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Cinco razões que tornam a vacina contra o HPV de MSD única no Brasil

A vacina quadrivalente contra os tipos 6, 11, 16 e 18 de HPV já está sendo comercializada no Brasil. Saiba por que a vacina quadrivalente contra o HPV é um marco para a saúde da mulher e para a saúde pública de maneira geral.

Os estudos clínicos com o produto, conduzidos por 10 anos com a participação de mais de 20 mil mulheres, comprovaram uma eficácia de 100% na imunização contra os cânceres cervicais provocados pelos tipos 16 e 18 do HPV, com índices baixíssimos de eventos adversos. Veja detalhes a seguir:

Indicação

A vacina quadrivalente contra HPV da Merck Sharp & Dohme foi aprovada pela Anvisa para meninas e mulheres de nove a 26 anos de idade, com a seguinte indicação:

  • câncer de colo do útero, pré-cânceres cervicais (neoplasias intra-epiteliais cervicais [CIN] 2/3 e adenocarcinoma in situ [AIS]) e pré-cânceres vulvares e vaginais (neoplasias intra-epiteliais vulvares [VIN] e vaginais [VaIN] 2/3) causados pelos tipos 16 e 18;
  • verrugas genitais e lesões cervicais de baixo grau causadas pelos tipos 6, 11, 16 e 18.

 

Número de doses

A vacina deve ser ministrada em três doses, com a segunda sendo aplicada dois meses após a primeira, e a terceira seis meses depois da dose inicial. Por enquanto está confirmada a imunização por um período de cinco anos, os estudos de acompanhamento continuam.

Eficácia

Os estudos de fase II e III mostraram que a vacina quadrivalente possui:

  • 100% de eficácia na prevenção de cânceres cervicais,pré-cânceres vulvares e vaginais relacionados com HPV 16 e 18em mulheres que não haviam sido expostas a esses tipos de HPV;
  • 95% de eficácia na prevenção de displasias cervicais de baixo grau (lesões de baixo grau) e pré-câncerescausados por HPV tipos 6, 11, 16 ou 18;
  • 99% de eficácia nos casosverrugas genitais causadas por HPV tipos 6 ou 11.

Proteção estendida

Os estudos clínicos indicaram que, embora a vacina quadrivalente não possa alterar o desenvolvimento de uma infecção já presente, mulheres previamente infectadas com um ou mais tipos de HPV contidos na vacina também são protegidas contra as doenças causadas pelos demais tipos combatidos pela vacina. Uma mulher que já esteja infectada pelo HPV 16, por exemplo, se for vacinada, poderá obter proteção contra os tipos 6, 11 e 18.

Os estudos de desenvolvimento da vacina contemplaram a prática clínica da profilaxia feita com uma vacinação universal, independentemente do status de infecção pelo HPV no ingresso no estudo. Além disso, sendo uma vacina quadrivalente, demonstrou proteção para o desenvolvimento de doenças causadas por outros tipos de HPV presentes na vacina, mesmo quando a paciente já tinha infecção por um dos tipos de HPV que fazem parte da vacina.

Na análise modificada de intenção de tratamento que incluiu a parcela de 27% das mulheres que eram positivas para um dos tipos de HPV da vacina na inclusão do estudo, de um total de 8.625 mulheres (no que recebeu a vacina, contra 8.673 que recebeu placebo) ocorreu uma proteção de 94% (IC 88%, 97%) das mulheres em desenvolver NIC e 95% (IC 90%, 98%) do desenvolvimento de verrugas genitais, relacionadas aos HPV 6, 11, 16 ou 18.

 

Segurança

A vacina foi em geral bem tolerada e poucas participantes (0,1%) saíram do estudo por causa de eventos adversos. Os efeitos colaterais mais comuns foram: dor no local da aplicação (83,9% versus 75,4% com placebo), inchaço no local da aplicação (25,4% versus 15,8%), eritema no local da aplicação (24,6% versus 18,4%), febre (10,3% versus 8,6%), e prurido no local da aplicação (3,1% versus 2,8%). A maior parte das reações no local da injeção foi informada como de intensidade leve a moderada.

 


Locais

Apesar de aprovada pela ANVISA, a vacina quadrivalente contra o HPV deve começar a ser comercializada somente no fim deste ano e poderá ser encontrada nas principais clínicas de imunização do país; mais informações sobre a vacina podem ser obtidas no site www.msdonline.com.br e pelo telefone 0800-012 22 32.

 

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