MSD
Pacientes

Informação

O que é a doença

Saiba mais sobre a Aids

Qual a diferença entre Infecção por HIV e AIDS ?

Nos estágios iniciais da doença, muitas pessoas nem mesmo sabem que estão infectadas pelo HIV. De fato, mais da metade não desenvolve sintomas durante a infecção aguda; esses, ocorrem em geral 2 a 3 semanas após o contágio e se assemelham aos sintomas de gripe, tais como febre, dores articulares e musculares, dor de garganta e queda do estado geral, porém podem ser mais graves, requerendo hospitalização.

Duas a seis semanas após o contágio é desencadeada resposta imunológica contra o vírus, a qual será capaz de controlar a proliferação inicial do vírus, mas é incapaz de eliminá-lo por completo do organismo. Desta forma se desenvolve infecção latente, com destruição progressiva das células de defesa (principalmente dos linfócitos T CD4) do organismo. Esse período é, na maior parte das vezes, assintomático. Com a progressão da infecção, a pessoa fica mais suscetível às doenças relacionadas à queda de imunidade.

AIDS e doenças relacionadas à AIDS

Quando o número de linfócitos CD4 situa-se abaixo de 200 células por milímetro cúbico de sangue, considera-se que o indivíduo tem AIDS, de acordo com a definição americana. Nesses pacientes, podem se manifestar várias doenças, incluindo tipos específicos de infecção denominadas "oportunistas" e outras doenças relacionadas à AIDS. Muitas pessoas descobrem que estão infectadas pelo HIV quando consultam um médico por causa de uma doença que na verdade é uma patologia relacionada à AIDS.

AIDS: Como se transmite?

O HIV - Vírus da Imunodeficiência Humana - é o vírus que causa a AIDS. A principal via de transmissão do HIV é representada pelos fluídos orgânicos. A concentração do vírus varia em cada tipo de fluído. Aqueles particularmente infectantes são o sangue, o sêmen e as secreções cervico-vaginais. O HIV foi detectado na saliva de indivíduos infectados, embora não exista evidência de que o vírus se dissemine pelo contato com a saliva. Não há evidências científicas de que o HIV se propague pelo suor, lágrimas, urina ou fezes ou por meio do contato casual, tal como o compartilhamento de louças e talheres, toalhas e lençóis, piscinas, telefones ou assentos sanitários. Tampouco há evidência de transmissão por meio de insetos, tais como mosquitos ou percevejos.

Prevenir é importante

Existem certos comportamentos de alto risco que devem ser evitados, tais como:

- o compartilhamento de agulhas ou seringas utilizadas para administração de drogas ilícitas
- a prática de sexo sem proteção com uma pessoa infectada ou com alguém pertencente a um grupo de risco, que nunca tenha feito o teste para detecção do HIV.

Avanços no tratamento

Embora ainda não haja cura para a infecção pelo HIV e para a AIDS, uma das mais promissoras alternativas para ajudar as pessoas infectadas pelo HIV a conviver com a doença é representada pelos medicamentos novos e mais potentes. O surgimento de novos agentes anti-retrovirais tem permitido avanços sem precedentes no combate ao HIV. A ênfase do tratamento desviou-se da monoterapia para o uso de associações potentes de agentes anti-retrovirais. O objetivo da terapia anti-retroviral altamente ativa ("HAART") é reduzir a carga viral para níveis abaixo dos limites de detecção pelos testes mais sensíveis disponíveis, e manter esse efeito pelo maior tempo possível, no maior número de pessoas. A supressão da replicação viral permite a restauração do sistema imunológico, retarda a progressão da doença e melhora a saúde e o bem-estar das pessoas que convivem com o HIV ou a AIDS.

Inibidores da transcriptase reversa

Estes medicamentos (AZT, ddI, d4T, 3TC, ddC, Abacavir) atuam inibindo a transcriptase reversa, enzima responsável pela conversão do RNA do HIV em DNA. Sem isso, o vírus não consegue se replicar. Os inibidores da transcriptase reversa foram os primeiros medicamentos a serem desenvolvidos contra o HIV e foram seguidos pelo desenvolvimento de uma outra classe, os inibidores da transcriptase reversa não-nucleosídeos (ITRNNs: Efavirenz, Nevirapina e Delavirdina). Embora atuem de formas diferentes, todos dificultam a atividade da transcriptase reversa; entretanto, o vírus é capaz de sofrer mutação para alterar o "formato" de sua enzima transcriptase reversa, reduzindo a eficácia dessas medicações.

Este site é para residentes no Brasil


  Por favor, leia nossa Política de Privacidade e fique sabendo como a Merck Sharp & Dohme protege suas informações pessoais de identificação.