Ações Sociais
Programa de Doação de Mectizan
O programa
Pesquisadores da Merck Sharp & Dohme nos Estados Unidos descobriram e desenvolveram MECTIZAN nas décadas de 1970 e 1980, um medicamento para o tratamento da oncocercose ou “cegueira do rio”. A cegueira do rio é a segunda maior causa de cegueira infecciosa em todo o mundo.
Em 1987, a companhia tomou a decisão de doar MECTIZAN “pelo tempo que fosse necessário”. Com a assistência de parceiros-chave, entre eles o Centro Carter, o Programa de Doação de Mectizan foi estabelecido. O programa é uma parceria única, envolvendo a Merck Sharp & Dohme, a Organização Mundial de Saúde / Organização Panamericana de Saúde, o Banco Mundial, o Comitê de Especialistas de MECTIZAN, ministérios da saúde nacionais, representantes de comunidades internacionais de doadores, mais de 30 organizações não-governamentais, trabalhadores da saúde locais e membros da comunidade. Trabalhando juntos, esses parceiros superaram grandes desafios, incluindo a ausência de sistemas de distribuição a comunidades rurais, faltas de profissionais médicos e de sistemas convencionais de saúde para supervisionar a administração do medicamento, e interesses políticos que ameaçaram impedir que o medicamento fosse entregue em comunidades que dele precisavam.
O Programa de Doação de Mectizan é uma das mais bem-sucedidas parcerias entre o setor público e o privado na área de cuidados com a saúde. A cada ano, o programa leva tratamento a mais de 30 milhões de pessoas que vivem sob o risco de contrair cegueira do rio – mais de 250 milhões de tratamentos já foram administrados desde 1987.
Nas Américas, a Merck Sharp & Dohme trabalha em parceria com os ministérios da saúde, com a OEPA, a Organização Panamericana de Saúde (OPAS), o Centro Carter, o Lions Clube, e várias outras organizações não-governamentais nacionais e internacionais, com o objetivo de eliminar a doença até 2007.
No Brasil, o trabalho existe efetivamente desde 1995 e é feito em conjunto com a Funasa e com organizações não-governamentais, que levam o tratamento com Mectizan a mais de 12 mil índios Ianomâmis. São tribos que vivem em região de difícil acesso, no meio da Floresta Amazônica. Para viabilizar o programa no país, teve que ser criada uma infra-estrutura especial, com a participação dos setores público, privado e da comunidade, garantindo que o medicamento pudesse chegar a todos os índios da região.



