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Um movimento muito simples como o de levantar
uma perna requer um sistema complexo de comunicação
que envolve o cérebro, nervos e músculos.
Quando uma área do sistema nervoso que regula o movimento
apresenta uma lesão ou uma anormalidade, o indivíduo
pode apresentar uma ampla variedade de distúrbios
do movimento.
Tremor
O tremor é um movimento oscilante,
involuntário e rítmico produzido quando os
músculos contraem e relaxam repetidamente. Todo mundo
apresenta um certo grau de tremor, denominado tremor fisiológico,
embora, na maioria dos indivíduos, ele seja muito
discreto para ser percebido. Os tremores são classificados
de acordo com sua velocidade e ritmo, com a sua localização
e sua freqüência e com a sua gravidade. Os tremores
de ação ocorrem quando os músculos
encontram-se em atividade; os tremores de repouso ocorrem
quando os músculos encontram- se em repouso. Os tremores
de repouso podem fazer com que um membro superior ou inferior
trema mesmo quando o indivíduo encontra- se totalmente
relaxado. Esses tremores podem ser um sinal de doença
de Parkinson. Os tremores de intenção ocorrem
quando o indivíduo realiza um movimento intencional.
Os tremores essenciais são tremores que geralmente
manifestam-se no início da vida adulta, tornam-se
lentamente mais evidentes e são de causa desconhecida.
Os tremores senis são tremores essenciais
que se manifestam em idosos. Os tremores essenciais que
ocorrem em famílias são algumas vezes denominados
tremores familiares. Os tremores de intenção
podem ocorrer em indivíduos que apresentam uma doença
cerebelar ou de suas conexões. A esclerose múltipla
comumente causa esse tipo de tremor. Outras doenças
neurológicas (p.ex., acidente vascular cerebral)
ou o alcoolismo crônico também podem lesar
o cerebelo, acarretando tremores de intenção.
Esses tremores podem estar presentes com o indivíduo
em repouso e podem aumentar com a atividade como, por exemplo,
tentar manter uma postura ou levar a mão até
um alvo fixo. Os tremores de intenção são
mais lentos que os tremores essenciais e são movimentos
amplos e grosseiros.
Apesar dos tremores essenciais normalmente
permanecerem leves e não indicarem uma doença
grave, eles podem tornar-se um transtorno. Eles podem afetar
a escrita, podem tornar o uso de utensílios difícil
e podem tornar-se embaraçosos. O estresse emocional,
a ansiedade, a fadiga, a cafeína ou estimulantes
prescritos por um médico podem agravar os tremores
essenciais. Muitos medicamentos, especialmente aqueles utilizados
no tratamento da asma e do enfisema, podem piorar um tremor
essencial. Embora o consumo moderado de bebidas alcoólicas
possa reduzir o tremor em alguns indivíduos, o seu
uso abusivo ou a abstinência podem piorá-lo.
Geralmente, os tremores essenciais cessam quando os membros
superiores ou inferiores repousam, mas tornam-se evidentes
quando os membros são estendidos e podem piorar quando
são mantidos em posições incômodas.
Os tremores são relativamente rápidos, com
pouco movimento. Os tremores essenciais podem afetar mais
um lado do corpo que o outro, mas, geralmente, envolvem
ambos os lados. Algumas vezes, a cabeça treme e apresenta
alguns espasmos leves. Se as pregas vocais forem afetadas,
a voz torna-se trêmula.
Diagnóstico e Tratamento
Normalmente, o médico consegue diferenciar
um tremor essencial dos outros tipos. Algumas vezes, os
exames laboratoriais revelam que a causa é um problema
tratável como, por exemplo, uma hiperatividade da
glândula tireóide. Habitualmente, o tratamento
não é necessário. Pode ser útil
evitar posições incômodas, assim como
o uso de objetos com cabos firmes e confortáveis
e a manutenção dos mesmos próximos
do corpo. Os medicamentos podem ajudar os indivíduos
que apresentam dificuldades para utilizar utensílios
ou aqueles cuja atividade exige firmeza das mãos.
Um beta-bloqueador (p.ex., propranolol) é o medicamento
mais comumente prescrito. Caso esse medicamento não
produza os resultados esperados, a primidona é freqüentemente
tentada. A neurocirurgia é reservada aos tremores
graves e incapacitantes não responsivos ao tratamento
medicamentoso.
Câimbras
A câimbra é uma contração
súbita, de curta duração e, geralmente,
dolorosa de um músculo ou de um grupo muscular. As
câimbras são comuns nos indivíduos saudáveis,
especialmente após um exercício extenuante.
Alguns apresentam câimbras nas pernas durante o sono.
As câimbras podem ser causadas por uma circulação
inadequada aos músculos como, por exemplo, após
uma refeição, o sangue flui principalmente
para o trato gastrointestinal e não para os músculos.
Comumente, as câimbras são inofensivas e não
exigem tratamento. Normalmente, elas podem ser previnidas
evitando- se a realização de exercícios
após uma refeição e realizando alongamento
antes do exercício e antes de dormir.
Mioclonias
As mioclonias são movimentos fugazes
de excitação ou de relaxamento muscular que
acarretam uma contração rápida e sincronizada
dos músculos envolvidos. Os espasmos mioclônicos
podem afetar a maioria dos músculos simultaneamente,
como ocorre comumente quando um indivíduo adormece.
Esses espasmos também podem ser limitados a uma mão,
a um grupo muscular do braço ou da perna ou mesmo
a um grupo de músculos faciais. As mioclonias multifocais
são causadas pela falta súbita de oxigenação
cerebral, por determinados tipos de epilepsia ou por doenças
degenerativas que ocorrem no final da vida. Se as contrações
mioclônicas forem muito graves a ponto de exigir tratamento,
as medicações anticonvulsivantes (p.ex., clonazepam
ou ácido valpróico) algumas vezes podem ser
úteis.
Hipofonoglossia (Soluços)
A hipofonoglossia, uma forma de mioclonia,
é caracterizada por espasmos repetidos do diafragma
(o músculo que separa o tórax do abdômen),
seguidos por fechamentos rápidos e ruidosos da glote
(a abertura localizada entre as pregas vocais que controla
o fluxo de ar aos pulmões). A hipofonoglossia ocorre
quando um estímulo dispara os nervos que contraem
o diafragma. Os nervos envolvidos podem ser aqueles que
chegam e saem do diafragma ou, pelo fato de a contração
do diafragma ser responsável por cada respiração,
podem ser os nervos que chegam e saem da área cerebral
que controla a respiração. A maioria dos episódios
de hipofonoglossia é inofensiva.
Os episódios iniciam subitamente,
geralmente sem uma causa evidente e, comumente, cessam espontaneamente
após alguns segundos ou minutos. Algumas vezes, um
episódio de hipofonoglossia é desencadeado
pela deglutição de alimentos ou líquidos
quentes ou irritantes. As causas menos comuns, porém
mais sérias, de hipofonoglossia incluem a irritação
do diafragma devida a uma pneumonia, cirurgias torácicas
ou gástricas ou presença de substâncias
nocivas no sangue (como aquelas que se acumulam quando o
indivíduo apresenta um quadro de insuficiência
renal). Raramente, a hipofonoglossia ocorre quando um tumor
cerebral ou um acidente vascular cerebral interfere no centro
respiratório do cérebro. Esses distúrbios
mais graves podem acarretar episódios de hipofonoglossia
cuja interrupção é muito difícil.
Tratamento
Muitos tratamentos caseiros têm sido
utilizados para curar a hipofonoglossia. A maioria deles
baseia- se no fato de que quando o dióxido de carbono
acumula-se no sangue, os soluços geralmente cessam.
Como o ato de prender a respiração aumenta
a concentração de dióxido de carbono
no sangue, a maioria das curas da hipofonoglossia exige
a suspensão da respiração. Respirar
em um saco de papel também aumenta a concentração
de dióxido de carbono no sangue. Como a estimulação
do nervo vago (que origina-se no cérebro e vai até
o estômago) pode ser útil, a ingestão
rápida de água ou a deglutição
de pão seco ou de gelo moído pode fazer com
que os soluços cessem. A tração discreta
da língua e a massagem suave dos globos oculares
são outros meios de estimulação do
nervo vago. Para a maioria dos indivíduos, qualquer
uma dessas medidas surte efeito. A hipofonoglossia persistente
exige um tratamento mais intensivo. Vários medicamentos
têm sido utilizados com resultados variáveis.
Eles incluem a escopolamina, a proclorperazina, a clorpromazina,
o baclofeno, a metoclopramida e o valproato. Como pode ser
observado, trata-se de uma lista extensa de medicamentos,
o que evidencia uma falta de consistência dos resultados.
Síndrome de Tourette
A síndrome de Tourette é um
distúrbio no qual tiques motores e vocais ocorrem
freqüentemente ao longo do dia e duram pelo menos um
ano. Freqüentemente, a síndrome de Tourette
se inicia na infância, com tiques simples (espasmos
musculares repetidos, involuntários e sem finalidade
aparente) e evolui para episódios de movimentos complexos,
incluindo tiques vocais e respiração espástica
abrupta. Inicialmente, os tiques vocais podem ter a forma
de grunhidos ou da emissão de um som similar a um
latido, evoluindo rapidamente para a episódios compulsivos
e involuntários de praguejamento.
Causas
A síndrome de Tourette é um
distúrbio hereditário que apresenta uma prevalência
três vezes maior nos homens que nas mulheres. A causa
precisa não é conhecida, mas acreditase que
se trate de uma anormalidade da dopamina ou de outros neurotransmissores
cerebrais (substâncias utilizadas pelas células
nervosas para comunicação).
Sintomas e Diagnóstico
Muitos indivíduos apresentam tiques
simples (p.ex., piscar os olhos repetidamente), que são
hábitos nervosos e podem desaparecer ao longo do
tempo. Os tiques da síndrome de Tourette são
mais complexos do que o simples piscar de olhos. Uma criança
com síndrome de Tourette pode mover repetidamente
a cabeça de um lado para outro, piscar os olhos,
abrir a boca e estender o pescoço. Os tiques mais
complexos incluem os socos e chutes, a emissão de
grunhidos e zumbidos e a respiração ruidosa.
Os indivíduos com a síndrome
de Tourette podem falar obscenidades sem qualquer razão
aparente, freqüentemente no meio de uma conversação.
Eles também podem repetir palavras imediatamente
após ouvi-las (ecolalia). Alguns são capazes
de suprimir alguns dos tiques, normalmente com dificuldade.
Outros, apresentam dificuldade para controlar os tiques,
especialmente durante situações de estresse
emocional. Os indivíduos com síndrome de Tourette
freqüentemente passam por constrangimentos em situações
sociais. No passado, eles eram evitados, isolados, acreditando-se
mesmo que eram possuídos pelo demônio. Muitos
portadores da síndrome desenvolvem comportamentos
impulsivos, agressivos e autodestrutivos e, freqüentemente,
as crianças apresentam dificuldade de aprendizado.
Não se sabe se o que causa esses comportamentos é
o distúrbio em si ou se é o grande estresse
de conviver com o distúrbio.
Tratamento
O diagnóstico precoce pode ajudar
os pais a compreenderem que os comportamentos não
são voluntários ou maliciosos e que os mesmos
não são controlados com o castigo. Medicamentos
antipsicóticos podem ajudar a suprimir os tiques,
ainda que não se trate de um caso de psicose. O aloperidol,
o antipsicótico mais comumente utilizado, é
eficaz. No entanto, ele pode causar efeitos colaterais como
rigidez, aumento de peso, visão borrada, sonolência
e raciocínio lento e embotado. Os efeitos colaterais
da pimozida, outro medicamento antipsicótico, habitualmente
são menos graves. A clonidina, que não é
um antipsicótico, pode ajudar no controle da ansiedade
e do comportamento obsessivo-compulsivo. Os seus efeitos
colaterais são menos graves que os do aloperidol
e da pimozida. O clonazepam é um medicamento ansiolítico
que tem uma eficácia limitada no tratamento da síndrome
de Tourette.
Coréia e Atetose
A coréia consiste em movimentos involuntários,
breves, espasmóticos, como movimentos de dança,
que começam em uma parte do corpo e passam a outra
de forma brusca e inesperada e, freqüentemente, de
modo contínuo. A atetose é o fluxo contínuo
de movimentos lentos, sinuosos, de contorção,
geralmente nas mãos e nos pés. A coréia
e a atetose podem ocorrer simultaneamente (coreoatetose).
Causas
A coréia e a atetose não são
doenças e sim sintomas que podem ser decorrentes
de várias doenças muito distintas. Os indivíduos
com coréia e atetose apresentam anormalidades nos
gânglios basais do cérebro. A função
dos gânglios basais é suavizar os movimentos
grosseiros, que são iniciados por comandos provenientes
do cérebro. Na maioria das formas de coréia,
um excesso do neurotransmissor dopamina nos gânglios
basais altera a sua função de ajuste fino.
Os medicamentos e as doenças que alteram os níveis
de dopamina ou a capacidade do cérebro de reconhecer
a dopamina podem piorar a coréia. A doença
que mais freqüentemente causa a coréia e a atetose
é a doença de Huntington, mas trata-se de
uma doença bem rara, afetando menos de 1 em cada
10.000 indivíduos. A doença de Sydenham (também
chamada dança de São Vito ou coréia
de Sydenham) é uma complicação de uma
infecção infantil causada por certos estreptococos
e pode durar vários meses. Algumas vezes, a coréia
ocorre em indivíduos idosos sem qualquer razão
aparente e afeta principalmente os músculos da boca
e periorais. As mulheres também podem ser afetadas
nos primeiros 3 meses de gestação, mas a coréia
desaparece sem tratamento imediatamente após o parto.
Tratamento
A coréia que se desenvolve como um
efeito colateral de algum medicamento pode melhorar se a
droga for interrompida, mas nem sempre ela desaparece. Os
medicamentos que bloqueiam a ação da dopamina,
como as drogas antipsicóticas, podem ajudar a controlar
os movimentos anormais.
Doença de Huntington
A doença de Huntington (coréia
de Huntington) é uma doença hereditária
na qual indivíduos de meia-idade apresentam espasmos
ocasionais e perda gradual das células cerebrais,
evoluindo para a coréia, a atetose e a deterioração
mental. O gene da doença de Huntington é dominante
e, conseqüentemente, os filhos de indivíduos
com essa doença apresentam uma probabilidade de 50%
de apresentá-la. Como a doença de Huntington
começa sutilmente, é difícil determinar
a idade exata do seu início. Habitualmente, os sintomas
começam entre os 35 e os 40 anos.
Sintomas e Diagnóstico
Durante os estágios iniciais da doença
de Huntington, os indivíduos podem apresentar um
misto de movimentos anormais espontâneos com movimentos
intencionais e, por essa razão, os movimentos anormais
são quase imperceptíveis. No entanto, com
o passar do tempo, os movimentos anormais tornam-se mais
evidentes. Finalmente, os movimentos anormais manifestam-se
por todo o corpo, de modo que os atos de comer, de se vestir
e mesmo de permanecer sentado e imóvel tornam-se
praticamente impossíveis. Alterações
características no cérebro podem ser observadas
na tomografia computadorizada (TC). Inicialmente, as alterações
mentais na doença de Huntington são sutis.
Os indivíduos com a doença
podem tornar-se progressivamente irritáveis e excitáveis.
Eles podem perder o interesse em suas atividades habituais.
Posteriormente, na evolução da doença,
eles podem apresentar um comportamento irresponsável
e, freqüentemente, caminham sem rumo. Eles podem perder
o controle de seus impulsos e tornam-se promíscuos.
Ao longo de anos ou décadas, eles podem perder a
memória e a capacidade de pensar racionalmente. Eles
podem tornar-se profundamente deprimidos e podem tentar
o suicídio. No estágio avançado da
doença, praticamente todas as funções
são comprometidas e o indivíduo passa a necessitar
de assistência em tempo integral ou dos cuidados domiciliares
de enfermagem. A morte, freqüentemente devida a uma
pneumonia ou a uma lesão fatal conseqüente a
uma queda, ocorre comumente de treze a quinze anos após
a manifestação dos primeiros sintomas.
Provas Genéticas para a Doença
de Huntington
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Foi identificada a mutação genética
causadora da doença de Huntington. Dos 23 pares
de cromossomos humanos, o cromossomo 4 é o
portador do gene defeituoso. Um indivíduo com
doença de Huntington apresenta o gene defeituoso
numa das duas cópias do cromossomo 4. No entanto,
a questão crucial é saber se o cromossomo
4 transmitido ao filho é o normal ou o anormal.
As probabilidades são de 50%. Os filhos portadores
de doença de Huntington podem saber se herdaram
a doença. Usualmente, o DNA próximo
do gene da doença de Huntington no cromossomo
4 anormal do genitor é diferente do segmento
de DNA correspondente do cromossomo 4 normal. Exames
de sangue podem determinar se o fragmento de DNA próximo
do cromossomo 4 herdado é normal ou anormal.
As probabilidades do indivíduo que herdou um
fragmento de DNA próximo ao gene da doença
de Huntington também ter herdado o gene defeituoso
são grandes. Novos exames possibilitam se determinar
se o indivíduo herdou o gene da doença
de Huntington em si. As crianças que possuem
um dos genitores com doença de Huntington podem
ou não desejar saber se herdaram a doença.
Essa questão deve ser discutida com um especialista
em genética.
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Tratamento
Embora os medicamentos possam ser eficazes
no alívio de sintomas e no controle do comportamento,
não existe uma cura para a doença de Huntington.
Para os indivíduos com uma história familiar
da doença, o aconselhamento e exames genéticos
podem estimar o risco de transmissão da doença
aos descendentes.
Distonia
Na distonia, contrações musculares
involuntárias, contínuas, repetidas e lentas
podem causar congelamento no meio de uma ação,
assim como movimentos de rotação ou de torsão
do tronco, do corpo inteiro ou de segmentos do corpo.
Causas
A causa da distonia parece ser a hiperatividade
de várias áreas do cérebro (gânglios
basais, tálamo e córtex cerebral). A maioria
das distonias crônicas possui uma origem genética.
A distonia nãogenética pode ser causada por
uma falta de oxigenação cerebral grave no
nascimento ou posteriormente. A distonia também pode
ser causada pela doença de Wilson (um distúrbio
hereditário), certas intoxicações por
metais e acidente vascular cerebral. Algumas vezes, a distonia
pode ser uma reação incomum a medicamentos
antipsicóticos. Nesses casos, a administração
imediata de difenidramina sob a forma de injeção
ou de comprimido geralmente controla rapidamente o episódio.
Sintomas
A câimbra de escritor pode ser uma
forma de distonia. O sintoma pode envolver uma câimbra
involuntária da mão enquanto o indivíduo
escreve, mas também pode manifestar-se como uma deterioração
mais sutil da escrita ou como uma incapacidade de segurar
a caneta, e não como uma câimbra. Algumas vezes,
a câimbra de escritor é o único sintoma
da distonia. Entretanto, 50% dos indivíduos que apresentam
esse problema também apresentam um tremor em um ou
nos dois braços, e alguns sofrem distonia generalizada,
que afeta todo o corpo. Algumas distonias são progressivas
os movimentos podem tornar-se mais estranhos no decorrer
do tempo. As contrações musculares intensas
podem forçar o pescoço e os membros superiores
a adotarem posições estranhas e desconfortáveis.
Os golfistas que apresentam espasmos musculares na realidade
podem estar apresentando uma distonia, assim como os músicos
com espasmos estranhos nas mãos e nos membros superiores
que os impedem de tocar seus instrumentos.
Tipos de Distonia
Na distonia de torção idiopática
(cuja causa é desconhecida), os episódios
se iniciam entre os 6 e 12 anos de idade. Os primeiros sintomas
podem ser tão discretos quanto os sintomas da câimbra
de escritor. Comumente, a distonia começa em um pé
ou em um membro inferior. O distúrbio pode permanecer
limitado ao tronco ou a um membro inferior, mas, algumas
vezes, ele afeta todo o corpo e, em última instância,
acaba confinando a criança a uma cadeira de rodas.
A distonia de torção idiopática que
tem início na vida adulta geralmente afeta primeiramente
os músculos da face ou do membro inferior e, normalmente,
não progride para outras partes do corpo. O blefaroespasmo
é um tipo de distonia no qual as pálpebras
são repetidamente e involuntariamente forçadas
a fechar. Ocasionalmente, no início, apenas um olho
é afetado, mas o outro, por fim, acaba sendo afetado
também.
O blefaroespasmo geralmente começa
com um piscar excessivo, uma irritação ocular
ou uma extrema sensibilidade à luz intensa. Muitos
indivíduos com blefaroespasmo descobrem maneiras
de manter os olhos abertos como, por exemplo, bocejando,
cantando, ou abrindo bem a boca. Essas técnicas tornam-se
menos eficaze à medida que o distúrbio evolui.
A conseqüência mais grave do blefaroespasmo é
o comprometimento da visão. O torcicolo é
a distonia que envolve os músculos do pescoço.
Os espasmos recorrentes podem rodar o pescoço para
um dos lados, para frente ou para trás. A disfonia
espasmódica afeta os músculos que controlam
a fala.
Os indivídos com esse distúrbio
normalmente apresentam também tremores em outra parte
do corpo. Os espasmos dos músculos das pregas vocais
podem impedir totalmente a fala ou podem fazer com que a
fala torne-se forçada, trêmula, rouca, espasmódica,
rangente, em stacatto ou confusa e difícil de ser
compreendida. Tratamento O tratamento da distonia é
limitado. As drogas com propriedades anticolinérgicas
(p.ex., triexifenidila) algumas vezes são úteis,
mas elas causam efeitos colaterais como, por exemplo, sonolência,
boca seca, visão borrada, tontura, constipação,
dificuldade de micção ou tremores, especialmente
nos indivíduos idosos. As injeções
de botulina (uma toxina bacteriana que paralisa a musculatura)
nos músculos hiperativos têm sido o tratamento
mais eficaz.
Doença de Parkinson
A doença de Parkinson é um
distúrbio degenerativo e lentamente progressivo do
sistema nervoso e possui várias características
particulares: tremor de repouso, lentidão no início
dos movimentos e rigidez muscular. A doença de Parkinson
afeta cerca de 1 em cada 250 indivíduos com mais
de 40 anos e cerca de um em cada 100 indivíduos com
mais de 65 anos.
Causas
Localizada profundamente no cérebro,
existe uma área conhecida como gânglios basais.
Quando o cérebro inicia uma ação (p.ex.,
elevação de um membro superior), as células
nervosas dos gânglios basais contribuem para a suavização
dos movimentos e para a coordenação das alterações
posturais. Os gânglios basais processam os sinais
e transmitem mensagens para uma estrutura situada mais profundamente,
o tálamo, o qual transmite a informação
processada de volta para o córtex cerebral. Todos
esses sinais são transmitidos por neurotransmissores
químicos sob a forma de impulsos elétricos
ao longo de vias nervosas e entre os nervos.
O principal neurotransmissor dos gânglios
basais é a dopamina. Na doença de Parkinson,
as células nervosas dos gânglios basais degeneram,
resultando em uma menor produção de dopamina
e em uma menor quantidade de conexões com outras
células nervosas e músculos. A causa da degeneração
das células nervosas e da diminuição
da dopamina geralmente não é conhecida. Aparentemente,
a genética não parece ter um papel importante,
embora a doença tenda a ocorrer em membros de uma
mesma família.
Algumas vezes, a causa é conhecida.
Em alguns casos, a doença de Parkinson é uma
complicação muito tardia de uma encefalite
viral, uma infecção semelhante à gripe,
relativamente rara mas grave, que produz inflamação
do cérebro. Em outros casos, a doença de Parkinson
ocorre quando outras doenças degenerativas, medicamentos
ou toxinas interferem ou inibem a ação da
dopamina no cérebro. Por exemplo, os medicamentos
antipsicóticos utilizados no tratamento de casos
graves de paranóia e de esquizofrenia bloqueiam a
ação da dopamina nas células nervosas.
Além disso, uma forma sintética ilegal de
opiáceo, denominada N-MPTP, pode causar uma doença
de Parkinson grave.
Distonia do Golfista ( Yips)
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No mundo do golfe, um caso grave de distonia é
conhecido como yips . Os músculos das mãos
e dos punhos contraem espontaneamente, tornando quase
impossível a realização de um
putt (embocamento da bola). O que deveria ser um putt
de 1 metro pode terminar sendo um putt de 5 metros
quando o jogador perde o controle devido à
distonia. O famoso golfista Ben Hogan padecia dessa
distonia. Esses espasmos musculares foram considerados
como parcialmente responsáveis pelo encerramento
de sua carreira.
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Sintomas e Diagnóstico
A doença de Parkinson começa
de forma sutil e sua evolução é progressiva.
Em muitos indivíduos, ela começa com um tremor
de uma mão quando esta encontra-se em repouso. O
tremor diminui quando a mão movimenta-se voluntariamente
e desaparece completamente durante o sono. O estresse emocional
ou a fadiga podem aumentar o tremor, que é rítmico
e suave. Apesar do tremor começar em uma mão,
ele pode terminar progredindo para a outra mão, para
os membros superiores e para os membros inferiores. A mandíbula,
a língua, a fronte e as pálpebras também
podem ser afetadas por um tremor.
Em aproximadamente um terço dos portadores
de doença de Parkinson, o tremor não é
o primeiro sintoma; em outros, ele torna-se menos evidente
à medida que a doença evolui; e outros nunca
chegam a apresentá-lo. A dificuldade para iniciar
um movimento é particularmente importante e a rigidez
muscular compromete ainda mais a mobilidade. Quando o antebraço
é flexionado ou estendido por uma outra pessoa, pode-se
perceber a rigidez e um movimento tipo catraca.
A rigidez e a imobilidade podem contribuir para a dor muscular
e a fadiga. A combinação da rigidez e da dificuldade
para iniciar os movimentos causa muitos problemas.
Como os pequenos músculos das mãos
quase sempre encontram-se comprometidos, as atividades diárias
como, por exemplo, abotoar uma camisa e dar um laço
no cadarço de um sapato, tornam-se cada vez mais
difíceis. Para o indivíduo com doença
de Parkinson, o ato de dar um passo torna-se um esforço
e, freqüentemente, os indivíduos com a doença
apresentam uma marcha com passos curtos, arrastando os pés
e sem compasso com o balanço dos membros superiores.
Alguns indivíduos, ao começarem a andar, apresentam
dificuldade para parar ou mudar de direção.
Os seus passos podem tornar-se rápidos abruptamente,
forçando- os a realizar uma pequena corrida para
evitar uma queda.
A postura torna-se inclinada para a frente
e a manutenção do equilíbrio é
difícil, acarretando uma tendência a quedas
para frente ou para trás. A face do indivíduo
torna-se menos expressiva, pois os músculos faciais
responsáveis pelas expressões não se
movem. Algumas vezes, essa falta de expressão é
considerada equivocadamente como depressão, apesar
de muitos portadores da doença de Parkinson realmente
a apresentarem. Finalmente, o indivíduo pode apresentar
um olhar vago com a boca aberta e com diminuição
do piscar dos olhos. Freqüentemente, o indivíduo
baba ou engasga, pois a rigidez muscular da face e da garganta
torna a deglutição difícil. Os indivíduos
com doença de Parkinson quase sempre falam baixo
e de modo monocórdico e podem gaguejar por causa
da dificuldade de articulação dos pensamentos.
A maioria dos indivíduos mantém uma capacidade
intelectual normal, mas muitos desenvolvem demência.
Tratamento
A doença de Parkinson pode ser tratada
com uma ampla variedade de medicamentos como, por exemplo,
a levodopa, a bromocriptina, a pergolida, a selegilina,
anticolinérgicos (benzotropina benzotropina ou triexifenidila),
anti-histamínicos, antidepressivos, o propranolol
e a amantadina. Nenhum desses medicamentos cura a doença
ou interrompe sua evolução. Eles apenas tornam
os movimentos mais fáceis e prolongam a vida funcional
por muitos anos. A levodopa é convertida em dopamina
no cérebro. Essa droga reduz o tremor e a rigidez
muscular e melhora os movimentos. Com a levodopa, os portadores
da doença de Parkinson leve recuperam um nível
quase normal de atividade e alguns indivíduos confinados
ao leito podem recuperar a sua independência.
A levodopa-carbidopa é a base do tratamento
da doença de Parkinson, mas o estabelecimento da
dose mais adequada para um determinado indivíduo
é uma tarefa difícil. A carbidopa é
adicionada para aumentar a eficácia da levodopa no
cérebro e para diminuir os efeitos indesejáveis
dessa substância fora do cérebro. Certos efeitos
colaterais que podem ocorrer (movimentos involuntários
da boca, da face e dos membros) podem limitar a quantidade
de levodopa que o indivíduo consegue tolerar. Para
muitos, o uso prolongado (vários anos) de levodopa
significa ter que aceitar alguns movimentos involuntários
da língua e dos lábios, trejeitos faciais,
sacudidelas da cabeça e espasmos dos membros superiores
e inferiores. Alguns especialistas acreditam que a adição
de bromocriptina ou a substituição da levodopa
pela bromocriptina durante os primeiros anos de tratamento
retarda o surgimento dos movimentos involuntários.
Após vários anos, o período
de alívio após cada dose levodopa-carbidopa
torna-se mais curto e o indivíduo apresenta alternância
de períodos nos quais o início de um movimento
é difícil e períodos de hiperatividade
incontrolável. Em segundos, a condição
do paciente pode mudar de um estado de mobilidade aceitável
para um de incapacidade grave de movimento (efeito on-off).
Após 5 anos ou mais, essas alterações
abruptas afetam mais de metade dos indivíduos que
fazem uso da levodopa e elas são comumente controladas
com o uso de doses menores e mais freqüentes. As células
nervosas produtoras de dopamina coletadas de tecido fetal
humano e implantadas no cérebro de um portador de
doença de Parkinson podem reverter a anormalidade
química, mas não existem ainda dados suficientes
disponíveis para se recomendar esse procedimento.
Um procedimento experimental mais antigo
envolvia o transplante de um fragmento de uma glândula
adrenal do paciente no cérebro. Como esse procedimento
revelou ser arriscado e de eficácia modesta, ele
foi abandonado. A prática diária do máximo
de atividades físicas possíveis e o seguimento
de um programa regular de exercícios pode contribuir
para que os indivíduos com doença de Parkinson
mantenham a mobilidade. A fisioterapia e os auxílios
mecânicos (p.ex., andadores com rodas) também
podem auxiliá-los a manter a autonomia. Uma dieta
nutritiva, com alimentos ricos em fibras, ajuda a combater
a constipação que pode resultar da inatividade,
da desidratação e de alguns medicamentos.
Os complementos dietéticos e os emolientes fecais
também ajudam a manter a evacuação
regular. Deve-se dar atenção à dieta,
pois a rigidez muscular pode tornar tornar a deglutição
extremamente difícil e o indivíduo pode apresentar
desnutrição.
Medicamentos Utilizados
no Tratamento da Doença de Parkinson
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Medicamento
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Como ou Quando Ser Utilizado
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Comentários
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Levodopa (em combinação
com a carbidopa) |
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Principal tratamento da
doença de Parkinson. Administrada com a carbidopa
para aumentar a eficácia e reduzir os efeitos
colaterais. Iniciada com doses baixas, as quais são
aumentadas até o efeito máximo ser obtido |
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Após alguns anos,
a sua eficácia pode diminuir |
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Bromocriptina ou pergolida |
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Droga freqüentemente
administrada juntamente com a levodopa no início
do tratamento para aumentar a ação da
levodopa, ou pode ser administrada posteriormente, quando
os efeitos colaterais da levodopa tornam-se um problema |
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Raramente administrada isoladamente |
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Selegilina
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Freqüentemente administrada
juntamente com a levodopa |
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No máximo, a sua
ação é modesta. Pode aumentar a
atividade de levodopa no cérebro |
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Medicamentos anticolinérgicos:
benzotripina e triexifenidila, certos antidepressivos,
anti-histamínicos (p.ex., difenidramina) |
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Podem ser administrados
sem a levodopa nos estágios iniciais da doença
e com a levodopa nos estágios finais. Iniciados
em doses baixas |
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Podem causar uma ampla gama
de efeitos colaterais |
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Amantadina
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Usada nos estágios
iniciais da doença leve e, nos estágios
mais avançados, para aumentar os efeitos da levodopa |
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Quando utilizada isoladamente,
tornase ineficaz após alguns meses |
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Paralisia Supranuclear Progressiva
A paralisia supranuclear progressiva, muito
mais rara que a doença de Parkinson, causa rigidez
muscular, incapacidade de mover os olhos e fraqueza dos
músculos da garganta. A paralisia supranuclear progressiva
normalmente começa no final da meia-idade, com o
indivíduo apresentando uma incapacidade de mover
os olhos para cima. Assim como a doença de Parkinson,
essa doença evolui para um estado de rigidez e de
incapacidade graves. A doença, que destrói
os gânglios basais do tronco encefálico, não
possui uma causa conhecida. Não existe um tratamento
totalmente eficaz, mas os medicamentos utilizados na doença
de Parkinson algumas vezes provêem algum alívio.
Síndrome de Shy-Drager
A síndrome de Shy-Drager é
um distúrbio de causa desconhecida no qual muitas
partes do sistema nervoso degeneram. A síndrome de
Shy-Drager (também chamada hipotensão ortostática
idiopática) é semelhante à doença
de Parkinson sob muitos aspectos. No entanto, ela também
causa disfunção e destruição
do sistema nervoso autônomo, que regula a pressão
arterial, a freqüência cardíaca, a secreção
glandular e a focalização dos olhos. Quando
o indivíduo fica em pé, a pressão arterial
sofre uma queda acentuada; a quantidade de suor, de lágrimas
e de saliva diminui; a visão diminui; a micção
é difícil; a constipação é
comum, e os distúrbios do movimento são similares
aos da doença de Parkinson. A degeneração
do cerebelo algumas vezes causa incoordenação.
O tratamento da síndrome de Shy-Drager é o
mesmo que o da doença de Parkinson, mas inclui também
a fludrocortisona para ajudar a elevar a pressão
arterial. Os indivíduos que não utilizam esse
medicamento devem adicionar sal à dieta e beber muita
água.
Distúrbios de Coordenação
O cerebelo é a parte do cérebro
mais responsável pela coordenação das
seqüências dos movimentos e também controla
o equilíbrio e a postura. O uso abusivo e prolongado
de bebidas alcoólicas é a causa mais comum
de lesão cerebelar. Outras causas são os acidentes
vasculares cerebrais, os tumores, determinadas doenças
(p.ex., esclerose múltipla), determinadas substâncias
químicas e a desnutrição. Vários
distúrbios hereditários raros, como a ataxia
de Friedreich e a ataxiatelangiectasia, também podem
lesar o cerebelo. Vários tipos de incoordenação
podem ser decorrentes de uma lesão cerebelar. Os
indivíduos com dismetria são incapazes de
controlar a precisão dos movimentos corpóreos.
Por exemplo, ao tentar alcançar um objeto, o indivíduo
com dismetria pode levar a mão além do mesmo.
Os indivíduos com ataxia não conseguem controlar
a posição dos membros superiores e inferiores
nem a postura e, por essa razão, eles cambaleiam
e fazem movimentos amplos em ziguezague com os membros superiores.
A má coordenação dos músculos
da fala causa a disartria, a qual é caracterizada
por uma fala pastosa e flutuações incontroladas
do volume. Um indivíduo com disartria também
pode exagerar o movimento dos músculos periorais
(localizados ao redor da boca). As lesões cerebelares
também produzem tremor.
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