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A dermatite (eczema) é uma inflamação
das camadas superiores da pele que produz bolhas, rubor,
edema, secreção, formação de
crostas, descamação e, geralmente, prurido.
O coçar e o atrito contínuo da pele podem
provocar o espessamento e o endurecimento da mesma. Alguns
tipos de dermatite afetam apenas determinadas partes do
corpo.
Dermatite de Contato
A dermatite de contato é a inflamação
causada pelo contato com uma determinada substância.
A erupção permanece limitada a uma área
específica e, freqüentemente, apresenta limites
bem definidos. As substâncias podem causar inflamação
cutânea através dos seguintes mecanismos: irritação
(dermatite de contato irritativa) ou reação
alérgica (dermatite de contato alérgica).
Mesmo os sabões suaves, os detergentes e determinados
metais podem irritar a pele após um contato freqüente.
Algumas vezes, a exposição
repetida (mesmo à água) pode ressecar e irritar
a pele. As substâncias irritativas fortes, como os
á cidos, os álcalis (p.ex., produtos para
limpeza de esgoto) e alguns solventes orgânicos (p.ex.,
a acetona presente nos removedores de esmalte para as unhas),
podem causar alterações cutâneas em
poucos minutos.
Em uma reação alérgica,
a exposição inicial a uma determinada substância
(ou, em alguns casos, as primeiras exposições)
não produz uma reação, mas a exposição
seguinte pode provocar prurido e dermatite em 4 a 24 horas.
Os indivíduos podem utilizar (ou podem ser expostos
a) substâncias durante anos sem qualquer problema
e, subitamente, apresentam uma reação alérgica.
Mesmo as pomadas, as loções e os cremes utilizados
no tratamento da dermatite podem causar esse tipo de reação.
Aproximadamente 10% das mulheres são
alérgicas ao níquel, a causa mais comum de
dermatite causada por jóias. As pessoas também
podem desenvolver dermatite a partir de qualquer material
que eles entrem em contato durante o trabalho (der-matite
ocupacional). Quando a dermatite ocorre após o indivíduo
tocar determinadas substâncias e, em seguida, expor
a pele à luz solar, o quadro é denominado
dermatite de contato fotoalérgica ou fototóxica.
Essas substâncias incluem os filtros solares, as loções
pós-barba, certos perfumes, antibióticos,
o alcatrão da hulha e óleos.
| Causas
Comuns de Dermatite Alérgica de Contato |
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Cosméticos: substâncias
químicas utilizadas para depilação,
esmalte para unhas, removedores de esmalte, desodorantes,
produtos umectantes, loções pós-barba,
perfumes, filtros solares
Composto metálico (em jóias):
níquel Plantas: hera venenosa, carvalho venenoso,
sumagre venenoso, tasneira, prímula
Drogas presentes em cremes de limpeza de
pele: antibióticos (penicilina, sulfonamidas,
neomicina), anti-histamínicos (difenidramina,
prometazina), anestésicos (benzocaína),
antissépticos (timerosal), estabilizadores
Substâncias químicas utilizadas
na fabricação de peças do vestuário:
substâncias utilizadas para tingir
calçados; aceleradores da borracha e antioxidantes
em luvas, calçados, roupas íntimas e
outras peças do vestuário
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Sintomas
Os efeitos da dermatite de contato variam
desde uma hiperemia (rubor) discreta e de curta duração
até uma inflamação grave com formação
de bolhas. Freqüentemente, a erupção
cutânea apresenta pequenas vesículas (bolhas
diminutas) pruriginosas. No início, a erupção
cutânea é limitada ao local do contato, no
entanto, posteriormente, ela pode disseminar-se. A área
da erupção cutânea pode ser muito pequena
(p.ex., os lobos das orelhas, quando a causa da dermatite
são brincos) ou pode afetar uma grande área
do corpo (p.ex., quando uma loção para o corpo
é a causa da dermatite). Quando a substância
responsável pela erupção cutânea
é removida, a hiperemia desaparece em poucos dias.
As vesículas podem drenar e formar crostas, mas elas
secam rapidamente. A descamação residual,
o prurido e o espessamento temporário da pele podem
durar dias ou semanas.
Diagnóstico
A causa da dermatite de contato nem sempre
é fácil de ser determinada, pois as possibilidades
são infinitas. Além disso, a maioria dos indivíduos
não tem conhecimento de todas as substâncias
que entram em contato com sua pele. Freqüentemente,
a localização da erupção inicial
é uma pista importante. Quando o médico suspeita
de uma dermatite de contato, mas um processo cuidadoso de
eliminação não consegue definir a causa,
poderá ser realizado um teste cutâneo. Para
este teste, pequenos adesivos contendo substâncias
que comumente causam dermatite são aplicados sobre
a pele e mantidos durante dois dias para se observar se
ocorre uma erupção cutânea sob um deles.
Apesar de útil, o teste cutâneo
é complicado. O médico deve decidir quais
são as substâncias que devem ser testadas,
a quantidade de cada substância que deve ser aplicada
e quando o teste deve ser realizado. Além disso,
a interpretação dos resultados do teste cutâneo
pode ser difícil. Os testes podem fornecer resultados
falso- positivos ou falso-negativos. A maioria dos indivíduos
consegue descobrir a causa de sua dermatite sem o teste
cutâneo, eliminando de modo sistemático as
possíveis causas. Contudo, o teste cutâneo
pode prover pistas importantes para se identificar a causa.
Tratamento
O tratamento consiste na remoção
e na evitação de tudo que esteja causando
a dermatite de contato. Para prevenir a infecção
e evitar irritação, o indivíduo deve
limpar a área regularmente com á gua e um
sabão suave. As vesículas não devem
ser rompidas. O curativo seco também pode ajudar
na prevenção contra as infecções.
Os cremes ou as pomadas de corticosteróides geralmente
aliviam os sintomas da dermatite de contato leve, exceto
quando o indivíduo apresenta uma quantidade muito
grande de vesículas, como no caso do contato com
a hera venenosa. Algumas vezes, para os casos graves de
dermatite de contato, são prescritos comprimidos
de corticosteróides (p.ex., prednisona). Embora os
anti-histamínicos aliviem o prurido em algumas situações,
eles não são particularmente úteis
na maioria dos casos de dermatite de contato.
Dermatite Crônica das Mãos
e Pés
A dermatite crônica das mãos
e dos pés consiste em um grupo de distúrbios
nos quais as mãos e os pés tornam-se inflamados
e irritados freqüentemente. A dermatite crônica
das mãos é conseqüência de tarefas
repetitivas e do contato com substâncias químicas.
A dermatite crônica dos pés é conseqüência
das condições de calor e de umidade produzidas
pelas meias e calçados. A dermatite crônica
pode produzir prurido na pele das mãos e dos pés
além de dor. A dermatite de contato, um tipo de dermatite
crônica das mãos, geralmente tem sua causa
na irritação provocada por substâncias
químicas (p.ex., sabões) ou por luvas de borracha.
A ponfólige (ponfólige), um
distúrbio crônico (de longa duração)
que causa a formação de vesículas pruriginosas
nas palmas das mãos e nas laterais dos dedos, também
pode ocorrer nas plantas dos pés. Freqüentemente,
as vesículas são descamativas, vermelhas e
secretantes. A ponfólige é algumas vezes chamada
de desidrose, o que significa “sudorese anormal”,
mas esa doença não tem qualquer relação
com o suor. A infecção fúngica é
uma causa comum de erupção cutânea nos
pés, especialmente as pequenas vesículas ou
erupções cutâneas vermelhas e profundas.
Algumas vezes, o indivíduo com uma infecção
fúngica crônica nos pés apresenta uma
dermatite nas mãos decorrente de uma reação
alérgica ao fungo.
Tratamento
O tratamento da dermatite crônica depende
de sua causa. Na maioria dos casos, o melhor tratamento
consiste na eliminação da substância
química que está irritando a pele. Os cremes
de corticosteróides podem ser aplicados para tratar
a inflamação. As infecções bacterianas
que podem ocorrer nas lesões abertas da pele são
tratadas com antibióticos. Quando a causa dos sintomas
é um fungo, é prescrito um medicamento antifúngico.
Dermatite Atópica
A dermatite atópica é uma inflamação
crônica e pruriginosa das camadas superiores da pele
que freqüentemente afeta os indivíduos que apresentam
febre do feno, asma e indivíduos que têm familiares
com essas doenças. Os indivíduos com dermatite
atópica comumente apresentam muitos outros distúrbios
alérgicos. A relação entre a dermatite
e esses distúrbios ainda não foi totalmente
esclarecida.
Alguns indivíduos podem apresentar
uma tendência hereditária para produzir um
excesso de anticorpos (p.ex., imunoglobulina E) em resposta
a vários estímulos diferentes. Muitas condições
podem piorar a dermatite atópica, incluindo o estresse
emocional, as alterações de temperatura ou
de umidade, as infecções cutâneas bacterianas
e o contato com tecidos irritantes (especialmente a lã).
Em alguns lactentes, as alergias alimentares podem provocar
dermatite atópica.
Sintomas
Algumas vezes, a dermatite atópica
manifesta- se nos primeiros meses após o nascimento.
Os lactentes podem apresentar erupções cutâneas
hiperemiadas, secretantes e que formam crostas na face,
no couro cabeludo, na área perineal, nas mãos,
nos membros superiores, nos pés ou nos membros inferiores.
A dermatite freqüentemente desaparece em torno dos
3 a 4 anos de idade, embora a recorrência seja comum.
Nas crianças maiores e nos adultos, a erupção
cutânea freqüente ocorre (e recidiva) em apenas
um dos cotovelos ou atrás dos joelhos.
Embora a cor, a intensidade e a localização
da erupção variem, ela sempre é pruriginosa.
Freqüentemente o prurido faz com que o indivíduo
se coce de modo incontrolável, desencadeando um ciclo
de prurido-coçar-erupção cutânea-prurido
que piora o problema. O coçar e a fricção
também podem causar laceração da pele,
permitindo a entrada de bactérias e a subseqüente
infecção. Por razões desconhecidas,
os indivíduos com dermatite atópica crônica
(de longa duração) algumas vezes apresentam
catarata entre os 20 e os 40 anos de idade. Nos indivíduos
com dermatite atópica, o herpes simples, o qual geralmente
afeta uma pequena área e é leve, pode produzir
uma doença grave com eczema e febre alta (eczema
herpético).
Diagnóstico
Várias visitas ao médico podem
ser necessárias para o estabelecimento do diagnóstico.
Não existe um exame ou teste específico para
a dermatite atópica. O médico estabelece o
diagnóstico baseando-se no padrão típico
da erupção cutânea e, freqüentemente,
no histórico de outros casos de alergia na família.
Embora a dermatite atópica possa ser muito semelhante
à dermatite seborréica nos lactentes, os médicos
tentam diferenciar essas doenças porque as complicações
e os tratamentos de cada uma são diferentes.
Tratamento
A dermatite atópica não tem
cura, mas certas medidas podem ser úteis. Evitar
o contato com substâncias que sabidamente irritam
a pele pode evitar a ocorrência de uma erupção.
Os cremes ou pomadas de corticosteróides podem aliviar
uma erupção cutânea e controlar o prurido.
No entanto, os cremes corticosteróides potentes aplicados
sobre grandes áreas ou durante muito tempo podem
causar sérios problemas médicos, sobretudo
em lactentes, pois os corticosteróides são
absorvidos pela corrente sangüínea.
Quando um creme ou uma pomada de corticosteróide
parece perder a sua eficácia, ele pode ser substituído
pela vaselina por uma semana ou mais e, em seguida, o tratamento
deve ser reiniciado. A aplicação de vaselina
ou de óleo vegetal sobre a pele pode ajudar a mantê-la
macia e lubrificada. Quando o uso do corticosteróide
é reiniciado após uma breve interrupção,
é mais provável que ele volte a ser eficaz.
Alguns indivíduos com dermatite atópica observam
que o banho piora a erupção cutânea.
A á gua e o sabão e até
mesmo a secagem da pele, sobretudo o atrito da toalha, podem
ser irritantes. Para esses indivíduos, banhar-se
com menos freqüência, secar a pele suavemente
com uma toalha e a aplicação de óleos
ou lubrificantes não-perfumados (p.ex., cremes hidratantes
para a pele) sobre a pele úmida podem ajudar. Algumas
vezes, um anti-histamínico (p.ex., difenidramina,
hidroxizina) ajuda a controlar o prurido, em parte por atuar
como um sedativo. Como esses medicamentos podem causar sonolência,
o melhor é utilizá-los à noite.
Manter as unhas das mãos curtas pode
ajudar a reduzir a lesão cutânea devida ao
coçar e a diminuir a chance de infecção.
É importante que o indivíduo aprenda a reconhecer
os sinais da infecção da dermatite atópica
(aumento da hiperemia, edema, estrias vermelhas e febre)
e busque assistência médica o mais breve possível.
Essas infecções são tratadas com antibióticos
orais. Como os corticosteróides orais podem causar
efeitos colaterais graves, os médicos os utilizam
apenas como último recurso para os indivíduos
que apresentam quadros de difícil tratamento.
Esses medicamentos orais podem causar retardo
de crescimento, enfraquecimento ósseo, inibição
das glândulas adrenais e muitos outros problemas,
especialmente nas crianças. Além disso, seus
efeitos benéficos são de curta duração.
Por razões desconhecidas, o tratamento com luz ultravioleta
combinados com doses orais de psoraleno, uma droga que intensifica
os efeitos da luz ultravioleta sobre a pele, pode ajudar
os pacientes adultos. Este tratamento raramente é
recomendado para crianças devido a seus possíveis
efeitos colaterais a longo prazo, incluindo o câncer
de pele e a catarata.
Dermatite Seborréica
A dermatite seborréica é uma
inflamação das camadas superiores da pele,
causando a formação de escamas no couro cabeludo,
na face e, ocasionalmente, em outras áreas. Freqüentemente,
a dermatite seborréica ocorre em famílias
e em geral a piora com o tempo frio.
Sintomas
A dermatite seborréica geralmente
inicia de modo gradual, causando uma descamação
seca ou oleosa do couro cabeludo (caspa), algumas vezes
com prurido, mas sem queda de cabelo. Nos casos mais graves,
pápulas de coloração amarelada a avermelhada
surgem ao longo da linha do cabelo, atrás das orelhas,
nos canais auditivos, nas sobrancelhas, na ponte nasal,
em torno do nariz e sobre o tronco.
Nos recém-nascidos com menos de um
mês de vida, a dermatite seborréica pode causar
a formação de uma lesão crostosa, amarela
e espessa no couro cabeludo (crosta láctea) e, algumas
vezes, uma descamação amarela atrás
das orelhas e pápulas vermelhas sobre a face. Freqüentemente,
uma erupção persistente na área da
fralda acompanha a erupção do couro cabeludo.
As crianças maiores podem apresentar uma erupção
descamativa, espessa, persistente e com grandes escamas.
Tratamento
Nos adultos, o couro cabeludo pode ser tratado
com xampus contendo piritiona zinco, sulfeto de selênio,
ácido salicílico, enxofre ou alcatrão.
Geralmente o indivíduo utiliza esses xampus em dias
alternados até controlar a caspa e, em seguida, duas
vezes por semana. Freqüentemente, o tratamento continua
durante muitos meses. Quando a dermatite retorna após
a interrupção do tratamento, ele pode ser
reiniciado.
As loções que contêm
corticosteróides também podem ser aplicadas
sobre a cabeça e outras áreas afetadas. Loções
contendo corticosteróides também são
utilizadas na cabeça e em outras áreas afetadas.
Sobre a face, devem ser utilizadas somente loções
de conticosteróides não muito potentes (p.ex.,
com hidrocortisona a 1%). Mesmo os corticosteróides
pouco potentes devem ser utilizados com cautela, pois o
seu uso prolongado pode reduzir a espessura da pele e causar
outros problemas.
Quando a terapia com corticosteróides
não elimina a erupção, o creme de cetoconazol
é algumas vezes utilizado. Nas crianças pequenas
que apresentam uma erupção descamativa espessa
sobre o couro cabeludo, pode-se friccionar delicadamente
o ácido salicílico dissolvido em óleo
mineral sobre a erupção com uma escova de
dentes macia todas as noites. O couro cabeludo também
é lavado diariamente com xampu até o desaparecimento
das escamas espessas. Nos lactentes, o couro cabeludo é
lavado com um xampu infantil suave e é realizada
a fricção do couro cabeludo com um creme contendo
hidrocortisona.
Dermatite Numular
A dermatite numular é uma erupção
cutânea persistente e geralmente pruriginosa acompanhada
por uma inflamação caracterizada por manchas
em forma de moeda que contêm pequenas vesículas,
crostas e escamas. A sua causa é desconhecida. Geralmente,
a dermatite numular afeta os indivíduos de meiaidade,
ocorre concomitantemente com a pele seca e é mais
comum no inverno. No entanto, a erupção cutânea
pode surgir e desaparecer sem qualquer razão aparente.
As manchas arredondadas iniciam como áreas
pruriginosas contendo pápulas e vesículas
que, posteriormente, exsudam e formam crostas. A erupção
pode ser disseminada. Freqüentemente essas manchas
são mais evidentes sobre a face anterior dos membros
superiores e inferiores e sobre as nádegas, podendo
também ocorrer no tronco. Muitos tipos diferentes
de tratamento têm sido utilizados, mas nenhum é
eficaz para todos os indivíduos afetados. Os tratamentos
incluem os antibióticos orais, os cremes e as injeções
de corticosteróides e a luz ultravioleta.
Dermatite Esfoliativa Generalizada
A dermatite esfoliativa generalizada é
uma inflamação grave que afeta toda a superfície
cutânea e produz hiperemia e descamação
intensas. Certos medicamentos (sobretudo as penicilinas,
as sulfonamidas, a isoniazida, a fenitoína e os barbitúricos)
podem causar a dermatite esfoliativa generalizada. Em alguns
casos, trata-se de uma complicação de outras
doenças da pele como, por exemplo, a dermatite atópica,
a psoríase e a dermatite de contato. Certos linfomas
(cânceres dos linfonodos) também podem causar
dermatite esfoliativa generalizada. Em muitos casos, nenhuma
causa pode ser encontrada.
Sintomas
A dermatite esfoliativa generalizada pode
iniciar de forma rápida ou lenta. Toda superfície
cutânea torna-se vermelha, descamativa, espessa e,
às vezes, com crostas. Alguns indivíduos apresentam
prurido e aumento dos linfonodos. Embora muitos apresentem
febre, eles podem sentir frio porque uma grande quantidade
de calor é perdida através da pele lesada.
Grandes quantidades de líquido e de proteínas
podem extravasar e a pele lesada é uma barreira deficiente
contra as infecções.
Tratamento
O diagnóstico e tratamento precoces
são importantes para evitar que a infecção
e a perda de líquido e de proteínas coloquem
a vida do paciente em risco. Qualquer medicamento ou substância
química que possa estar causando a dermatite deve
ser eliminado. Quando a causa da dermatite é um linfoma,
o tratamento deste ajuda a eliminá-la. Os indivíduos
com dermatite esfoliativa generalizada grave freqüentemente
necessitam de hospitalização e são
tratados com antibióticos (para combater a infecção),
líquidos intravenosos (para repor a perda líquida
através da pele) e complementos nutricionais.
O tratamento deve incluir medicações
e cobertores térmicos para controlar a temperatura
corpórea. Os banhos frios seguidos por aplicações
de vaselina e curativos com gaze podem ajudar a proteger
a pele. Os corticosteróides (p.ex., prednisona) administrados
pela via oral ou intravenosa são utilizados somente
quando as outras medidas não forem eficazes ou quando
a doença torna-se grave.
Dermatite de Estase
A dermatite de estase é a hiperemia
crônica com descamação, calor e edema
(inflamação) que afeta a parte inferior das
pernas, cuja pele apresenta uma coloração
castanho escura. A dermatite de estase é decorrente
do acúmulo de sangue e de líquido sob a pele
e, por essa razão, tende a ocorrer em indivíduos
que apresentam varizes e edema.
Sintomas
Geralmente, a dermatite de estase ocorre
sobre os tornozelos. No início, a pele torna-se avermelhada
e apresenta uma descamação discreta. No decorrer
de semanas ou meses, a pele torna-se castanho escura. Freqüentemente,
o acúmulo subjacente de sangue é ignorado
durante muito tempo, durante o qual o edema aumenta assim
como o risco de infecção e de uma eventual
lesão cutânea grave (ulceração).
Tratamento
O tratamento a longo prazo viza reduzir as
chances de acúmulo de sangue nas veias localizadas
em torno dos tornozelos. Manter os membros inferiores acima
do nível do coração impede que o sangue
se acumule nas veias e que ocorra o acúmulo de líquido
na pele. Meias compressivas adequadas podem ajudar a impedir
lesões cutâneas graves por impedirem o acúmulo
de líquido nas pernas.
Tratamentos adicionais comumente não
são necessários. Para a dermatite de início
recente, o uso de compressas calmantes (p.ex., gaze embebida
em água) pode fazer com que a pele melhore e, além
disso, mantendo a pele limpa, ajuda a evitar infecções.
Quando o quadro piora (aumento da temperatura, aumento da
hiperemia e presença de pequenas ú lceras
ou de pus), um curativo mais absorvente pode ser utilizado.
Os cremes de corticosteróides também
são úteis e freqüentemente são
combinados com uma pasta de óxido de zinco. É
realizada a aplicação de uma camada fina.
Quando o indivíduo já apresenta úlceras
grandes ou generalizadas, são necessários
curativos mais substanciais. Tradicionalmente, a pasta de
ó xido de zinco é utilizada, porém
novos curativos que já contêm materiais absorventes
são mais eficazes.
Os antibióticos são utilizados
somente quando a pele já se encontra infectada. Algumas
vezes, pode ser realizado o enxerto de pele retirada de
uma outra área do corpo para cobrir úlceras
muito grandes. Alguns indivíduos podem necessitar
de uma bota de Unna, um dispositivo semelhante a um aparelho
de gesso contendo uma pasta gelatinosa que contém
zinco.
A bota ajuda a proteger a pele contra a irritação
e a pasta ajuda a curar a pele. Se a bota for desconfortável
ou não puder ser usada, o mesmo tipo de pasta pode
ser utilizado sob os curativos mantidos por meias compressivas.
Na dermatite de estase, a pele irrita facilmente. Os cremes
com antibióticos, os cremes de primeiros socorros
(anestésicos), o álcool, o óleo de
âmendoas, a lanolina ou outras substâncias químicas
não devem ser utilizados porque podem piorar o quadro.
Dermatite Localizada Causada por Arranhadura
A dermatite localizada causada por arranhadura
(líquen simples crônico, neurodermatite) é
uma inflamação crônica e pruriginosa
da camada superior da pele. Ela causa ressecamento, descamação
e áreas espessas, escura ovaladas, irregulares ou
angulares. A sua causa é desconhecida, mas fatores
psicológicos podem ter algum papel. A doença
não parece ser alérgica. Mais mulheres que
homens apresentam a dermatite localizada causada por arranhadura
e ela é comum entre os asiáticos e índios
americanos. Geralmente, ocorre entre os 20 e os 50 anos
de idade.
Sintomas e Diagnóstico
A dermatite localizada causada por arranhadura
pode ocorrer em qualquer local do corpo, inclusive no ânus
(prurido anal) e na vagina (prurido vaginal). Nos estágios
iniciais, a pele apresenta um aspecto normal, mas é
pruriginosa. Posteriormente, ocorre ressecamento, descamação
e áreas escuras decorrentes do coçar e da
fricção da pele. Os médicos tentam
descobrir se o estresse psicológico, as alergias
ou doenças subjacentes podem ser a causa do prurido
inicial. Quando o quadro é localizado em torno do
ânus ou da vagina, o médico pode investigar
a possibilidade de oxiuríase, tricomoníase,
hemorróidas, secreções locais, infecções
fúngicas, verrugas, dermatite de contato ou psoríase.
Tratamento
Para curar a doença, o indivíduo
deve parar de arranhar e de friccionar a pele que causam
irritação da mesma. Para ajudar a controlar
o prurido, o médico prescreve anti-histamínicos
que devem ser administrados pela via oral e cremes de corticosteróides
que devem ser friccionados delicadamente sobre a área
afetada. Um curativo cirúrgico saturado com um corticosteróide
não só provê um tratamento mas também
evita que a pessoa arranhe o local.
O médico pode injetar corticosteróides
de ação prolongada sob a pele para controlar
o prurido. Outras medicações para controlar
o prurido (p.ex., hidroxizina ou doxepina) também
podem ser úteis para alguns indivíduos. Quando
esse quadro ocorre em torno do ânus ou da vagina,
o melhor tratamento é o creme de corticosteróide.
A pasta de óxido de zinco pode ser aplicada sobre
o creme para proteger a área. Ela pode ser removida
com óleo mineral. A fricção muito intensa
com papel higiênico após a evacuação
pode piorar o quadro.
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