MSD

Relatório Social 2005 - Exercício 2004

Meio ambiente e segurança

Desenvolvimento sustentável

O desenvolvimento sustentável e a preservação de recursos naturais são prioridades na condução de nossos negócios. Nossas políticas mundiais de meio ambiente e segurança fundamentam-se em processos ambientalmente responsáveis, protegendo a segurança e o bem-estar de nossos funcionários e das comunidades onde estamos instalados.

 

 

Crianças da comunidade participam do plantio de mudas durante encerramento
da etapa do Projeto de Reflorestamento em Sousas, Campinas

Assim como nas demais subsidiárias de Merck & Co., nossa política ambiental é guiada pelos seguintes preceitos:
  • assegurar o atendimento pleno à legislação aplicável;
  • buscar uma posição de liderança em performance ambiental e de segurança;
  • buscar a melhoria contínua na performance de segurança e meio ambiente dos negócios;
  • aderir às metas, aos programas, aos procedimentos e às políticas projetados para garantir um nível uniforme de respeito ao meio ambiente e à segurança na atuação global da companhia;
  • valorizar a prevenção como a melhor maneira de proteger o meio ambiente e a segurança dos funcionários e das comunidades em que operamos. Onde os impactos adversos não podem ser evitados, nos comprometemos a identificá-los, avaliá-los e minimizá-los, de acordo com as melhores práticas disponíveis e de forma consistente com o desenvolvimento global sustentável;
  • no desenvolvimento de novos produtos, avaliar os impactos ambientais potenciais e fornecer aos clientes as informações necessárias para o manuseio ambientalmente responsável;
    • incentivar a comunicação aberta e o diálogo com os funcionários e com as comunidades onde operamos;
  • valorizar funcionários bem informados e treinados, pois suas atuações são essenciais para atingir a excelência em segurança e meio ambiente;
  • reconhecer nossos funcionários como nosso maior patrimônio. Somos comprometidos em preservar sua  saúde, identificando e avaliando potenciais impactos de nossas operações na saúde de nossos funcionários e nos empenhamos para minimizar quaisquer impactos adversos;
  • conduzir todos os aspectos de nossos negócios sem comprometer a saúde de nossos funcionários, de forma consistente com os nossos valores corporativos.

Transformações

Adquirida em abril de 2003, nossa fábrica passou, em 2004, por uma avaliação detalhada dos processos para identificar as adaptações necessárias e atender aos padrões ambientais e de segurança estabelecidos mundialmente pela companhia.

Esse trabalho desencadeou uma série de ações concretas e permitiu o levantamento de dados e indicadores do atendimento às políticas, relativos a 2004. Embora não possam ser comparadas aos anos anteriores, essas informações nos mostram não apenas os avanços do último ano, mas o que ainda é preciso ser feito e já está a caminho. Entre os destaques estão:

  • desenvolvimento de um plano de ação de cinco anos (2004-2008) para adequar nossas instalações, procedimentos e operações aos padrões corporativos de Segurança e Meio Ambiente da companhia;
  • reformulação e treinamento da Brigada de Emergência;
  • implementação da Matriz de Treinamento de Segurança e Meio Ambiente;
  • implementação do Conselho de Segurança e Meio Ambiente, que se reúne a cada três meses para realizar a análise crítica da gestão, levantando pontos críticos e ações para melhoria contínua;
  • criação de uma página sobre a área de Segurança e Meio Ambiente na intranet da empresa, para envolver todos os funcionários no conhecimento de políticas, procedimentos e atividades relativos a esses temas.

Compromissos

Para 2005, a companhia assumiu pela primeira vez metas ambientais, em critérios que levam em conta indicadores não só reativos, ou seja, pontos críticos que precisam ser monitorados (como o fato de existirem autuações dos órgãos ambientais), mas também pró-ativos: o que está sendo feito para preveni-los e mudá-los. Os compromissos de Merck Sharp & Dohme Brasil para 2005 são:

  • redução do consumo de água em 5.022 metros cúbicos (equivalente a 1,7% do consumo anual estimado), por meio de uma ação de reuso de água;
  • redução da geração de resíduos de medicamentos em processo de produção em 100 kg (equivalente a 50% da geração atual estimada em algumas atividades);
  • redução da geração de resíduos não perigosos em 10% (equivalente a um volume estimado em 16 toneladas).

Reciclagem social

Implantada em 2003, a coleta seletiva da fábrica de Sousas, em Campinas, ganhou um impulso importante no começo de 2005: a destinação dos resíduos recicláveis recolhidos para a Cooperativa de Coleta e Manuseio de Materiais Recicláveis Nossa Senhora Aparecida, ou Projeto Reciclar, localizada na zona sul de Campinas. A parceria acrescenta um caráter socialmente responsável à iniciativa, ao oferecer a possibilidade  de geração de renda para os 21 associados à cooperativa. O material fornecido pela fábrica tem contribuído com cerca de 14% do valor total comercializado por eles mensalmente.

Com o mesmo intuito, a coleta seletiva do escritório de São Paulo passou a ser feita pela Cooperativa Pedra Sobre Pedra. Criada por moradores da comunidade de mesmo nome, na zona sul da capital paulista, ela é a responsável pelo recolhimento de todo o material coletado, que contribui para a geração de renda mensal para seus 30 cooperados.

As duas iniciativas, além de acrescentarem um importante caráter social para o trabalho, favoreceram a sensibilização dos funcionários quanto à amplitude e importância da coleta que eles ajudam a realizar diariamente.

Escritório consciente

A preocupação com o meio ambiente não é apenas responsabilidade de nossa fábrica e as ações promovidas pelo escritório da empresa são bons exemplos disso. Ao longo do ano, a adoção de papéis reciclados em diversas publicações internas, a distribuição  de canecas de louça e copos de vidro para serem usados em lugar de copos plásticos descartáveis e a implementação da coletaseletiva em parceria com a Cooperativa Pedra sobre Pedra procuraram disseminar entre os funcionários o conceito de consumo consciente.

Uma campanha sobre o assunto, envolvendo também a força-de-vendas, buscou mostrar que a redução do consumo, o recolhimento e a reutilização de materiais são fundamentais para a garantia do desenvolvimento sustentável.

Compromisso Merck Sharp & Dohme com a comunidade e o meio ambiente

Envolver funcionários, escolas e a comunidade nas questões relativas à Área de Proteção Ambiental de Campinas, além de estreitar suas relações com a empresa.

Esses são os principais objetivos do Compromisso Merck Sharp & Dohme com a Comunidade e o Meio Ambiente, um programa com sete anos de história de estímulo e apoio da empresa a seus colaboradores na promoção de ações comunitárias.

Dividido em três focos – Reviva o Rio Atibaia, Projeto Refloresta e O Futuro É Agora –, o trabalho acontece anualmente em parceria com a Associação de Remo de Sousas, a associação de Proteção Ambiental Jaguatibaia e a Associação de Pescadores de Campinas e Região, além de contar com o envolvimento intensivo dos funcionários nos eventos e no apoio à divulgação das atividades.

Em 2004, seu foco principal foi a Educação Ambiental, com a inclusão do Projeto O Futuro É Agora, detalhado a seguir. A abrangência do programa e o envolvimento comunitário que propicia lhe renderam o Prêmio Champions for the Environment 2005, concedido anualmente por Merck & Co. para as principais iniciativas ambientais de destaque de suas subsidiárias.

Reviva o Rio Atibaia

Desde 1997, o Projeto Reviva o Rio Atibaia promove a conscientização sobre a situação e a importância do rio por meio de diferentes atividades com a comunidade: plantio de mudas de árvores nativas, barqueata para recolher o lixo depositado nas margens do rio, apresentação de grupos musicais e peças de teatro e exposição de trabalhos sobre meio ambiente desenvolvidos por escolas de Sousas.

Passeio de canoa pelo rio, uma das atividades
da 7ª edição do Reviva o Rio Atibaia, que aconteceu em dezembro de 2004

Em sete edições, o projeto alcançou a participação direta de 15 mil pessoas. Desde então, foi possível observar não só a diminuição significativa da quantidade de lixo doméstico lançado diretamente no Rio Atibaia, como o avanço na questão do tratamento de esgoto da região: em 1997, Campinas tratava apenas cerca de 4% do esgoto urbano produzido e, sete anos depois, esse índice subiu para próximo de 30%. O projeto também teve papel determinante na aprovação pela Câmara Municipal de Campinas da lei que regulamentou a Área de Proteção Ambiental (APA) e na implantação do seu Conselho Gestor, o CONGEAPA.

O futuro é agora

Alunos visitam Área de Proteção Ambiental em Sousas, Campinas, como parte das atividades do programa "O Futuro é Agora".

Com sua primeira edição realizada em 2004, O Futuro É Agora promoveu atividades teóricas e práticas com crianças de 6 a 11 anos da rede de ensino de Sousas, que tiveram aulas sobre a importância da preservação dos recursos naturais e da mata ciliar e realizaram uma visita guiada à APA da região. Como resultado das atividades, os trabalhos produzidos pelos alunos foram expostos durante os eventos do Reviva o Rio Atibaia.

O projeto também envolveu a realização de um seminário técnico para professores e coordenadores de escolas públicas e privadas de Campinas, contando com a participação voluntária de funcionários, além de representantes da Fundação SOS Mata Atlântica, da Universidade Estadual de São Paulo e do Centro Ecoar de Educação para a Sustentabilidade.

Projeto refloresta

Valéria Madeira, da área de Segurança e Meio Ambiente Merck Sharp & Dohme, e Sandoval Giocondo, da Engemago, em vistoria de manutenção da área de reflorestamento da fábrica.

Em dezembro de 2004, crianças, representantes de diversos órgãos públicos, universidades, entidades ambientalistas e funcionários se reuniram às margens do Rio Atibaia para participar de um ato simbólico: o plantio de mudas no local pela conclusão do Projeto Refloresta. Realizado em cinco etapas, o projeto de reflorestamento envolveu o plantio de espécies nativas da mata atlântica. Foram plantadas cerca de 6 mil mudas de até 115 espécies nativas da mata ciliar, numa área de 36,5 mil metros quadrados (equivalente a cinco campos de futebol).

Terminadas as plantações, seguiremos comprometidos com o acompanhamento e a manutenção da área reflorestada ao longo dos próximos anos, para garantir que as mudas cresçam o suficiente até que possam ser cuidadas pela própria natureza.


Acima, marco de finalização da etapa de plantio do Projeto Refloresta na fábrica

Segurança

A área de Segurança e Meio Ambiente da fábrica de Sousas tem o desafio constante de evitar que nossos processos afetem o meio ambiente ou a saúde dos funcionários.

Se, em 2003, o foco de suas ações foi preparar as operações para a inspeção da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), pela qual passamos isentos de observações, em 2004 os esforços se concentraram na avaliação das condições de segurança, saúde e meio ambiente, no planejamento das ações e nos projetos para melhorias nessas áreas. Entre as ações que já estão sendo implementadas podemos citar:

  • Acima, depósito de material promocional na fábrica

    a sinalização de toda a fábrica, que foi renovada para identificar os prédios, a localização de materiais inflamáveis, as rotas de fuga e os equipamentos de segurança;
  • o Plano de Resposta a Emergências, que passou por uma importante revisão;
  • a Brigada de Emergência, que foi reformulada e recebeu treinamento de combate a incêndios e de primeiros socorros;
  • o sistema de alarme de emergências, que passou a ser testado semanalmente.

Destacamos também que, por meio da implementação da Matriz de Treinamento de Segurança e Meio Ambiente, diversos treinamentos passaram a ocorrer periodicamente, entre eles os treinamentos mensais dos subgrupos da Brigada de Emergência, treinamentos de integração de Saúde e Meio Ambiente para novos funcionários e contratados, além da produção de um vídeo de orientação para visitantes.

Outro avanço importante foi o envolvimento da área de Segurança e Meio Ambientedesde o início em todos os projetos de renovação da fábrica, visando a incorporar os padrões de segurança e meio ambiente em todas as fases dos projetos, do planejamento à implantação final.

Ainda em 2004, os procedimentos-padrão de operação, conhecidos como SOPs (Standard Operation Procedures), passaram a ser revisados pela área, a fim de incluir recomendações de segurança e meio ambiente, como o uso de equipamentos de proteção coletivos e individuais. As ações promovidas pela Comissão Interna de Prevenção de Acidentes (CIPA) e pela Semana Interna de Prevenção de Acidentes de Trabalho (SIPAT)complementam esse trabalho.

Este site é para residentes no Brasil


  Por favor, leia nossa Política de Privacidade e fique sabendo como a Merck Sharp & Dohme protege suas informações pessoais de identificação.