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Uma convulsão é a resposta
a uma descarga elétrica anormal no cérebro.
O termo crise convulsiva descreve várias experiências
e comportamentos e não é o mesmo que uma convulsão,
embora os termos sejam às vezes utilizados como sinônimos.
Qualquer coisa que irrite o cérebro pode produzir
uma crise convulsiva. Dois terços dos indivíduos
que apresentam uma crise convulsiva jamais a apresentam
novamente. Um terço dos indivíduos continuarão
a apresentar crises convulsivas recorrentes (condição
denominada epilepsia). O que ocorre exatamente durante uma
convulsão depende da parte do cérebro que
é afetada pela descarga elétrica anormal.
A descarga elétrica pode envolver uma área
mínima do cérebro, fazendo apenas que o indivíduo
perceba um odor ou sabor estranho, ou pode envolver grandes
áreas, acarretando uma convulsão (abalos e
espasmos musculares generalizados). Além disso, o
indivíduo pode aprsentar episódios breves
de alteração da consciência; pode perder
a consciência, o controle muscular ou o controle vesical;
e pode apresentar confusão mental. As convulsões
freqüentemente são precedidas por auras
sensações incomuns de odores, sabores ou visões,
ou uma sensação intensa de que uma crise convulsiva
está prestes a ser desencadeada.
Causas de Convulsões
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Febre alta
Insolação
Infecção Infecções
do cérebro
AIDS
Malária
Meningite
Raiva
Sífilis
Tétano
Toxoplasmose
Encefalite viral
Distúrbios metabólicos
Hipoparatireoidismo
Níveis altos de açúcar
ou de sódio no sangue
Níveis baixos de açúcar,
cálcio, magnésio ou sódio no
sangue
Insuficiência renal ou hepática
Fenilcetonúria Oxigenação
insuficiente do cérebro
Intoxicação por monóxido
de carbono
Fluxo sangüíneo inadequado para
o cérebro
Afogamento parcial
Sufocação parcial
Acidente vascular cerebral Destruição
do tecido cerebral
Tumor cerebral
Traumatismo crânio-encefálico
Hemorragia intracraniana
Acidente vascular cerebral
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Outras doenças
Eclâmpsia
Encefalopatia hipertensiva
Lúpus eritematoso
Exposição a
drogas ou substâncias tóxicas
Álcool (grandes quantidades)
Anfetaminas
Cânfora
Cloroquina
Overdose de cocaína
Chumbo
Pentilenotetrazol
Estricnina Abstinência após
utilização excessiva
Álcool
Medicamentos para dormir
Tranqüilizantes Reações
adversas a medicamentos de receita obrigatória
Ceftazidima
Clorpromazina
Imipenemo
Indometacina
Meperidina
Fenitoína
Teofilina
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Os Sintomas das Crises Convulsivas Variam
de Acordo Com a Localização
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Local da Descarga Elétrica
Anormal
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Sintomas
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Lobo frontal |
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Tremores num músculo
específico |
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Lobo
occipital |
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Alucinações
de flashes de luz |
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Lobo parietal |
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Dormência
ou formigamento numa parte específica do corpo |
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Lobo temporal |
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Alucinações
de imagens e comportamento repetitivo complicado (p.ex.,caminhar
em círculos) |
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Lobo temporal
anterior |
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Movimentos
de mastigação, estalar dos lábios |
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Lobo temporal
anterior profundo |
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Alucinação
intensa de um odor, agradável ou desagradável |
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Algumas vezes, essas sensações
são agradáveis, enquanto em outras, elas são
extremamente desagradáveis. Aproximadamente 20% dos
indivíduos epilépticos apresentam auras. Uma
crise convulsiva comumente dura 2 a 5 minutos. Quando ela
cessa, o indivíduo pode apresentar uma cefaléia,
dores musculares, sensações incomuns, confusão
mental e fadiga profunda (estado pós-comicial). Habitualmente,
o indivíduo não consegue recordar o que ocorreu
durante o episódio.
Espasmos Infantis e Convulsões Febris
Dois tipos de convulsões ocorrem quase
exclusivamente em crianças. Nos espasmos infantis,
a criança, deitada de costas, flexiona bruscamente
os membros superiores, flexiona o pescoço e o tronco
para frente e estende os membros inferiores. Os episódios
duram apenas alguns segundos, mas podem repetir-se muitas
vezes ao dia. Eles normalmente ocorrem em crianças
com menos de três anos de idade e, posteriormente,
muitos evoluem tipicamente para outras formas de crises
convulsivas. A maioria das crianças com espasmos
infantis apresenta comprometimento intelectual ou atraso
do desenvolvimento neurológico. O retardo mental
normalmente persiste na vida adulta. As crises convulsivas
dificilmente são controladas com medicamentos antiepilépticos.
As convulsões febris são conseqüência
da febre em crianças com três meses a cinco
anos de idade. Elas afetam cerca de 4% de todas as crianças
e tendem a ocorrer em famílias. A maioria das crianças
apresenta apenas uma convulsão febril e a maioria
das crises convulsivas dura menos de 15 minutos. As crianças
que sofreram uma convulsão febril apresentam uma
probabilidade discretamente mais elevada de desenvolver
epilepsia mais adiante em suas vidas.
Epilepsia
Epilepsia é um distúrbio caracterizado
pela tendência de sofrer convulsões recorrentes.
De modo geral, 2% da população adulta sofreram
uma convulsão em um determinado momento. Um terço
desse grupo apresenta crises convulsivas recorrentes (epilepsia).
Em cerca de 25% dos adultos com epilepsia, a causa é
descoberta quando exames como, por exemplo, o eletroencefalograma
(EEG) revelam uma atividade elétrica anormal ou quando
a ressonância magnética (RM) revela a presença
de cicatrizes em pequenas áreas do cérebro.
Em alguns casos, esses defeitos podem ser cicatrizes microscópicas
decorrentes de alguma lesão cerebral ocorrida durante
o parto ou posteriormente. Alguns tipos específicos
de distúrbios convulsivos (como a epilepsia mioclônica
juvenil) são herdados. No resto dos indivíduos
com epilepsia, a doença é considerada idiopática,
isto é, não é evidenciada qualquer
lesão cerebral nem se conhece a sua causa. Os indivíduos
com epilepsia idiopática habitualmente apresentam
a primeira crise convulsiva entre o segundo e décimo
quarto ano de vida. As crises convulsivas que ocorrem antes
dos dois anos de idade geralmente são causadas por
defeitos cerebrais, desequilíbrios químicos
ou febres altas. As crises convulsivas que começam
após os 25 anos de idade são mais provavelmente
decorrentes de um traumatismo cerebral, de um acidente vascular
cerebral, de um tumor ou de uma outra doença. As
crises convulsivas epiléticas algumas vezes são
desencadeadas por sons repetitivos, flashes luminosos, videogames
ou inclusive pelo toque em determinadas regiões do
corpo. Mesmo um estímulo leve é capaz de desencadear
uma convulsão em um indivíduo com epilepsia.
Os estímulos muito fortes (p.ex., determinados medicamentos,
a oxigenação insuficiente do sangue ou a hipoglicemia)
podem desencadear uma convulsão, mesmo em indivíduos
que não sofrem de epilepsia.
Sintomas
Algumas vezes, as convulsões epilépticas
são classificadas por suas características.
As convulsões parciais simples se iniciam com descargas
elétricas em uma pequena área do cérebro
e as descargas permanecem confinadas a essa área.
De acordo com a parte afetada do cérebro, o indivíduo
apresenta sensações anormais, movimentos ou
aberrações psíquicas. Por exemplo,
se a descarga elétrica ocorrer na parte do cérebro
que controla os movimentos musculares do membro superior
direito, este membro pode apresentar espasmos musculares
intensos e contrações. Se ela ocorrer profundamente
no lobo temporal anterior (a parte do cérebro que
detecta os odores), o indivíduo pode sentir um odor
muito agradável ou desagradável. O indivíduo
com uma aberração psíquica pode apresentar,
por exemplo, uma sensação de dejà vu,
situação na qual ambientes estranhos parecem
inexplicavelmente familiares. Nas convulsões jacksonianas,
os sintomas começam em uma parte isolada do corpo,
como a mão ou o pé e, em seguida, avançam
pelo membro à medida que a atividade elétrica
se dissemina pelo cérebro.
As convulsões parciais complexas (psicomotoras)
se iniciam com um período de 1 a 2 minutos, durante
o qual o indivíduo perde o contato com o ambiente.
O indivíduo pode cambalear, mover os membros superiores
e inferiores de modo estranho e involuntário, emitir
sons sem significado, não compreender o que os outros
estão falando e resistir à ajuda. O estado
confusional prolonga-se por mais alguns minutos e, em seguida,
o indivíduo recupera- se completamente. As crises
convulsivas (grande mal ou convulsões tônico-clônicas)
normalmente iniciam com uma descarga elétrica anormal
em uma pequena área do cérebro. A descarga
elétrica rapidamente dissemina- se às partes
adjacentes do cérebro, causando uma disfunção
de toda a área. Na epilepsia primária generalizada,
descargas elétricas anormais em uma grande área
do cérebro provocam uma disfunção generalizada
desde o início. Em qualquer caso, as convulsões
são uma resposta do organismo às descargas
anormais.
Durante essas crises convulsivas, o indivíduo
apresenta uma perda temporária da consciência,
espasmos musculares intensos e contrações
de todo o corpo, rotação acentuada da cabeça
para um lado, dentes firmemente cerrados e incontinência
urinária. A seguir, ele pode apresentar cefaléia,
confusão mental temporária e fadiga intensa.
Normalmente, o indivíduo não se lembra do
que ocorreu durante a crise. O pequeno mal (crise de ausência)
pode ter início na infância, comumente antes
dos cinco anos de idade. Essas crises não produzem
convulsões nem outros sintomas dramáticos
das crises convulsivas do tipo grande mal. Por outro lado,
o indivíduo apresenta episódios de olhar vago,
pequenas contrações palpebrais ou contrações
dos músculos faciais, os quais duram de 10 a 30 segundos.
O indivíduo não é responsivo, mas também
não cai, não entra em colapso e nem apresenta
movimentos espáticos. No estado de mal epiléptico
( status epilepticus), o mais grave dos distúrbios
convulsivos, as convulsões não cessam. O status
epilepticus é uma emergência médica
porque o indivíduo apresenta convulsões acompanhadas
por intensas contrações musculares, é
incapaz de respirar adequadamente e apresenta descargas
elétricas disseminadas (difusas) no cérebro.
Se não for instituído um tratamento imediato,
pode ocorrer sobrecarga e lesão permanente do coração
e do cérebro e o indivíduo pode morrer.
Diagnóstico
Um indivíduo que perde a consciência,
apresenta espasmos musculares que sacodem o corpo, perde
o controle vesical e torna-se confuso e desatento pode estar
sofrendo uma crise convulsiva. Contudo, as convulsões
verdadeiras são muito menos comuns do que pensa a
maioria das pessoas. A maioria dos episódios de perda
de consciência breves ou de comportamento anormal
não são causados por descargas elétricas
anormais no cérebro. O relato de uma testemunha do
episódio pode auxiliar muito no diagnóstico,
pois ela é capaz de descrever exatamente o que ocorreu,
enquanto que o indivíduo que apresentou o episódio
não consegue fazê-lo. É preciso conhecer
as circunstâncias envolvendo o episódio: com
que rapidez ele se iniciou; se foram observados movimentos
musculares anormais, como espasmos dos músculos da
cabeça, do pescoço ou da face e se o indivíduo
mordeu a língua ou apresentou incontinência
urinária; qual a duração do episódio;
e quão rapidamente o indivíduo se recuperou.
O médico também precisa saber o que o paciente
sentiu: se ele teve uma premonição ou aviso
de que alguma coisa incomum estava para acontecer; se ocorreu
algo que aparentemente tenha precipitado o episódio,
como certos sons ou flashes luminosos. Além de anotar
a descrição do episódio, o médico
baseará seu diagnóstico de um distúrbio
convulsivo ou de epilepsia nos resultados de um eletroencefalograma
(EEG), que mensura a atividade elétrica do cérebro.
O exame é indolor e não apresenta qualquer
risco.
São instalados eletrodos no couro
cabeludo para medir os impulsos elétricos no interior
do cérebro. Como é mais provável que
as descargas anormais ocorram após um período
de sono muito curto, os EEGs são algumas vezes programados
para após um período deliberado de vígilia
de 18 a 24 horas. O médico analisa o registro do
EEG em busca de evidências de descargas elétricas
anormais. Ainda que não ocorra um episódio
durante o registro do EEG, algumas anormalidades podem estar
presentes. No entanto, como o EEG é registrado apenas
por um tempo limitado, essa técnica pode deixar de
registrar uma atividade convulsiva e apresentar um registro
normal, inclusive quando o indivíduo é epiléptico.
Uma vez diagnosticada a epilepsia, normalmente são
necessários outros exames complementares para se
identificar uma causa com possibilidade de tratamento. Os
exames de sangue de rotina são a dosagem da concentração
de açúcar, cálcio e sódio no
sangue; as provas de função hepática
e renal e a contagem leucocitária (de glóbulos
brancos), pois um aumento da quantidade dessas células
pode indicar a presença de uma infecção.
Freqüentemente, o médico solicita um eletrocardiograma
para verificar se a causa da perda da consciência
foi uma arritmia cardíaca que produziu um fluxo sangüíneo
insuficiente ao cérebro. Geralmente, o médico
solicita uma tomografia computadorizada (TC) ou uma ressonância
magnética (RM) para verificar a presença de
um câncer e de outros tumores, de um acidente vascular
cerebral anterior, de pequenas cicatrizes e de lesões
produzidas por traumatismos. Algumas vezes, é necessária
a realização realização de uma
punção lombar para determinar se o indivíduo
apresenta uma infecção cerebral.
Tratamento
Se for identificada uma causa tratável
(p.ex., um tumor, uma infecção ou concentrações
anormais de açúcar ou sódio no sangue),
esta será tratada em primeiro lugar. Após
a correção da condição do problema,
as convulsões em si podem não necessitar de
tratamento. Quando o médico não encontra uma
causa ou quando a causa não pode ser completamente
curada ou controlada, pode ser necessário que o paciente
utilize medicamentos anticonvulsivantes para evitar novas
convulsões. Somente o tempo pode determinar se o
indivíduo apresentará convulsões recorrentes.
Aproximadamente um terço dos indivíduos apresentará
convulsões recorrentes, mas os outros dois terços
apresentarão somente uma convulsão durante
toda a existência. A medicação geralmente
é considerada desnecessária para os casos
de um único episódio, mas é necessária
para as convulsões recorrentes.
As convulsões devem ser prevenidas
por várias razões: as contrações
musculares rápidas e violentas podem causar lesões
corporais e mesmo produzir fratura óssea. A perda
súbita da consciência pode causar lesões
graves decorrentes de quedas e acidentes. A atividade elétrica
turbulenta de uma crise convulsiva do tipo grande mal pode
causar uma lesão cerebral menor. Entretanto, a maioria
dos indivíduos com epilepsia apresenta dezenas ou
mesmo quantidades maiores de crises convulsivas durante
a vida sem sofrer uma lesão cerebral grave. Embora
as convulsões individuais não comprometam
a inteligência, as crises convulsivas recorrentes
podem fazê-lo. Os medicamentos anticonvulsivantes
podem evitar completamente as crises convulsivas do tipo
grande mal em mais de metade dos epilépticos e reduzem
muito a freqüência das crises em outro terço.
Os medicamentos são apenas discretamente menos eficazes
para as crises convulsivas do tipo pequeno mal. Metade dos
indivíduos que respondem ao tratamento medicamentoso
acabam interrompendo o tratamento sem apresentar recidivas.
Nenhum medicamento controla todos os tipos de crises convulsivas.
Alguns indivíduos podem controlar
as crises convulsivas com um único medicamento, enquanto
outros devem utilizar vários. Como o estado de mal
epiléptico (status epilepticus) é uma emergência,
o médico deve administrar doses elevadas de um anticonvulsivante
através da via intravenosa e o mais rapidamente possível.
Durante uma crise prolongada, devem ser tomadas precauções
para se evitar a ocorrência de lesões. Embora
as drogas anticonvulsivantes sejam muito eficazes, elas
podem produzir efeitos colaterais. Muitos desses medicamentos
provocam sonolência. No entanto, paradoxalmente, eles
podem causar hiperatividade em crianças. Periodicamente,
o médico solicita exames de sangue para controlar
se o medicamento está afetando os rins, o fígado
ou as células sangüíneas. O usuário
de medicamentos anticonvulsivantes deve ter ciência
dos possíveis efeitos colaterais e deve consultar
seu médico ao primeiro sinal dos mesmos. A dose de
um medicamento anticonvulsivante é de importância
crucial. Ela deve ser suficientemente alta para evitar as
crises convulsivas, mas não a ponto dos efeitos colaterais
tornaremse um problema.
Medicamentos Utilizados no Tratamento
das Crises Convulsivas
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Medicamento |
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Tipo de Crise Convulsiva |
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Efeitos Colaterais Possíveis |
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Carbamazepina |
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Generalizada, parcial |
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Baixas contagens de leucócitos
e eritrócitos |
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Etosuximida |
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Pequeno mal |
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Baixas contagens de leucócitos
e eritrócitos |
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Gabapentina |
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Parcial |
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Sedação |
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| |
Lamotrigine |
|
Generalizada, parcial |
|
Erupção |
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| |
Fenobarbital |
|
Generalizada, parcial |
|
Sedação |
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Fenitoína |
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Generalizada, parcial |
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Gengivas inflamadas |
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Primidona |
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Generalizada, parcial |
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Sedação |
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Valproato |
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Espasmos infantis, pequeno
mal |
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Aumento de peso, perda de
cabelo |
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O médico ajusta a dose após
questionar o paciente sobre os efeitos colaterais e haver
determinado a concentração do medicamento
no sangue. Os medicamentos anticonvulsivantes devem ser
tomados rigorosamente de acordo com a prescrição.
O paciente não deverá tomar nenhum outro medicamento
enquanto estiver tomando o medicamento anticonvulsivante
sem a permissão do seu médico, pois pode ocorrer
uma alteração da concentração
do medicamento anticonvulsivante no sangue. Qualquer indivíduo
que esteja utilizando medicamentos anticonvulsivantes deve
consultar o médico regularmente para um possível
ajuste da dose e sempre deverá utilizar uma pulseira
contendo informações sobre o distúrbio
convulsivo e o medicamento que está sendo utilizado.
A maioria dos indivíduos com epilepsia apresentam
um aspecto e um comportamento normal entre as crises e podem
levar uma vida normal. No entanto, eles podem ter que adaptar
alguns hábitos e comportamentos. Por exemplo, os
indivíduos que apresentam propensão a crises
convulsivas não devem consumir bebidas alcoólicas.
Além disso, a legislação
da maioria dos estados americanos interdita os indivíduos
com epilepsia de conduzirem automóveis até
eles passarem no mínimo um ano sem apresentar uma
crise convulsiva. Um membro da família ou um amigo
próximo deve ser treinado para prestar socorro caso
ocorra uma crise convulsiva. Embora alguns pensem que devem
proteger a língua da pessoa que está sofrendo
uma crise convulsiva, esses esforços podem ser mais
perniciosos do que benéficos. Os dentes podem ser
afetados ou a pessoa pode, sem perceber, morder quem está
lhe ajudando devido à forte contração
da musculatura mandibular. As medidas importantes são:
proteger que a pessoa sofra uma queda, afrouxar as roupas
em torno do pescoço e colocar um travesseiro sob
a cabeça. Se a pessoa apresentar perda de consciência,
ela deve ser virada de lado para facilitar a respiração.
Nunca se deve deixar a pessoa que sofreu
uma crise convulsiva sozinha até que ela desperte
comletamente e consiga movimentar- se normalmente. É
aconselhável notificar o médico responsável.
Para aproximadamente 10 a 20% dos epilépticos, os
medicamentos anticonvulsivantes isoladamente não
evita a recorrência de crises convulsivas. Se uma
anomalia no cérebro for identificada como a causa
e ela for limitada a uma pequena área, a remoção
cirúrgica dessa área pode solucionar o problema.
A remoção cirúrgica das fibras nervosas
que conectam os dois lados do cérebro (corpo caloso)
pode ajudar os indivíduos com vários focos
convulsivos ou que ou aqueles que apresentam convulsões
que se disseminam rapidamente para todo o cérebro.
A cirurgia apenas será aventada quando todos os medicamentos
possíveis não surtirem o efeito desejado ou
quando seus efeitos colaterais são intoleráveis.
Atividade Cerebral Durante Uma Crise
Convulsiva
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Um eletroencefalograma
(EEG) é um registro da atividade elétrica
do cérebro. O procedimento é simples e
indolor: cerca de vinte pequenos eletrodos são
fixados ao couro cabeludo e a atividade cerebral é
registrada em condições normais. Em seguida,
o indivíduo é exposto a vários
estímulos, como luzes brilhantes ou intermitentes,
com o objetivo de desencadear uma crise convulsiva.
Durante esta, a atividade elétrica no cérebro
se acelera, produzindo um padrão desordenado
em forma de ondas. Esses registros das ondas cerebrais
ajudam a identificar a epilepsia. Diferentes tipos de
crises convulsivas apresentam padrões de ondas
distintos. |
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