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Para manter os dentes saudáveis, deve-se
eliminar a placa bacteriana diariamente com uma escova dental
e fio dental. Além disso, para reduzir o risco de
cárie dentária, deve-se limitar a quantidade
de açúcar consumido. Felizmente, a água
fluoretada ajuda a reduzir esse risco. A limitação
do consumo de tabaco e de álcool também ajuda
a manter a boca e os dentes saudáveis. O tabaco (fumado,
mascado ou consumido de outra forma) piora as doenças
gengivais. O tabaco, o álcool e, sobretudo, a combinação
dessas duas substâncias podem causar o câncer
bucal.
Cáries
As cáries são áreas
dos dentes que perderam substância como conseqüência
de um processo que dissolve gradualmente a superfície
externa e endurecida do dente (esmalte) e avança
em direção ao seu interior. Juntamente com
o resfriado comum e as doenças gengivais, as cáries
encontram-se entre os problemas da saúde mais comuns.
Se não forem tratadas adequadamente por um dentista,
elas continuam a aumentar. Em última instância,
uma cárie não tratada acarreta a perda do
dente.
Causa
Para que uma cárie ocorra, o dente
deve ser suscetível, deve haver presença de
bactérias produtoras de ácido e deve haver
alimento disponível para a nutrição
e o desenvolvimento bacteriano. O dente suscetível
é aquele que tem relativamente pouco flúor
ou que apresenta depressões, sulcos ou fissuras pronunciadas
que retêm a placa bacteriana (a coleção
de bactérias que se acumulam nos dentes). Embora
a boca contenha uma grande quantidade de bactérias,
apenas alguns tipos causam a cárie. A bactéria
mais comum responsável pela cárie é
o Streptococcus mutans. A cárie desenvolve-se de
modo diferente de acordo com a sua localização
no dente. A cárie da superfície lisa é
a cárie de desenvolvimento mais lento e representa
o tipo mais evitável e reversível. Na cárie
da superfície lisa, a lesão inicia como uma
mancha branca onde existem bactérias que dissolvem
o cálcio do esmalte.
A cárie de superfície lisa
entre os dentes geralmente inicia entre os vinte e os trinta
anos de idade. A cárie de depressão e de fissura
geralmente inicia-se na adolescência em dentes permanentes,
localiza-se nos estreitos sulcos da superfície de
mastigação dos molares, ao lado das bochechas
e desenvolve-se rapidamente. Muitos indivíduos não
conseguem limpar de modo adequado essas áreas propensas
à formação de cáries porque
os sulcos são mais estreitos que as cerdas da escova
dental. A cárie da raiz começa na capa de
tecido ósseo que cobre a raiz (cimento), quando esta
torna-se exposta devido à retração
gengival. Geralmente, ela ocorre em indivíduos de
meia-idade ou mais velhos.
Esse tipo de cárie quase sempre é
decorrente da dificuldade para limpar as áreas das
raízes e de uma dieta rica em açúcar.
A cárie da raiz pode ser o tipo mais difícil
de ser prevenido. Na cárie do esmalte, a camada externa
e dura do dente, progride lentamente. Após penetrar
a segunda camada do dente (a dentina, um material mais macio
e menos resistente), a cárie dissemina-se mais rapidamente,
avançando em direção à polpa,
a parte mais interna do dente, que contém os nervos
e os vasos sangüíneos. Embora uma cárie
possa levar dois ou três anos para penetrar no esmalte,
ela pode avançar da dentina até a polpa (uma
distância muito maior) em pouco tempo, mesmo em um
ano. Por essa razão, a cárie da raiz que inicia
na dentina pode destruir uma grande parte da estrutura do
dente em um curto período.
Sintomas
Nem toda dor de dente é causada por
cáries. As dores de dente podem ser resultantes da
exposição de raízes não cariadas,
de uma mastigação muito vigorosa ou de fraturas
de dentes. A congestão dos seios da face pode fazer
com que os dentes superiores se tornem sensíveis.
Geralmente, uma cárie do esmalte é indolor.
A dor ocorre quando ela atinge a dentina. O indivído
pode sentir dor somente ao ingerir alguma bebida gelada
ou ao comer um doce. Isto indica que a polpa ainda está
saudável. Se a cárie for tratada nesse estágio,
o dentista poderá salvar o dente e é muito
provável que o indivíduo não mais sentirá
dor ou dificuldade para mastigar. Uma cárie que aproxima-se
ou atinge a polpa causa um dano irreversível.
Como as Cáries
se Desenvolvem
A ilustração à esquerda mostra um dente
sem cáries; a ilustração à direita
mostra um dente com os
três tipos de cáries.

A dor persiste mesmo após a remoção
do estímulo (p.ex., água gelada). O dente
pode doer mesmo na ausência de estimulação
(dor de dente espontânea). Quando a polpa é
invadida por bactérias e morre, a dor pode cessar
temporariamente. Contudo, em um curto período (horas
a dias), o dente torna-se sensível quando a pessoa
morde ou quando a língua ou um dente pressiona o
local, pois a inflamação e a infecção
disseminaram-se até um ponto um pouco além
da extremidade da raiz, causando a formação
de um abcesso (acúmulo de pus). O pus que se acumula
em torno do dente tende a forçá-lo para fora
de seu soquete (alvéolo). A mordida o empurra de
volta ao seu lugar, produzindo uma dor intensa. O pus pode
continuar a acumular-se, causando aumento de volume da gengiva
adjacente, ou pode disseminar-se mais amplamente através
da mandíbula (celulite), drenando no interior da
boca ou mesmo através da pele próxima à
mandíbula.
Diagnóstico e Prevenção
Se uma cárie for tratada antes de
provocar dor, a possibilidade de uma lesão pulpar
diminui e uma parte maior da estrutura do dente será
salva. Para detectar cáries precocemente, o dentista
deve questionar o indivíduo sobre a ocorrência
de dor, deve examinar os dentes, fazer uma sondagem dos
dentes com instrumentos odontológicos para testar
áreas de sensibilidade e de dor e pode realizar radiografias.
Todos devem se submeter a um exame odontológico a
cada seis meses, não sendo obrigatória a realização
de radiografias. Dependendo da avaliação do
dentista sobre a dentição do indivíduo,
podem ser realizadas radiografias a cada 12 a 36 meses.
Existem cinco estratégias gerais que são fundamentais
na prevenção de cáries: uma boa higiene
oral, uma alimentação adequada, o flúor,
selantes e a terapia antibacteriana.
Higiene Oral
Uma boa higiene oral, que inclui a escovação
antes ou após o desejum e antes de dormir e o uso
de fio dental diariamente para a remoção de
placa, pode controlar eficazmente a cárie das superfícies
lisas. A escovação impede a formação
de cáries nos lados dos dentes e o fio dental atinge
locais entre os dentes que a escova não consegue
atingir. Um estimulador gengival com ponta de borracha pode
ser utilizado para eliminar os resíduos alimentares
alojados nas bordas gengivais e nas superfícies dentais
voltadas para os lábios, bochechas, língua
e palato. Para um indivíduo com uma destreza manual
normal, a escovação adequada leva apenas 3
minutos, aproximadamente. Inicialmente, a placa é
bem macia e a sua remoção com uma escova de
dentes com cerdas macias e fio dental, pelo menos uma vez
por dia, torna a ocorrência de cárie improvável.
Quando a placa calcifica, um processo que inicia após
aproximadamente 24 horas, a sua remoção torna-se
mais difícil.
A Linguagem dos
Dentistas
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Como
a maioria das pessoas chama... |
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Como
os dentistas chamam... |
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Dente
de adulto |
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Dente permanente |
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Dente
de leite |
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Dente decíduo |
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Dentes
de trás |
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Molares |
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Mordida |
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Oclusão |
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Aparelhos |
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Aparelhos ortodônticos,
fios e elásticos |
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Coroa |
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Coroa |
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Cáries |
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Cáries |
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Limpeza |
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Profilaxia |
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Obturação |
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Restauração |
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Dentes
da frente |
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Incisivos e
caninos |
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Gengiva |
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Gengiva |
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Doença
das gengivas |
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Doença
periodontal, periodontite |
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Lábio
leporino |
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Fenda labial |
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Gás
hilariante |
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Óxido
nitroso |
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Maxilar
inferior |
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Mandíbula |
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Dentadura |
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Prótese
removível total ou parcial |
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Céu
da boca |
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Palato |
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Dentes
laterais |
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Bicúspides |
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Amálgama |
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Restauração
com amálgama |
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Tártaro |
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Cálculo |
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Mordida
anormal |
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Má oclusão |
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Maxilar
superior |
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Maxilar |
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Dieta
Embora todos os carboidratos possam ser,
até um certo grau, causadores da cárie dentária,
os principais responsáveis são os açúcares.
Todos os açúcares simples exercem o mesmo
efeito sobre os dentes, incluindo o açúcar
de mesa (sacarose) e os açúcares contidos
no mel (levulose e dextrose), nas frutas (frutose) e no
leite (lactose). Sempre que o açúcar entra
em contato com a placa, bactérias da espécie
Streptococcus mutans presentes na mesma produzem ácido
durante cerca de 20 minutos. A quantidade de açúcar
ingerido é irrelevante; a quantidade de tempo que
ele permanece em contato com os dentes é a questão
importante.
Portanto, consumir um refrigerante açucarado
durante uma hora causa mais danos que consumir uma barra
de chocolate em 5 minutos, apesar da barra de chocolate
conter mais açúcar. Um indivíduo com
propensão a cáries deve consumir alimentos
doces com menor freqüência. O enxágüe
da boca após a ingestão de uma refeição
rápida remove parte do açúcar e a escovação
dos dentes é mais eficaz. Também pode ser
útil o consumo de refrigerantes adoçados com
adoçantes artificiais, apesar dos refrigerantes dietéticos
do tipo cola conterem ácidos que promovem a cárie
dentária. O hábito de beber chá ou
café sem açúcar também pode
ajudar a evitar a formação de cáries,
particularmente sobre as superfícies de raízes
expostas.
Flúor
O flúor pode tornar os dentes, sobretudo
o esmalte, mais resistentes ao ácido que contribui
para a formação de cáries. O flúor
ingerido é particularmente eficaz até aproximadamente
os 11 anos de idade, quando se completa o crescimento e
o endurecimento dos dentes. A fluoretação
da água é o modo mais eficaz para se fornecer
flúor às crianças e, atualmente, mais
de metade da população dos Estados Unidos
consome água com uma quantidade de flúor suficiente
para reduzir a incidência de cáries dentárias.
No entanto, se a água potável contiver uma
quantidade excessiva de flúor, os dentes podem manchar
ou apresentar uma alteração de cor. Se a água
potável consumida pela criança não
tiver uma quantidade suficiente de flúor, o médico
ou dentista deve prescrever gotas ou comprimidos de flúor.
O dentista pode aplicar flúor diretamente sobre os
dentes de indivíduos de qualquer idade que apresentam
propensão a cáries. O uso de pastas dentifrícias
contendo flúor também é útil.
Selantes
Os selantes podem ser utilizados na proteção
de sulcos dos dentes posteriores difíceis de serem
alcançados. Após a limpeza da área
a ser selada, o dentista prepara o esmalte e aplica um líquido
plástico no interior e sobre os sulcos dos dentes.
Quando o líquido endurece, ele forma uma barreira
tão eficaz que as bactérias presentes no interior
de um sulco param de produzir ácido, pois é
impossível elas entrarem em contato com os alimentos.
Os selantes duram bastante tempo, aproximadamente 90% dele
permanecem após um ano e 60% após dez anos.
No entanto, a reparação ou a substituição
ocasional pode ser necessária.
Tratamento Antibacteriano
Alguns indivíduos alojam na boca algumas
bactérias causadoras de cáries particularmente
ativas. Um dos genitores pode transmitir essas bactérias
para o filho, provavelmente através do beijo. As
bactérias proliferam na boca da criança após
a eclosão da primeira dentição e podem
causar cáries. Portanto, a propensão a cáries
observada em determinadas famílias não reflete
necessariamente uma má higiene bucal ou maus hábitos
alimentares. Para aqueles que apresentam uma grande propensão
a cáries, pode ser necessária a instituição
de um tratamento antibacteriano. Primeiramente, o dentista
remove as cáries e sela todas as depressões
e fissuras nos dentes. Em seguida, ele prescreve um enxágüe
bucal com uma substância potente (clorexidina) durante
algumas semanas para matar as bactérias existentes
em qualquer placa remanescente. A esperança é
que bactérias menos nocivas substituam as bactérias
causadoras de cáries. Para manter as bactérias
sob controle, o indivíduo pode utilizar enxágües
diários com flúor e mascar gomas contendo
xilitol.
Tratamento
Se a cárie for interrompida antes
de atingir a dentina, o esmalte poderá sofrer um
processo de auto-reparação e, conseqüentemente,
a mancha branca do dente desaparece. Contudo, se a cárie
atingir a dentina, a parte cariada do dente deve ser removida
e substituída por uma restauração.
O tratamento da cárie em estágio inicial ajuda
a manter a força do dente e reduz a possibilidade
de lesão pulpar.
Tratamento de Canal de Raiz para um
Dente Muito Danificado
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1. O dente é anestesiado.
2. Um dique de borracha é colocado em torno
do dente, para isolá-lo das bactérias
presentes no restante da boca.
3. É feito um orifício através
da superfície mastigatória de um dente
posterior ou através da face lingual de um
dente da frente.
4. Instrumentos finos são introduzidos através
do orifício, no interior do espaço do
canal da polpa, e toda a polpa restante é removida.
5. O canal é limado e drenado desde a raiz
até a extremidade da raiz.
6. O canal é selado com um material de restauração.
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Restaurações
As restaurações são
feitas de vários materiais e podem ser colocadas
na base cavitária ou ao seu redor. O amálgama
de prata é o material mais utilizado nas restaurações
dos dentes posteriores, onde a resistência é
importante e a cor de prata passa relativamente despercebida.
O amálgama de prata é relativamente barato
e dura em média quatorze anos. As restaurações
de ouro (incrustrações) são mais caras
e requer no mínimo duas visitas ao dentista. No entanto,
elas são mais fortes e podem ser utilizadas em cavidades
muito grandes.
As restaurações de resinas
compostas e de porcelana são aplicadas nos dentes
da frente, onde a prata seria muito visível. As restaurações
dos molares com esses compostos são cada vez mais
freqüentes e a vantagem que elas apresentam é
a semelhança com a cor dos dentes. No entanto, elas
são mais caras que as de amálgama de prata
e não duram tanto, sobre tudo nos molares que são
submetidos à força da mastigação.
O ionômero de vidro, uma restauração
com a cor do dente, é formulado para liberar flúor
assim que é colocado e isto representa um benefício
para aqueles que apresentam uma propensão a cáries
ao nível da gengiva. O ionômero de vidro também
é utilizado na restauração de áreas
lesadas pela escovação excessiva.
Coroas, Pontes e Implantes
Tratamento de Canal e Extração
Dentária
Quando a cárie dentária aprofunda-se
o suficiente para lesar a polpa de forma permanente, a única
maneira para se eliminar a dor é a remoção
da pulpa através do canal (endodontia) ou a extração
do dente. Os dentes posteriores submetidos a um tratamento
de canal são mais bem protegidos por uma coroa, que
substitui toda a superfície mastigatória.
O método de restauração para os dentes
da frente submetidos a um tratamento de canal depende da
quantidade restante do dente. Raramente, uma ou duas semanas
após um tratamento de canal, o indivíduo pode
apresentar febre, cefaléia e inflamação
do maxilar, do assoalho da boca ou da garganta. Se o indivíduo
apresentar essas complicações, ele deverá
ser examinado por um dentista ou um médico. Se o
dente foi extraído, ele deverá ser substituído
o mais breve possível. Caso contrário, os
dentes vizinhos podem mudar de posição, alterando
a mordida.
A substituição pode ser uma
ponte (uma prótese fixa parcial, na qual os dentes
laterais ao dente ausente são recobertos por coroas)
ou uma prótese removível. Implantes também
podem ser utilizados para substituir os dentes perdidos.
A coroa é uma restauração encaixada
sobre um dente. Geralmente, para que uma coroa seja bem
moldada, são necessárias duas visitas ao dentista,
embora, em alguns casos, sejam necessárias várias
sessões. Na primeira visita, o dentista prepara o
dente, afilando-o ligeiramente, tira um molde do dente preparado
e coloca uma coroa temporária. Em seguida, uma coroa
permanente é encomendada ( a partir do molde) a um
laboratório de próteses dentárias.
Na visita seguinte, a coroa temporária é removida
e a coroa permanente é cimentada sobre o dente preparado.
Em geral, as coroas são confeccionadas com uma liga
de ouro ou outro metal. Pode-se utilizar a porcelana para
ocultar a cor do metal. As coroas também podem ser
totalmente de porcelana, mas, por tratar-se de um material
mais duro e mais abrasivo que o esmalte dental, ela pode
causar desgaste do dente oposto. As coroas de porcelana
ou de um material similar também apresentam uma tendência
levemente maior de romper do que as de metal.
Pulpite
A pulpite é uma inflamação
dolorosa da polpa dentária, a parte mais interna
do dente que contém os nervos e os vasos sangüíneos.
Causas
A causa mais comum de pulpite é a
cárie dentária e a segunda é a lesão.
Como a polpa encontra- se no interior do dente, ela não
possui espaço para aumentar de volume quando inflama
e, por essa razão, ela aumenta a pressão dentro
do dente. Se uma inflamação discreta for tratada
adequadamente, ela não produzirá um dano irreversível
no dente. No entanto, uma inflamação grave
destrói a polpa. O aumento da pressão pode
forçar a polpa até a extremidade da raiz,
podendo lesar o maxilar e os tecidos vizinhos.
Sintomas e Diagnóstico
A pulpite causa uma dor de dente intensa.
Para determinar se a polpa encontra-se saudável o
suficiente para poder ser salva, o dentista realiza certos
testes. Por exemplo, ele aplica um estímulo frio
e se a dor resultante do estímulo parar alguns segundos
após a remoção do estímulo frio,
a polpa ainda está sadia. O dentista pode salvá-la
através da remoção da parte lesada
do dente, realizando, a seguir, uma restauração.
No entanto, quando a polpa está tão afetada
que é impossível ser salva, a dor persistirá
após a remoção do estímulo frio
ou pode ocorrer espontaneamente. O dentista também
pode usar um estimulador elétrico que indica a vitalidade
da polpa, mas não se ela está saudável.
A polpa está viva quando o paciente sente a pequena
descarga elétrica aplicada ao dente. Freqüentemente,
a sensibilidade à percussão de um dente significa
que a inflamação se disseminou para os tecidos
e ossos circunjacentes. As radiografias podem confirmar
as cáries e mostrar se a inflamação
causou a perda de tecido ósseo em torno da raiz do
dente.
Tratamento
A pulpite desaparece quando a causa é
tratada. Quando a pulpite é detectada precocemente,
uma restauração temporária contendo
um sedativo pode eliminar a dor. Essa restauração
pode ser mantida no local durante seis a oito semanas e,
em seguida, ela deve ser substituída por uma restauração
permanente. Algumas vezes, uma restauração
permanente pode ser realizada imediatamente. Quando a lesão
pulpar é extensa e não pode ser revertida,
o único meio para se eliminar a dor é a remoção
da polpa, através de um tratamento de canal ou de
uma extração dentária .
Abcesso Periapical
O abcesso periapical é uma coleção
de pus, geralmente em decorrência de uma infecção
que se disseminou a partir de um dente aos tecidos vizinhos.
Causa
O organismo combate uma infecção
com um grande número de leucócitos (glóbulos
brancos); o pus é o acúmulo desses leucócitos
e de tecido morto. Geralmente, o pus de uma infecção
dentária drena inicialmente para o interior das gengivas,
de modo que elas aumentam de volume próximo à
raiz do dente. Dependendo da localização do
dente, o pus poderá drenar então para a pele,
para a boca, para a garganta ou para o crânio.
Tratamento
O dentista trata um abcesso ou uma celulite
através da eliminação da infecção
e da drenagem do pus, que exige uma cirurgia bucal ou um
tratamento de canal. Freqüentemente, o dentista prescreve
antibióticos para ajudar na eliminação
da infecção, mas a remoção da
polpa doente e a drenagem do pus são mais importantes.
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