a concentração
de magnésio aumenta acima de 12 a 15 mEq por litro
de sangue.
Tratamento
O tratamento da hipermagnesemia grave exige
a administração intravenosa de gluconato de
cálcio e medidas de apoio aos sistemas circulatório
e respiratório. Os diuréticos intravenosos
potentes podem aumentar a excreção renal do
magnésio. A diálise pode ser necessária
quando os rins não funcionam adequadamente.
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