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As cefaléias (dores de cabeça) encontram-se
entre os problemas médicos mais comuns. Alguns indivíduos
apresentam cefaléia freqüentemente, enquanto
outros raramente a apresentam. Tanto as cefaléias
crônicas quanto as recorrentes podem ser muito intensas
e angustiantes, mas, raramente, elas refletem uma condição
médica grave. No entanto, a alteração
das características e da natureza da cefaléia
(p.ex., de rara a freqüente ou de leve a intensa) pode
indicar um problema grave e exige uma avaliação
médica imediata. A maioria das cefaléias é
decorrente de tensão muscular, enxaquecas ou sem
causa evidente. Muitas delas estão relacionadas a
problemas dos olhos, nariz, garganta, dentes e ouvidos.
Quase todas as cefaléias crônicas atribuidas
à fadiga ocular são, na verdade, devidas à
tensão. Uma dor recente e intensa nos olhos ou em
torno deles pode indicar aumento de pressão do líquido
ocular (glaucoma), que é uma emergência médica.
Uma consulta oftalmológica pode permitir a identificação
da causa e a instituição do tratamento para
esse tipo de dor.
A hipertensão arterial pode causar
uma dor do tipo latejante. No entanto, ela raramente causa
cefaléia crônica. Normalmente, o médico
consegue determinar a causa de uma cefaléia baseando-se
na história clínica e no exame físico.
Entretanto, algumas vezes, é necessária a
realização de exames de sangue para se detectar
uma enfermidade subjacente. A punção lombar
(espinhal), através da qual é coletada uma
pequena quantidade de líquido cefalorraquidiano para
exame microscópico, é realizada quando o médico
suspeita que a causa da cefaléia é uma infecção
como, por exemplo, uma meningite. Uma infecção
bacteriana ou fúngica que inflama as meninges (membranas
que envolvem o cérebro e a medula espinhal) é
uma causa rara de um tipo de cefaléia característica,
que é comumente aguda e contínua. Essa infecção
é acompanhada por febre e outros sinais de uma doença
grave. A punção lombar também pode
ser realizada quando houver suspeita de hemorragia nas meninges.
Somente raramente as cefaléias crônicas são
causadas por tumores cerebrais, lesões cerebrais
ou falta de oxigênio ao cérebro. No caso de
suspeita de um tumor, de um acidente vascular cerebral ou
de um outro distúrbio cerebral, o médico pode
solicitar a realização de exames que forneçam
imagens do cérebro como por exemplo, a tomografia
computadorizada (TC) ou a ressonância magnética
(RM).
Cefaléias Tensionais
As cefaléias tensionais são
causadas pela tensão muscular no pescoço ,
nos ombros e na cabeça. A tensão muscular
pode ser decorrente de uma posição desconfortável
do corpo, do estresse social ou psicológico ou da
fadiga.
Sintomas e Diagnóstico
Em geral, as cefaléias tensionais
manifestamse pela manhã ou no início da tarde
e pioram durante o dia. Freqüentemente, o indivíduo
apresenta uma dor contínua e moderada sobre os olhos
ou na parte posterior da cabeça, e uma sensação
de compressão, como uma faixa em torno da cabeça,
pode acompanhar a dor. Ela pode estender-se por toda a cabeça
e, algumas vezes, para baixo, em direção à
região posterior do pescoço e aos ombros.
Para diferenciar as cefaléias tensionais daquelas
produzidas por condições mais graves, o médico
deve levar em consideração a duração
da dor e também a descrição do paciente
relacionada à sua localização, o que
faz com que ela seja desencadeada, o que a alivia. Além
disso, deve ser observado se o indivíduo apresenta
sintomas que acompanham a dor como, por exemplo, tontura,
fraqueza, perda da sensibilidade ou febre.
As cefaléias com início recente,
que interrompem o sono do indivíduo, e são
incomumente intensas e contínuas, que ocorrem após
um traumatismo crânio-encefálico, ou coincidem
com outros sintomas, como zumbidos, fraqueza, falta de coordenação,
alterações visuais ou desmaio, provavelmente
não são tensionais. A sua causa pode ser grave
e o indivíduo deve ser imediatamente avaliado por
um médico. Por exemplo, as cefaléias causadas
por um tumor cerebral ou por um outro problema são
mais provavelmente de início recente, apresentam
uma evolução constante, são piores
pela manhã que no decorrer do dia, não estão
relacionadas à fadiga ou ao trabalho; são
acompanhadas por diminuição do apetite e náusea
e melhoram ou pioram quando o indivíduo muda de posição
(deita-se ou fica em pé).
Diferenças
Entre as Cefaléias
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Tipo
ou Causa |
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Características* |
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Exames
Diagnósticos |
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Tensão
muscular |
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Cefaléias
freqüentes. A dor é intermitente, moderada
e sentida nas regiões anterior e posterior ou
o indivíduo pode apresentar uma sensação
generalizada de compressão ou de rigidez |
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Exames para
descartar a possibilidade de uma doença física;
avaliação de fatores psicológicos
e da personalidade |
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Enxaqueca |
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A dor começa no olho
e em torno do mesmo ou na têmpora. Usualmente,
ela afeta toda a cabeça, mas pode ser unilateral,
latejante e é acompanhada por perda de apetite,
náusea e vômito O indivíduo apresenta
episódios periódicos similares durante
um longo período. Freqüentemente, os episódios
são precedidos por alterações do
humor, perda de apetite, escotomas cintilantes (pontos
brilhantes na visão). Raramente, o indivíduo
apresenta fraqueza num dos lados do corpo. Freqüentemente,
a enxaqueca afeta famílias |
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Se o diagnóstico
for duvidoso e a dor de cabeça for de início
recente, realizar uma RM ou uma TC; a história
clínica é fundamental para o diagnóstico |
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Cefaléia em salvas |
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Os episódios são
curtos (1 hora). A dor é intensa e sentida num
dos lados do corpo. A crise ocorre episodicamente, em
salvas (com períodos sem cefaléia) e afeta
sobretudo os homens O indivíduo apresenta os
seguintes sintomas no mesmo lado da dor: inchaço
abaixo do olho, coriza e lacrimejamento |
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Drogas contra enxaqueca
para observar se elas são eficazes (p.ex., sumatriptano,
metisergida) ou medicamentos vasoconstritores, corticosteróides,
indometacina ou inalação de oxigênio |
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Hipertensão arterial
(pressão arterial elevada) |
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Causa rara de cefaléia,
exceto nos indivíduos com episódios intermitentes
de hipertensão grave, decorrentes de um tumor
de adrenal. A dor é do tipo latejante, ocorre
em crises e é sentida na região posterior
ou no alto da cabeça |
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Análise química
do sangue, provas renais |
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Problemas oculares (irite,
glaucoma) |
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A dor ocorre na região
frontal da cabeça ou nos olhos ou acima deles.
Ela pode ser moderada ou intensa e, freqüentemente,
piora após a utilização excessiva
da visão |
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Exame oftalmológico |
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Problemas dos seios da face |
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A dor é aguda ou
subaguda (não crônica), é sentida
na região frontal da cabeça. Ela é
leve ou intensa e, usualmente, é pior pela manhã,
aumenta à tarde e piora com o clima frio e úmido.
O indivíduo apresenta uma história de
infecção do trato respiratório
superior, dor numa região da face e obstrução
nasal ou coriza |
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Radiografias dos seios da
face |
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Tumor cerebral |
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A dor é de início
recente, intermitente, de intensidade leve a grave.
Ela pode ser localizada num ponto ou pode estender-se
por toda a cabeça O indivíduo apresenta
uma fraqueza lentamente progressiva num dos lados do
corpo, convulsões, alterações visuais,
perda da fala, vômito, alterações
mentais |
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RM ou TC |
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Infecção cerebral
(abcesso) |
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A dor é de início
recente, do tipo intermitente, leve a intensa e pode
ser localizada num ponto ou estender-se por toda a cabeça
O indivíduo pode ter apresentado uma infecção
prévia de ouvido, dos seios da face, ou do pulmão,
uma doença reumática ou uma cardiopatia
congênita |
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RM ou TC |
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Infecção dos
tecidos que envolvem o cérebro (meningite) |
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A dor é de início
recente, constante, intensa, estende-se por toda a cabeça
e pode irradiar-se até o pescoço. O indivíduo
sente-se mal, com febre, vômito, apresenta um
antecedente de faringite ou infecção respiratória,
e tem dificuldade para flexionar o pescoço e
encostar o queixo no peito |
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Exames de sangue, punção
lombar |
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Acúmulo de sangue em torno do cérebro
Hematoma subdural
Hemorragia subaracnóide
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A dor é de início recente, intermitente
ou constante, de intensidade leve a grave. Ela pode
ser localizada num determinado ponto ou estender-se
por toda a cabeça e irradia-se até o
pescoço O indivíduo apresenta uma história
de lesão prévia e pode apresentar períodos
de perda de consciência alternados com períodos
de lucidez
A dor é de início súbito, disseminada,
intensa e constante. Ocasionalmente, ela pode ser
sentida num olho e em torno do mesmo. O indivíduo
apresenta ptose palpebral (queda da pálpebra)
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RM ou TC
RM ou TC. Quando o resultado for negativo, punção
lombar Quando o resultado for negativo, deve ser realizada
uma punção lombar (espinhal)
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Sífilis Tuberculose
Criptococose Sarcoidose Câncer |
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A dor pode variar de surda
a intensa e é sentida em toda a cabeça
ou apenas no alto da mesma. O indivíduo apresenta
uma febre moderada e história de sífilis,
tuberculose, criptococose, sarcoidose ou câncer |
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Punção lombar |
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Tratamento
Com freqüência, é possível
se prevenir ou controlar as cefaléias tensionais
evitando ou compreendendo e ajustando-se ao estresse que
as ocasiona. Após o início da cefaléia,
a massagem suave dos músculos do pescoço,
dos ombros e da cabeça , deitar-se e relaxar por
alguns minutos ou o biofeedback podem ser úteis.
Para a maioria das cefaléias, quase todos os analgésicos
de venda livre (p.ex., aspirina, acetaminofeno, ibuprofeno)
podem prover um alívio rápido temporário.
As cefaléias graves podem responder a analgésicos
mais fortes (de receita obrigatória), alguns deles
contendo narcóticos (p.ex., codeína ou oxicodona).
Alguns acreditam que a cafeína, um ingrediente existente
em algumas preparações para a cefaléia,
aumenta o efeito dos analgésicos. Entretanto, o excesso
de cafeína pode induzir ao surgimento da cefaléia.
Para as cefaléias causadas pelo estresse crônico
ou pela depressão, os analgésicos isoladamente
não produzirão a cura, pois eles não
tratam os problemas psicológicos subjacentes. O aconselhamento
profissional pode beneficiar os indivíduos com cefaléias
causadas por conflitos sociais ou psicológicos não
resolvidos.
Enxaqueca
A enxaqueca é uma dor intensa, do
tipo latejante e recorrente que geralmente afeta um lado
da cabeça, podendo, algumas vezes, afetar ambos os
lados. O seu início é súbito e pode
ser precedido ou acompanhado por sintomas visuais, neurológicos
ou gastrointestinais. Embora a enxaqueca possa se iniciar
em qualquer idade, ela comumente aparece entre os10 e 30
anos. Algumas vezes, a enxaqueca desaparece após
os 50 anos, e é mais comum em mulheres que em homens.
O fato de mais da metade dos indivíduos com enxaqueca
possuir parentes próximos que também a apresentam
sugere que a tendência pode ser transmitida geneticamente.
Normalmente, a enxaqueca é mais grave que as cefaléias
tensionais. Ela ocorre quando as artérias que vão
ao cérebro tornam-se estreitadas (contraem) e, em
seguida, dilatam, ativando os algorreceptores (receptores
da dor) vizinhos. Não se sabe o que faz com que os
vasos sangüíneos contraiam e dilatem, mas o
nível anormalmente baixo de serotonina, substância
química envolvida na comunicação da
célula nervosa (neurotransmissão) no sangue,
pode desencadear as contrações. Raramente,
uma malformação vascular pode ser a causa
subjacente da enxaqueca. Neste caso, as cefaléias
quase sempre ocorrem no mesmo lado. Entretanto, na maioria
das pessoas, elas ocorrem aleatoriamente, em qualquer um
dos lados.
Sintomas e Diagnóstico
Não existe disponível um exame
laboratorial que auxilie no diagnóstico das enxaquecas,
mas, habitualmente, as características da cefaléia
tornam fácil a sua identificação. Em
aproximadamente 20% dos indivíduos, cerca de 10 a
30 minutos antes do início da cefaléia (período
denominado aura, pródromo ou período prodrômico),
ocorrem sintomas de depressão, irritabilidade, agitação,
náusea ou perda de apetite. Uma porcentagem semelhante
de indivíduos apresentam perda de visão de
uma área específica (denominado ponto cego
ou escotoma) ou percebem luzes dispersas ou cintilantes.
Menos comumente, as imagens tornam- se distorcidas. Por
exemplo, os objetos parecem ser menores ou maiores do que
realmente são. Alguns indivíduos apresentam
zumbido ou, raramente, fraqueza de um membro superior ou
inferior. Geralmente, esses sintomas desaparecem assim que
a cefaléia se inicia, podendo, no entanto, ocorrer
concomitantemente. A dor de uma enxaqueca pode ser sentida
em qualquer lado da cabeça ou em toda cabeça.
Algumas vezes, as mãos e pés podem tornar-se
frios e azulados. Na maioria dos indivídos que apresentam
um período prodrômico, em cada episódio,
as características e a localização
da cefaléia são as mesmas. A enxaqueca pode
ocorrer freqüentemente durante um longo período
e, em seguida, desaparecer por muitas semanas, meses ou
mesmo anos.
Prevenção e Tratamento
Quando não tratadas, as crises de
enxaqueca podem durar várias horas ou dias. Para
alguns indivíduos, a cefaléia é leve
e facilmente aliviada com o uso de um analgésico
de venda livre. Muito freqüentemente, a enxaqueca é
grave e provoca uma incapacidade temporária, especialmente
quando ela é acompanhada por náusea, vômito
e desconforto em ambientes com iluminação
intensa (fotofobia). Neste caso, os analgésicos normalmente
não aliviam a cefaléia, a qual pode desaparecer
apenas após um período de repouso e sono.
Alguns indivíduos apresentam irritabilidade durante
as crises de enxaqueca e procuram o isolamento, freqüentemente
em um quarto escuro. Como a cefaléia e os principais
sintomas da enxaqueca somente ocorrem após a dilatação
da artéria contraída, o período prodrômico
representa um período de advertência durante
o qual os medicamentos podem prevenir a cefaléia.
O medicamento mais comumente utilizado é a ergotamina
(um vasoconstritor), que provoca a constrição
dos vasos sangüíneos e, conseqüentemente,
evita que eles dilatem e provoquem dor.
A cafeína em doses elevadas também
ajuda a evitar a dilatação dos vasos sangüíneos
e, comumente, ela é administrada combinada a analgésicos
ou à ergotamina. O sumatriptano aumenta os efeitos
da serotonina. Acreditase que níveis baixos dessa
substância desencadeiem crises de enxaqueca. Seja
pela via oral ou injetável, o sumatriptano é
mais eficaz que a aspirina ou o acetaminofeno no alívio
dos sintomas da enxaqueca, mas é muito mais caro.
A ergotamina e o sumatriptano afetam a circulação
sangüínea cerebral, podem ser perigosos e não
devem ser utilizados mais freqüentemente do que o prescrito.
Alguns medicamentos utilizados diariamente podem prevenir
a recorrência das crises de enxaqueca.
O beta-bloqueador propranolol proporciona
alívio a longo prazo em cerca de 50% dos indivíduos
que apresentam crises de enxaqueca freqüentes. O verapamil,
um bloqueador dos canais de cálcio, é eficaz
para alguns indivíduos. Recentemente, foi demonstrado
que divalproex, um medicamento anticonvulsivante, reduz
a freqüência das enxaquecas quando tomado diariamente.
A metilsergida é um dos medicamentos preventivos
mais eficazes, mas deve ser utilizada de forma intermitente,
pois pode causar, do modo imprevisível, uma complicação
grave denominada fibrose retroperitoneal a formação
de tecido cicatricial profundamente na cavidade abdominal,
a qual pode obstruir a circulação sangüínea
a órgãos vitais. Portanto, o uso desse medicamento
deve ser cuidadosamente supervisionado por um médico.
Cefaléia em Salvas
As cefaléias em salvas constituem
um tipo extremamente doloroso, mas incomum, de enxaqueca.
As cefaléias em salvas afetam sobretudo os homens
com mais de 30 anos de idade. O álcool pode desencadear
uma crise, assim como a oxigenação insuficiente
(por exemplo, em altitudes elevadas). A crise quase sempre
se inicia de modo abrupto e termina em uma hora. Ela freqüentemente
começa com prurido ou coriza em uma narina, precedendo
a dor intensa daquele lado da cabeça e estendendo-se
em torno do olho. Após a crise, o indivíduo
pode apresentar ptose palpebral (queda da pálpebra)
e a pupila freqüentemente contrai. As crises ocorrem
em série, variando de duas por semana a várias
por dia. Quase todos os episódios de cefaléias
em salvas duram de seis a oito semanas e, ocasionalmente,
são mais prolongados, sendo seguidos por intervalos
sem cefaléia de vários meses antes da recorrência
de novos episódios.
Prevenção e Tratamento
A ergotamina, os corticosteróides
ou a metilsergida podem evitar as crises. As injeções
de sumatriptano provêem um alívio imediato,
mas não evitam os episódios futuros. Durante
uma crise, a inalação de oxigênio algumas
vezes alivia a dor.
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