Guia MSD de Asma
Recursos
Glossário de termos
Ácaros: microorganismos presentes no pó doméstico, carpetes, plantas e pêlo de alguns animais. São a fonte mais importante de agentes alérgicos.
Agonistas ß2 de ação prolongada: (ver “bronco-dilatadores de ação prolongada)
Agonistas ß2 de corta efeito: (ver “bronco-dilatadores de ação rápida”)
Alergênico: substância capaz de produzir uma reação de alergia, “hipersensibilidade” ou “hiper-reação”. Alguns alergênicos comuns são os ácaros, os polens, a caspa dos animais, o pó doméstico, as penas e diversos alimentos.
Alergia: resposta exagerada do organismo ou “hiper-reação” ao entrar em contato com determinadas substâncias do exterior. As substâncias capazes de provocar uma reação alérgica são conhecidas como substâncias alergênicas ou alergênicos.
Anticorpo: proteína fabricada pelos linfócitos para neutralizar ou destruir um antígeno ou proteína estranha.
Antígeno: substância que pode desencadear uma resposta imunológica e provocar a produção de anticorpos como parte da defesa do corpo frente à infecção e à enfermidade.
Anti-histamínicos: medicamentos direcionados para bloquear a histamina para tratar sintomas de enfermidades alérgicas.
Anti-leucotrienos: (antagonistas dos receptores de leucotrienos) medicamentos de controle da asma que incluem, entre outros, o montelukast sódico, e zafirlukast. Este tipo de medicamentos bloqueia a ação dos chamados leucotrienos, que são substâncias que liberam as células dos pulmões durante um ataque de asma. Os leucotrienos produzem inflamação da parede das vias aéreas, o que desencadeia sintomas como chiados, falta de ar e excesso de muco. Atualmente, o único antileucotrieno comercializado para crianças a partir dos 6 meses é o montelukast.
Aparelho respiratório: conjunto de órgãos que realizam a ventilação e o intercâmbio de oxigênio e dióxido de carbono entre o ar ambiental e o sangue que circula pelos pulmões.
Asma: transtorno inflamatório crônico das vias aéreas; associado a uma hiper-reação das vias aéreas frente a determinados desencadeantes. Ocorre com a obstrução do fluxo de ar; e com sintomas respiratórios como chiado, tosse e sensação de opressão no tórax.
Asma infantil: a enfermidade inflamatória crônica mais freqüente na infância, presente até em 30 por cento das crianças menores que dois anos, a nível mundial. É caracterizada por sintomas como: crises recorrentes de tosse, afogamento e chiado ao respirar, que pode se apresentar em diferentes situações, por exemplo ao rir, ao fazer exercícios, ao chorar, à noite, etc.
Atopia: tendência hereditária para desenvolver reações alérgicas imediatas frente a substâncias que para outros são inócuas. As três enfermidades atópicas por excelência são: a conjuntivite alérgica, a dermatite atópica (eczema) e a asma.
Bronco-constrição: estreitamento dos brônquios que reduz o espaço pelo qual passa o ar pelas vias aéreas, produzindo uma obstrução do fluxo de ar.
Bronco-dilatadores de ação rápida: (agonistas ß2 de ação curta) medicamentos para o tratamento “de resgate” da asma, que relaxam a contração do músculo liso dos brônquios quando ocorre bronco-constrição. São utilizados nas crises graves (exacerbações) de asma para aliviar rapidamente os sintomas. Esse tipo de medicamentos inclui medicamentos como o salbutamol e o fenoterol.
Bronco-dilatadores de ação prolongada: (agonistas ß2 de ação prolongada como os medicamentos formoterol, salmeterol) medicamentos que abrem as vias aéreas obstruídas. Têm um efeito de pelo menos 12 horas de ação, e são utilizados para tratar a asma moderada ou severa, e para tratar sintomas noturnos. Em geral são utilizados em combinação com algum outro medicamento de controle.
Bronquiolite: infecção respiratória aguda das vias respiratórias inferiores que ocorre principalmente em crianças com idade inferior a 18 meses, fundamentalmente como conseqüência do vírus sincicial respiratório (VSR). É caracterizada por sintomas como tosse, chiados e dificuldade respiratória em resposta à inflamação e obstrução dos bronquíolos.
Brônquios e bronquíolos: os brônquios e os bronquíolos são tubos com paredes musculares, revestidos por uma membrana interna que contém células produtoras de muco, e células com três tipos de receptores de superfície os quais percebem a presença de substâncias e estimulam o relaxamento e contração dos músculos subjacentes. O ar penetra no corpo através do nariz e da boca, passa pela garganta até o interior por uma série de condutos que começam na cavidade da laringe e na traquéia. Na seqüência, o ar passa por dois brônquios (direito e esquerdo, um para cada pulmão), que por sua vez dividem-se em ramificações cada vez menores, chamadas “bronquíolos” que vão se aprofundando cada vez mais nos pulmões. Os bronquíolos são os responsáveis por transportar o ar para dentro e fora dos sacos de ar denominados “alvéolos”, local onde se produz a troca de oxigênio e dióxido de carbono.
Bronquite: inflamação dos brônquios.
Budesonida: fármaco anti-inflamatório para o tratamento da asma, pertencente à família dos corticosteróides, que é administrado por inalação. É um medicamento eficaz.
Chiados: “chiados ao respirar”. São produzidos pela passagem do ar através de uma via estreitada e podem ser escutados especialmente durante a expiração.
Citocinas: importantes agentes mediadores do processo da inflamação, são bloqueados pela ação dos corticóides.
Corticosteróide: família de medicamentos anti-inflamatórios para o tratamento da asma (entre outras enfermidades), que podem ser administrados por via oral ou por inalação. Conta com alguns efeitos secundários.
Crises de asma: (exacerbação) episódio de duração variável (minutos a dias) que se manifesta com chiados, tosse, fadiga, sensação de opressão torácico e sensação de falta de ar. Quando é grave, pode surgir cianose (cor azulada ou tom de amora na pele) e os chiados não são mais ouvidos. Se a crise for muito grave e não for tratada a tempo, pode chegar a ser fatal. Em um ataque de asma, ocorrem três alterações nos pulmões: as células dos condutos aéreos produzem mais muco que o normal, e como esse muco é muito espesso tende a obstruí-los; os condutos aéreos se inflamam e os músculos se contraem. Essas alterações fazem com que as vias aéreas se estreitem e que a respiração seja dificultada.
Crônico: que permanece por muitos anos, possivelmente por toda a vida.
Dermatite atópica: quadro cutâneo que habitualmente se apresenta por bolhas e de diversas formas. É uma inflamação crônica das camadas superficiais da pele, que se apresenta com freqüência em indivíduos com asma ou rinite alérgica.
Desencadeantes: substâncias ou circunstâncias capazes de provocar sintomas de asma (alergenos, exercício, emoções, frio, estresse, processos infecciosos, alimentos, etc.)
Dispnéia: sensação de falta de ar ou dificuldade para respirar. Afogamento.
Eczema: reação cutânea que produz prurido, sequidão e descamação da pele.
Espirometria: teste de função pulmonar realizado com um espirômetro. Ajuda a diagnosticar a asma e a comprovar a evolução da doença.
Espirômetro: aparelho utilizado para a realização de uma espirometria. Apresenta um bocal, um tubo e um dispositivo de registro. Para utilizar um espirômetro, a pessoa inspira profundamente e em seguida expira com força o mais rápido possível, através do tubo. O instrumento de registro mede o volume inspirado ou expirado e a duração de cada respiração.
Exacerbação: (ver “crise de asma”)
Febre do feno: sinônimo de rinite alérgica.
Fluticasona: medicamento anti-inflamatório para o tratamento da asma, pertence à mesma família dos corticosteróides que são administrados por inalação. É um medicamento muito eficaz.
Função pulmonar: é um dos elementos que permite o diagnóstico da asma, e é medido com o espirômetro. A espirometria pode ser feita a partir dos 5 anos, embora sua confiabilidade maior seja obtida a partir dos 7-8 anos.
GINA (Global Initiative for Asthma): Iniciativa Global para a Asma. Projeto de âmbito mundial inspecionado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e pelas mais importantes sociedades científicas e organizações sanitárias nacionais e internacionais. Organiza, entre outras atividades, O Dia Mundial da Asma, que é celebrado na primeira semana de maio.
Gramíneas: grupo de plantas e ervas cujo pólen pode agir como um alergeno.
Hiper-reação bronquial: resposta exagerada da via aérea frente a diversos estímulos, que se manifesta como uma obstrução do fluxo de ar, podendo chegar a desencadear sintomas (chiados, tosse, etc.) e a alterar a função pulmonar.
Histamina: importante agente mediador da inflamação, muito freqüente nos processos alérgicos.
Fungos: microorganismos que podem comportar-se como alergenos, desencadeando asma.
Inflamação: É o inchaço, dor, calor ou cor avermelhada que se produz em um tecido como conseqüência de uma lesão química ou física, ou como produto de uma infecção. É uma característica das reações alérgicas que são produzidas no nariz, pulmões e pele. É um fenômeno fisiopatológico subjacente à asma, razão por que definimos a asma como uma enfermidade inflamatória crônica.
Imunoglobulina E: IgE. Anticorpo envolvido nos processos alérgicos.
Imunoglobulinas: anticorpos ou proteínas encontradas no sangue e fluidos provenientes dos tecidos que são produzidos pelas células do sistema imunológico para unir-se a substâncias reconhecidas como antígenos estranhos no corpo.
Imunoterapia: tratamento da alergia que consiste em administrar doses crescentes dos agentes que as causam, com a intenção de modificar a resposta imunológica do indivíduo.
Irritante: substâncias que podem afetar as vias aéreas e desencadear sintomas de asma. Os mais freqüentes são: fumaça de cigarro, de madeira queimada ou de outros químicos, gases ou vapores no local de trabalho, odores ou aerosóis muito fortes como alguns perfumes, produtos de limpeza, tinta ou verniz.
Leucotrienos: Potentes agentes mediadores da inflamação e bronco-constrição. Sua ação é bloqueada pelos medicamentos antileucotrienos como o montelukast.
Linfócito: glóbulos brancos que combatem as infecções.
Máscara nebulizadora: elemento que se acopla ao inalador clássico para facilitar a inalação do medicamento. É semelhante a uma garrafinha que pode ser de plástico transparente ou metálica.
Mediadores: substâncias que transmitem “mensagens” químicas entre diferentes zonas do organismo. As citocinas e os leucotrienos são potentes mediadores da inflamação das vias respiratórias.
Medidor de pico de fluxo máximo: (“peak flow”) o medidor de pico máximo expiratório, instrumento capaz de trazer informação sobre um dos parâmetros da função pulmonar. É transportável e muito útil para o autocontrole da asma na residência, uma vez que permite sabe quando a função pulmonar está caindo, a fim de poder tomar as medidas necessárias.
Mofo: é um tipo de fungo. Liberam pequenos esporos no ar, está presente em qualquer espaço úmido, como por exemplo folhas de árvores cortadas, nos banheiros, ou na roupa úmida que fica acumulada.
Montelukast: medicamento pertencente à família dos antileucotrienos, medicamentos anti-inflamatórios indicados para o tratamento dos sintomas diurnos e noturnos da asma persistente, leve a moderada. É administrado por vi oral (em forma de comprimidos ou de pílulas finas) uma vez ao dia e é um medicamento que mostrou ser eficaz e ter um bom perfil de segurança em crianças desde os seis meses de idade em diante.
Nebulizador: dispositivo para administrar os medicamentos por via nasal.
Obstrução bronquial: bloqueio ou impedimento da passagem de ar para os brônquios
Peak flow: denominação em inglês do medidor de pico de fluxo máximo
Pólen: partículas de tamanho microscópico formadas pelas células masculinas do aparelho reprodutor das plantas com flor. Muitas árvores e ervas rasteiras como as pradarias ou gramados dos parques, têm tipos pequenos de pólen, leve e seco aptos a disseminar-se com as correntes de ar. Este é um dos principais agentes alergênicos. Como exemplos, temos o pólen de: gramíneas, ervas daninhas, árvores e arbustos.
Pulmões: órgãos do aparelho respiratório (ver Aparelho Respiratório)
Reação alérgica: (ver “Alergia”)
Refluxo gastro-esofágico: uma condição na qual os ácidos do estômago voltam ao esôfago, pode piorar os sintomas da asma. Os sintomas para identificar esse fator desencadeante incluem acidez freqüente, arrotos e o aumento dos sintomas da asma após as refeições. Tratar o refluxo é importante para diminuir os sintomas da asma. Está frequentemente associado à asma dos lactantes.
Resgate (medicamentos de): medicamentos que são administrados para aliviar imediatamente os sintomas da asma. Não servem para prevenir seu surgimento. Nesta categoria estão incluídos os agonistas beta de corta efeito.
Resfriado: Inflamação das mucosas das vias aéreas superiores, com aumento de secreção fundamentalmente nasal.
Reversibilidade: capacidade de melhora da função pulmonar pela administração de um bronco-dilatador de ação rápida.
Rinite alérgica: inflamação das vias nasais, geralmente associada à secreção nasal aquosa, espirros e prurido nasal e ocular. É conseqüência de uma reação de hipersensibilidade em resposta a diversos alergenos: pó doméstico, caspa dos animais ou pólen. A febre do feno é também conhecida como rinite sazonal alérgica.
Salbutamol: medicamento bronco-dilatador utilizado como tratamento de resgate (de alívio imediato dos sintomas) para a asma.
Sensibilização: reação adquirida na qual se desenvolvem anticorpos específicos em resposta a um antígeno. Isto se provoca de forma deliberada na vacinação, mediante a injeção de um organismo patogênico (ou um fragmento) alterado de tal forma que não seja mais infeccioso, embora conserve sua capacidade de provocar a produção de anticorpos que lutem contra a enfermidade.
Severidade da asma: nível de gravidade da asma. Pode ser leve, moderada ou grave.
Teofilina: medicamento bronco-dilatador para o tratamento do controle ou resgate da asma (de acordo com a dose e apresentação).
Teste de indução: prova diagnóstica que consiste em expor um indivíduo a uma substância suspeita de ser a causadora dos sintomas.
Teste de exercício: prova que mede a hiper-reação bronquial frente ao exercício.
Teste de variabilidade: Prova diagnóstica de asma que consiste em avaliar a diferença que existe entre a medição do fluxo máximo obtido em casa, na primeira hora da manhã e o noturno.
Tosse: expulsão sonora e súbita de ar procedentes dos pulmões. A tosse é uma resposta protetora básica que serve para limpar os pulmões, brônquios e traquéia de irritantes e secreções, ou para prevenir aspirações de material estranho nos pulmões.
Vírus: microorganismo minúsculo, causador de infecções.
Perguntas mais freqüentes
Qual é o clima ideal para uma pessoa com asma?
Visto que existem diferentes fatores desencadeantes dos sintomas da asma e que diferem de pessoa a pessoa, não há como indicar um clima específico ideal para aqueles que sofrem de asma. A quantidade de alguns tipos de substâncias alérgicas como o pólen ou os ácaros são menores em altitudes mais elevadas como as regiões de montanha, o que pode vir a ser uma opção para aqueles que são alérgicos a esse tipo de substância. Consultar um médico é a melhor maneira de se obter a recomendação adequada.
Existe alguma técnica de respiração que possa ser utilizada ao piorarem os sintomas da asma?
Existem algumas técnicas de respiração que podem ser úteis, por exemplo: sentar-se em uma cadeira e suspender os braços para a parte de trás do assento, ou ficar em pé inclinando os braços sobre a mesa e respirar lentamente com os lábios levemente cerrados. É necessário consultar um médico
A asma pode afetar a escolha de uma carreira profissional?
Antes de se decidir por alguma carreira, é importante discutir as diferentes alternativas com o médico. Alguns trabalhos que exigem a exposição durante longas horas a ambientes com fumaça, pó ou aromas irritantes, podem não ser recomendáveis.
Como é possível melhorar o ambiente geral da residência?
É importante manter a casa limpa e bem ventilada. Os pisos de madeira ou piso frio são mais recomendáveis do que os carpetes que tendem a acumular maior quantidade de pó e ácaros. Não é aconselhável ter animais com pelo, ou pássaros na casa (mesmo que não seja especificamente alérgico a eles) pois podem aumentar a quantidade de pó na casa.
Evitar perfumes e desodorantes fortes. Não permitir que ninguém fume dentro da casa.
Posso ter um bicho de estimação, se sou asmático?
Depende do mascote. Peixes e répteis podem ser adequados. Uma pessoa asmática ou alérgica não deve, se é alérgica aos animais, conviver com eles.
Meu filho vai se curar da asma quando crescer?
O desafio do pediatra e dos pais é identificar a criança que apresenta chiados nas primeiras etapas e que não terá asma mais para frente, e aquele que continuará com chiados de maneira persistente. Alguns bebês apresentam chiados quando têm infecções virais e deixam de tê-los quando são maiores e suas vias aéreas se desenvolvem. Se uma criança têm eczema ou dermatite atópica, e sua mãe é asmática ou em sua casa existe alguém que fuma, a possibilidade de que desenvolva chiados persistentes será maior. Algumas crianças apresentam sintomas de asma que melhoram na adolescência, enquanto que em outros esses sintomas pioram. Em geral, os sintomas em crianças pequenas parecem melhorar, mas a asma pode voltar a manifestar-se mais tarde.
A asma tem cura?
Atualmente não existe uma cura definitiva para a asma. Todavia, ela pode ser controlada com um tratamento adequado e acompanhamento cuidadoso. A asma é uma enfermidade inflamatória crônica, mas não há porque ser uma condição progressiva e debilitante. Com um tratamento correto e medicamentos adequados, uma pessoa pode ter uma função pulmonar normal ou praticamente normal.
Meu filho pode fazer exercícios?
Em geral, as crianças asmáticas podem praticar atividade física que não precisa ser limitada. O exercício regular é benéfico, especialmente para as pessoas com asma. O exercício moderado aumenta o bem estar emocional e físico e pode ajudar a controlar a doença. Existem esportes mais propensos a desencadear a asma do que outros. Os esportes com baixo risco de asma são a natação ou aqueles exercícios que incluam paradas e continuações, como por exemplo o tênis. Além disso, é possível prevenir o aparecimento de sintomas utilizando um bronco-dilatador ou um antileucotrieno antes de iniciar o exercício. É importante respirar pelo nariz, pois a via nasal atua como filtro natural e consegue umedecer e acondicionar o ar na temperatura adequada. Daí a importância de manter uma via aérea sem obstrução ou permeável com o uso adequado dos medicamentos apropriados. Logicamente que, caso exista uma alergia a pólen, nos dias ensolarados e de vento não seria aconselhado praticar exercícios ao ar livre. Alguns irritantes não específicos, como as concentrações de cloro em piscinas cobertas podem atuar como desencadeadores de sintomas.
Diretrizes ARIA
“ARIA” são as siglas para referir-se a “Iniciativa sobre a Rinite Alérgica e seu Impacto sobre a Asma” impulsionada pela Organização Mundial da Saúde, e que se baseia no desenvolvimento de uma estratégia global para prevenir a asma a partir do controle da rinite alérgica. Essa estratégia começou a formar-se em dezembro de 1999, quando especialistas de todo o mundo se reuniram para esta iniciativa.
Os objetivos prioritários da ARIA são: aumentar o conhecimento da comunidade médica, dos órgãos públicos e da população em geral, sobre as enfermidades alérgicas como um problema de saúde pública que pode ser prevenido; preparar diretrizes de tratamento baseadas em comprovação científica sobre o controle da rinite alérgica como um fator chave para o tratamento da asma; educar médicos e outros profissionais da saúde sobre a relevância da rinite alérgica na asma; e educar a população e impulsionar o diálogo com os médicos sobre os riscos fatais potenciais da alergia e da asma, especialmente em crianças. Estima-se que uma melhor educação e mais diálogo com os profissionais médicos por parte de familiares e pacientes poderiam evitar quase que 25.000 mortes por ano que ocorrem em crianças com asma.
Diretrizes GINA
No ano 1992 a Organização Mundial da Saúde, juntamente com o Instituto Nacional do Coração, Pulmão e Sangue dos Estados Unidos formaram a “Iniciativa Global para a Asma”; mundialmente conhecida por suas siglas em inglês GINA. O objetivo dessa iniciativa é o de reduzir as mortes e incapacidades geradas pela asma, a partir do desenvolvimento e implementação de uma estratégia de controle e prevenção da doença.
Entre as atividades realizadas pela GINA desde a sua criação, incluem-se: o preparo de informativos que detalham os novos dados da doença (mecanismo de ação, causas, fatores de risco) e informação educativa sobre o controle da asma e seus aspectos sócio-econômicos; o desenvolvimento de diretrizes de tratamento da asma para médicos, pacientes, enfermeiras e agências sanitárias, a realização de encontros em mais de 80 países para introduzir o programa da GINA na comunidade médica e nos órgãos de saúde pública; e a disseminação de informações sobre a asma em mais de 20 idiomas.
Consenso de pediatras europeus
Simultaneamente à reunião anual da Sociedade Respiratória Européia (ERS – iniciais em inglês) do ano 2005, um grupo de renomados especialistas desse continente impulsionou o desenvolvimento de novas diretrizes para o tratamento da asma pediátrica. O objetivo é que essas diretrizes possam trazer as diferenças no tratamento da asma em crianças em comparação com em adultos, e que possam ser reconhecidas as necessidades especiais das crianças em idades diferentes. O consenso foi avaliado por 36 especialistas em asma pediátrica de 18 países.
As novas diretrizes deverão incluir:
-
O reconhecimento de diferentes formas de asma relacionadas com a idade, com múltiplos fatores desencadeantes como as infecções virais, as alergias e as atividades da infância como o jogo e o exercício físico.
-
A fisiopatologia e os fatores desencadeantes únicos na infância e diferentes dos da asma nos adultos.
-
Necessidades de tratamento diferentes nas crianças de acordo com sua idade, flexibilidade para individualizar a terapia e controlar os sintomas e a inflamação das vias aéreas.
-
Opções de tratamento a longo prazo, seguras e eficazes
-
Monitoramento dos sintomas a longo prazo
-
Diagnóstico de comorbilidade e seu impacto sobre a asma infantil
-
Critérios de diagnóstico
-
Estratégias para prevenção de potenciais fatores de risco ambientais
Conselhos Práticos
Conselhos práticos:
-
Solicitar ao médico um tratamento personalizado por escrito para o controle da asma, que se adapte a horários e estruturas de vida. O plano deve incluir os medicamentos a serem administrados e os fatores desencadeantes que devem ser evitados.
-
Saber reconhecer os sintomas da asma
-
Evitar os possíveis fatores desencadeantes ou disparadores
-
Seguir o tratamento e conhecer as medicações
-
Saber o que fazer em uma situação de emergência
-
Em crianças com asma é importante compartilhar medidas e informações sobre a doenças com os professores e com os que cuidam da criança.
-
É importante que as reações, ações e emoções dos pais, ligadas a uma crise de asma de seu filho, estejam direcionadas a minimizar o impacto sobre a criança, a fim de que adquira um conceito de que o tratamento da doença e o controle são possíveis.
-
Não fumar e evitar ambientes onde se fume
-
Recomenda-se que os pais comuniquem aos professores da escola, ao início do ano letivo, as possíveis limitações que a criança possa vir a ter (informação que os pais deverão ter solicitado previamente ao médico), bem como sobre os tratamentos que utiliza, especialmente quando se trata de fazer exercícios. É muito importante não fazer drama sobre a doença e nem super proteger a criança, e tampouco dar um tratamento diferente por sofrer de asma. Trata-se de tentar diminuir a ansiedade que possa provocar a doença e evitar atitudes evasivas por parte da criança ao realizar exercícios, bem como vergonha por ter que tomar remédios na escola.
Conselhos para viajar com asma
Toda pessoa asmática ou alérgica deverá considerar uma séria de indicações antes de sair de viagem. A Academia Americana de Asma, Alergia e Imunologia recomenda:
-
Considerar as mudanças no ambiente que possam afetar as alergias ou a asma. O clima e a temporada do local de destino trarão irritantes e substâncias alérgicas específicas. Em climas úmidos tropicais existe maior exposição ao pólen, ácaros e mofos; por sua vez, o ar muito frio e seco pode ser um fator desencadeante de crises asmáticas.
-
Antes de iniciar uma viagem longa de carro, verificar o aquecimento ou o ar condicionado e abrir as janelas durante 10 minutos antes de entrar, para evitar os possíveis ácaros de pó ou mofo que possam existir.
-
Em caso de alergia ao pólen, viajar com os vidros do carro fechados.
-
A contaminação do ar exterior pode piorar os sintomas ao viajar de carro; por isso, sugere-se viajar bem cedo pela manhã ou tarde da noite, quando a qualidade do ar é melhor, devido a um menor fluxo de veículos.
-
Em caso de viagens de avião, prestar atenção aos alimentos já que geralmente eles provêm de fornecedores independentes, o que torna difícil que a tripulação a bordo indique os ingredientes do alimento.
-
As pessoas com eczema devem tomar cuidado especial com a exposição ao sol ou à água, pois pode piorar os sintomas.
-
Tomar cuidado com os quartos de hotel, pois em muitos casos contêm grandes concentrações de ácaros e pó presentes em carpetes, colchões e móveis estofados. Em alguns casos, o cheiro de produtos de limpeza pode ser também um problema para os asmáticos.
-
Atividades como ir acampar podem aumentar o contato com determinados agentes alérgicos como, por exemplo, o pólen exterior ou alguns insetos. É importante tomar os cuidados necessários e contar com os medicamentos adequados.
-
Esquiar ou praticar esportes de inverno pode não ser muito recomendável para algumas pessoas com asma, uma vez que o ar muito frio é um fator desencadeante de agravamentos.
-
Uma pessoa com sintomas de alergia ou asma não estável deve consultar o médico e submeter-se a um exame antes de realizar uma viagem.
-
É importante levar sempre todos os medicamentos necessários em uma bolsa ou maleta de mão.
-
Levar um medidor de fluxo máximo e ter à mão medicamentos de resgate em caso de vir a ocorrer uma crise.
-
Caso haja o cruzamento de regiões horárias, calcular as diferenças a fim de manter constantes as doses de medicamentos.
-
Ter seguro médico para viagens e ter todos os telefones necessários, caso haja uma urgência médica.
Página úteis
Academia Européia de Alergologia e Imunologia Clínica
www.eaaci.net/site/homepage.php
AIROSO
www.airosocuidadeti.com
American Academy of Allergy Asthma and Immunology
www.aaaai.org
ARIA
www.whiar.com
Asthma UK (formerly National Asthma Campaign)
www.asthma.org.uk
Canadian Network for Asthma Care
www.cnac.net
Centers for Disease Control and Prevention.
www.cdc.gov
European Association of Asthma and Allergy Associations
www.efanet.org
GINA - Iniciativa Global para a Asma.
www.ginasthma.com
Merck Sharp and Dohme.
www.msd.com.mx
National Heart, Lung and Blood Institute (US)
www.nhlbi.nih.gov
Organização Mundial da Alergia.
www.worldallergy.org
Sociedade Respiratória Européia.
www.ersnet.org
World Health Organization
www.who.int/en




