Guia MSD de Asma
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Glossário

Ácaros: microorganismos presentes no pó doméstico, carpetes, plantas e pêlo de alguns animais. São a fonte mais importante de agentes alérgicos.
Alérgeno: substância capaz de produzir uma reação de alergia, “hipersensibilidade” ou “hiper-reação”. Alguns alérgenos comuns são os ácaros, os pólens, a caspa dos animais, o pó doméstico, as penas e alguns alimentos.
Alergia: resposta exagerada do organismo ou “hiper-reação” ao entrar em contato com determinadas substâncias do exterior. As substâncias capazes de provocar uma reação alérgica são conhecidas como alérgenos.
Anticorpo: proteína fabricada pelos linfócitos para neutralizar ou destruir um antígeno ou proteína estranha.
Antígeno: substância que pode desencadear uma resposta imunológica e provocar a produção de anticorpos como parte da defesa do corpo frente à infecção e à enfermidade.
Aparelho respiratório: conjunto de órgãos que realiza a ventilação e o intercâmbio de oxigênio e dióxido de carbono entre o ar ambiental e o sangue que circula pelos pulmões.
Asma: transtorno inflamatório crônico das vias aéreas; associado a uma hiper-reação das vias aéreas frente a determinados desencadeantes. Ocorre com a obstrução do fluxo de ar; e com sintomas respiratórios como chiado, tosse e sensação de opressão no tórax.
Asma infantil: a enfermidade inflamatória crônica mais frequente na infância, presente até em 30% das crianças menores que dois anos. É caracterizada por sintomas como: crises recorrentes de tosse, chiado ao respirar, que pode ocorrer em diferentes situações, por exemplo ao rir, ao fazer exercícios, ao chorar, à noite, etc.
Atopia: tendência hereditária para desenvolver reações alérgicas imediatas frente a substâncias que para outros são inócuas. As três enfermidades atópicas por excelência são: a conjuntivite alérgica, a dermatite atópica (eczema) e a asma.
Broncoconstrição: estreitamento dos brônquios que reduz o espaço pelo qual passa o ar pelas vias aéreas, produzindo uma obstrução do fluxo de ar.
Bronquiolite: infecção respiratória aguda das vias respiratórias inferiores que ocorre principalmente em crianças com idade inferior a 18 meses, fundamentalmente como consequência do vírus sincicial respiratório (VSR). É caracterizada por sintomas como tosse, chiados e dificuldade respiratória em resposta à inflamação e obstrução dos bronquíolos.
Brônquios e bronquíolos: os brônquios e os bronquíolos são tubos com paredes musculares, revestidos por uma membrana interna que contém células produtoras de muco, e células com três tipos de receptores de superfície os quais percebem a presença de substâncias e estimulam o relaxamento e contração dos músculos subjacentes. O ar penetra no corpo através do nariz e da boca, passa pela garganta até o interior por uma série de condutos que começam na cavidade da laringe e na traqueia. Na sequência, o ar passa por dois brônquios (direito e esquerdo, um para cada pulmão), que por sua vez dividem-se em ramificações cada vez menores, chamadas “bronquíolos” que vão se aprofundando cada vez mais nos pulmões. Os bronquíolos são os responsáveis por transportar o ar para dentro e fora dos sacos de ar denominados “alvéolos”, local onde se produz a troca de oxigênio e dióxido de carbono.
Bronquite: inflamação dos brônquios.
Chiados: “chiados ao respirar”. São produzidos pela passagem do ar através de uma via estreitada e podem ser escutados especialmente durante a expiração.
Citocinas: importantes agentes mediadores do processo da inflamação.
Corticosteróide: classe de medicamentos anti-inflamatórios para o tratamento da asma (entre outras enfermidades).
Crises de asma: (exacerbação) episódio de duração variável (minutos a dias) que se manifesta com chiados, tosse, fadiga, sensação de pressão no tórax e falta de ar. Quando é grave, pode surgir cianose (cor azulada ou tom de amora na pele) e os chiados não são mais ouvidos. Se a crise for muito grave e não for tratada a tempo, pode ser fatal. Em uma crise de asma, ocorrem três alterações nos pulmões: as células das vias aéreas produzem mais muco que o normal, e como esse muco é muito espesso tende a obstruí-las; as vias aéreas se inflamam e os músculos se contraem. Essas alterações fazem com que as vias aéreas se estreitem, dificultando a respiração.
Crônico: que permanece por muitos anos, possivelmente por toda a vida.
Dermatite atópica: quadro cutâneo que habitualmente se apresenta por bolhas de diversas formas. É uma inflamação crônica das camadas superficiais da pele, que se apresenta com frequência em indivíduos com asma ou rinite alérgica.
Desencadeantes: substâncias ou circunstâncias capazes de provocar sintomas de asma (alérgenos, exercício, emoções, frio, estresse, processos infecciosos, alimentos, etc.)
Dispneia: sensação de falta de ar ou dificuldade para respirar.
Eczema: reação cutânea que produz prurido, secura e descamação da pele.
Espirometria: teste de função pulmonar realizado com um espirômetro. Ajuda a diagnosticar a asma e a comprovar a evolução da doença.
Espirômetro: aparelho utilizado para a realização de uma espirometria. Apresenta um bocal, um tubo e um dispositivo de registro. Para utilizar um espirômetro, a pessoa inspira profundamente e em seguida expira com força o mais rápido possível, através do tubo. O instrumento de registro mede o volume inspirado ou expirado e a duração de cada respiração.
Exacerbação: (ver “crise de asma”)
Febre do feno: sinônimo de rinite alérgica.
Função pulmonar: é um dos elementos que permite o diagnóstico da asma, e é medido com o espirômetro. A espirometria pode ser feita a partir dos 5 anos, embora sua confiabilidade maior seja obtida a partir dos 7-8 anos.
GINA (Global Initiative for Asthma): Iniciativa Global para a Asma. Projeto mundial inspecionado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e pelas mais importantes sociedades científicas e organizações sanitárias nacionais e internacionais. Organiza, entre outras atividades, o Dia Mundial da Asma, na primeira semana de maio.
Gramíneas: grupo de plantas e ervas cujo pólen pode agir como um alérgeno.
Hiper-reação bronquial: resposta exagerada da via aérea frente a diversos estímulos, que se manifesta como uma obstrução do fluxo de ar, podendo chegar a desencadear sintomas (chiados, tosse, etc.) e a alterar a função pulmonar.
Histamina: importante agente mediador da inflamação, muito frequente nos processos alérgicos.
Fungos: microorganismos que podem comportar-se como alérgenos, desencadeando asma.
Inflamação: É o inchaço, dor, calor ou cor avermelhada que se produz em um tecido como consequência de uma lesão química ou física, ou como produto de uma infecção. É uma característica das reações alérgicas no nariz, pulmões e pele. É um fenômeno fisiopatológico subjacente à asma, razão por que definimos a asma como uma enfermidade inflamatória crônica.
Imunoglobulina E: IgE. Anticorpo envolvido nos processos alérgicos.
Imunoglobulinas: anticorpos ou proteínas encontradas no sangue e fluidos provenientes dos tecidos que são produzidos pelas células do sistema imunológico para unir-se a substâncias reconhecidas como antígenos estranhos no corpo.
Imunoterapia: tratamento da alergia que consiste em administrar doses crescentes dos agentes que as causam, com a intenção de modificar a resposta imunológica do indivíduo.
Irritante: substâncias que podem afetar as vias aéreas e desencadear sintomas de asma. Os mais frequentes são: fumaça de cigarro, de madeira queimada ou de outros químicos, gases ou vapores no local de trabalho, odores ou aerossóis muito fortes como alguns perfumes, produtos de limpeza, tinta ou verniz.
Linfócito: glóbulos brancos que combatem as infecções.
Máscara nebulizadora: elemento que se acopla ao inalador clássico para facilitar a inalação do medicamento. É semelhante a uma garrafinha que pode ser de plástico transparente ou metálica.
Mediadores: substâncias que transmitem “mensagens” químicas entre diferentes zonas do organismo.
Medidor de pico de fluxo máximo: (“peak flow”) o medidor de pico máximo expiratório, instrumento capaz de trazer informação sobre um dos parâmetros da função pulmonar. É portátil e muito útil para o autocontrole da asma em domícilio, uma vez que permite que se saiba quando a função pulmonar está reduzida, a fim de poder tomar as medidas necessárias.
Mofo: é um tipo de fungo. Liberam pequenos esporos no ar, presentes em qualquer espaço úmido, como por exemplo folhas de árvores cortadas, nos banheiros, ou na roupa úmida.
Nebulizador: dispositivo para administrar os medicamentos por via nasal.
Obstrução bronquial: bloqueio ou impedimento da passagem de ar para os brônquios
Pólen: partículas de tamanho microscópico formadas pelas células masculinas do aparelho reprodutor das plantas com flor. Muitas árvores e ervas rasteiras, têm tipos pequenos de pólen, que podem se disseminar com as correntes de ar. Este é um dos principais alérgenos. Como exemplos, temos o pólen de: gramíneas, ervas daninhas, árvores e arbustos.
Pulmões: órgãos do aparelho respiratório (ver Aparelho Respiratório)
Reação alérgica: (ver “Alergia”)
Refluxo gastro-esofágico: uma condição na qual os ácidos do estômago voltam ao esôfago, pode piorar os sintomas da asma. Os sintomas para identificar esse fator desencadeante incluem acidez frequente, arrotos e o aumento dos sintomas da asma após as refeições. Tratar o refluxo é importante para diminuir os sintomas da asma. Está frequentemente associado à asma dos lactantes.
Resgate (medicamentos de): medicamentos administrados para aliviar imediatamente os sintomas da asma. Não servem para evitar o surgimento de asma.
Resfriado: Inflamação das mucosas das vias aéreas superiores, com aumento de secreção nasal.
Reversibilidade: capacidade de melhora da função pulmonar pela administração de um broncodilatador de ação rápida.
Rinite alérgica: inflamação das vias nasais, geralmente associada à secreção nasal aquosa, espirros e prurido nasal e ocular. É consequência de uma reação de hipersensibilidade em resposta a diversos alérgenos: pó doméstico, caspa dos animais ou pólen. A febre do feno é também conhecida como rinite sazonal alérgica.
Sensibilização: reação adquirida na qual se desenvolvem anticorpos específicos em resposta a um antígeno. Isto acontece de forma deliberada na vacinação, mediante a injeção de um organismo patogênico (ou um fragmento) alterado de tal forma que não seja mais infeccioso, embora conserve sua capacidade de provocar a produção de anticorpos que lutem contra a enfermidade.
Teste de indução: prova diagnóstica que consiste em expor um indivíduo a uma substância suspeita de ser a causadora dos sintomas.
Teste de exercício: prova que mede a hiper-reação bronquial frente ao exercício.
Teste de variabilidade: exame para diagnóstico de asma que consiste em avaliar a diferença que existe entre a medição do fluxo máximo obtido em casa, na primeira hora da manhã e o noturno.
Tosse: expulsão sonora e súbita de ar procedentes dos pulmões. A tosse é uma resposta protetora básica que serve para limpar os pulmões, brônquios e traqueia de irritantes e secreções, ou para prevenir aspirações de material estranho nos pulmões.
Vírus: microorganismo minúsculo, causador de infecções.
Perguntas mais frequentes
Qual é o clima ideal para uma pessoa com asma?
Visto que existem diferentes fatores desencadeantes dos sintomas da asma e que diferem de pessoa a pessoa, não há como indicar um clima específico ideal para aqueles que sofrem de asma. A quantidade de alguns tipos de substâncias alérgicas como o pólen ou os ácaros são menores em altitudes mais elevadas como as regiões de montanha, o que pode vir a ser uma opção para aqueles que são alérgicos a esse tipo de substância. Consultar um médico é a melhor maneira de se obter a recomendação adequada.
Existe alguma técnica de respiração que possa ser utilizada ao piorarem os sintomas da asma?
Existem algumas técnicas de respiração que podem ser úteis, por exemplo: sentar-se em uma cadeira e suspender os braços para a parte de trás do assento, ou ficar em pé inclinando os braços sobre a mesa e respirar lentamente com os lábios levemente cerrados.
A asma pode afetar a escolha de uma carreira profissional?
Antes de se decidir por alguma carreira, é importante discutir as diferentes alternativas com o médico. Alguns trabalhos que exigem a exposição durante longas horas a ambientes com fumaça, pó ou aromas irritantes, podem não ser recomendáveis.
Como é possível melhorar o ambiente geral da residência?
É importante manter a casa limpa e bem ventilada. Os pisos de madeira ou piso frio são mais recomendáveis do que os carpetes que tendem a acumular maior quantidade de pó e ácaros. Não é aconselhável ter animais com pelo, ou pássaros na casa (mesmo que não seja especificamente alérgico a eles) pois podem aumentar a quantidade de pó na casa.
Evitar perfumes e desodorantes fortes. Não permitir que ninguém fume dentro da casa.
Posso ter um bicho de estimação, se tenho asma?
Depende do animal de estimação. Peixes e répteis podem ser adequados. Uma pessoa com asma e alergia não deve, se é alérgica aos animais, conviver com eles.
Meu filho vai se curar da asma quando crescer?
O desafio do pediatra e dos pais é identificar a criança que apresenta chiados nas primeiras etapas e que não terá asma mais para frente, e aquele que continuará com chiados de maneira persistente. Alguns bebês apresentam chiados quando têm infecções virais e deixam de tê-los quando são maiores e suas vias aéreas se desenvolvem. Se uma criança têm eczema ou dermatite atópica, e sua mãe tem asma ou em sua casa existe alguém que fuma, a possibilidade de que desenvolva chiados persistentes será maior. Algumas crianças apresentam sintomas de asma que melhoram na adolescência, embora em outros casos, os sintomas piorem. Em geral, os sintomas em crianças pequenas parecem melhorar, mas a asma pode voltar a manifestar-se mais tarde.
A asma tem cura?
Atualmente não existe uma cura definitiva para a asma. Todavia, ela pode ser controlada com um tratamento adequado e acompanhamento cuidadoso. A asma é uma enfermidade inflamatória crônica, mas não há porque ser uma condição progressiva e debilitante. Com um tratamento correto e medicamentos adequados, uma pessoa pode ter uma função pulmonar normal ou praticamente normal.
Meu filho pode fazer exercícios?
Em geral, as crianças com asma não precisam ter a prática de exercícios limitada. O exercício regular é benéfico, especialmente para as pessoas com asma. O exercício moderado aumenta o bem-estar emocional e físico e pode ajudar a controlar a doença. Existem esportes mais propensos a desencadear a asma do que outros. Os esportes com baixo risco de asma são a natação ou aqueles que incluam paradas e continuações, como por exemplo o tênis. É importante respirar pelo nariz, pois a via nasal atua como filtro natural e consegue umedecer e acondicionar o ar na temperatura adequada. Daí a importância de manter uma via aérea sem obstrução ou permeável. Logicamente que, caso exista uma alergia a pólen, nos dias ensolarados e de vento não seria aconselhado praticar exercícios ao ar livre. Alguns irritantes inespecíficos, como as concentrações de cloro em piscinas cobertas, podem atuar como desencadeadores de sintomas.
Diretrizes ARIA
“ARIA” é a sigla para referir-se a “Iniciativa sobre a Rinite Alérgica e seu Impacto sobre a Asma”, da Organização Mundial da Saúde, e que se baseia no desenvolvimento de uma estratégia global para prevenir a asma a partir do controle da rinite alérgica. Essa estratégia começou a formar-se em dezembro de 1999, quando especialistas de todo o mundo se reuniram para esta iniciativa.
Os objetivos prioritários da ARIA são: aumentar o conhecimento da comunidade médica, dos órgãos públicos e da população em geral sobre as enfermidades alérgicas como um problema de saúde pública que pode ser evitado; preparar diretrizes de tratamento baseadas em comprovação científica sobre o controle da rinite alérgica como um fator-chave para o tratamento da asma; educar médicos e outros profissionais da saúde sobre a relevância da rinite alérgica na asma; e educar a população e impulsionar o diálogo com os médicos sobre os riscos fatais potenciais da alergia e da asma, especialmente em crianças. Estima-se que uma melhor educação e mais diálogo com os profissionais médicos por parte de familiares e pacientes poderiam evitar quase que 25.000 mortes por ano que ocorrem em crianças com asma.
Diretrizes GINA

No ano 1992 a Organização Mundial da Saúde, juntamente com o Instituto Nacional do Coração, Pulmão e Sangue dos Estados Unidos formaram a “Iniciativa Global para a Asma”; mundialmente conhecida por sua sigla em inglês GINA. O objetivo dessa iniciativa é reduzir as mortes e incapacidades geradas pela asma, a partir do desenvolvimento e implementação de uma estratégia de controle e prevenção da doença.
Entre as atividades realizadas pela GINA desde a sua criação, incluem-se: o preparo de informativos que detalham os novos dados da doença (causas, fatores de risco) e informação educativa sobre o controle da asma e seus aspectos socioeconômicos; o desenvolvimento de diretrizes de tratamento da asma para médicos, pacientes, enfermeiras e agências sanitárias, a realização de encontros em mais de 80 países para introduzir o programa da GINA na comunidade médica e nos órgãos de saúde pública; e a disseminação de informações sobre a asma em mais de 20 idiomas.
Consenso Europeu de Pediatria

Simultaneamente à reunião anual da Sociedade Respiratória Européia (ERS – sigla em inglês) do ano 2005, um grupo de renomados especialistas desse continente impulsionou o desenvolvimento de novas diretrizes para o tratamento da asma pediátrica.
O objetivo é que essas diretrizes possam trazer as diferenças no tratamento da asma em crianças em comparação com em adultos, e que possam ser reconhecidas as necessidades especiais das crianças em idades diferentes. O consenso foi avaliado por 36 especialistas em asma pediátrica de 18 países.
As novas diretrizes deverão incluir:
- O reconhecimento de diferentes formas de asma relacionadas com a idade, com múltiplos fatores desencadeantes como as infecções virais, as alergias e as atividades da infância como o jogo e o exercício físico.
- A fisiopatologia e os fatores desencadeantes únicos na infância e diferentes dos da asma nos adultos.
- Necessidades de tratamento diferentes para crianças de acordo com sua idade, flexibilidade para personalizar o tratamento e controlar os sintomas e a inflamação das vias aéreas.
- Opções de tratamento a longo prazo.
- Monitoramento dos sintomas a longo prazo.
- Diagnóstico de comorbilidade e seu impacto sobre a asma infantil.
- Critérios de diagnóstico.
- Estratégias para prevenção de potenciais fatores de risco ambientais.
Conselhos Práticos

Conselhos práticos:
- Solicitar ao médico um tratamento personalizado por escrito para o controle da asma, que se adapte a horários e estruturas de vida. O plano deve incluir os medicamentos a serem administrados e os fatores desencadeantes que devem ser evitados.
- Saber reconhecer os sintomas da asma.
- Evitar os possíveis fatores desencadeantes.
- Seguir o tratamento e conhecer as medicações.
- Saber o que fazer em uma situação de emergência.
- No caso de crianças com asma é importante compartilhar medidas e informações sobre a doenças com os professores e com os que cuidam da criança.
- É importante que as reações, ações e emoções dos pais, ligadas a uma crise de asma de seu filho, estejam direcionadas a minimizar o impacto sobre a criança, a fim de que adquira um conceito de que o tratamento da doença e o controle são possíveis.
- Não fumar e evitar ambientes onde se fume.
- Recomenda-se que os pais comuniquem aos professores da escola, ao início do ano letivo, as possíveis limitações que a criança possa vir a ter (informação que os pais deverão ter solicitado previamente ao médico), bem como sobre os tratamentos que utiliza, especialmente quando se trata de fazer exercícios. É muito importante não exagerar sobre a doença e nem superproteger a criança, e tampouco tratá-la de forma diferente pelo fato de ter asma. Trata-se de tentar diminuir a ansiedade que possa provocar a doença e evitar atitudes evasivas por parte da criança ao realizar exercícios, bem como vergonha por ter que tomar remédios na escola.
Conselhos para viajar com asma

Toda pessoa com asma ou alergia deverá considerar uma série de indicações antes de sair de viagem. A Academia Americana de Asma, Alergia e Imunologia recomenda:
- Considerar as mudanças no ambiente que possam afetar as alergias ou a asma. O clima e a temporada do local de destino trarão irritantes e substâncias alérgicas específicas. Em climas úmidos tropicais existe maior exposição ao pólen, ácaros e mofos; por sua vez, o ar muito frio e seco pode ser um fator desencadeante de crises de asma.
- Antes de uma viagem longa de carro, verificar o aquecimento ou o ar condicionado e abrir as janelas durante 10 minutos antes de entrar, para evitar os possíveis ácaros de pó ou mofo que possam existir.
- Em caso de alergia ao pólen, viajar com os vidros do carro fechados.
- A contaminação do ar exterior pode piorar os sintomas ao viajar de carro; por isso, sugere-se viajar bem cedo pela manhã ou tarde da noite, quando a qualidade do ar é melhor, devido a um menor fluxo de veículos.
- Em caso de viagens de avião, prestar atenção aos alimentos já que geralmente eles provêm de fornecedores independentes, o que torna difícil que a tripulação a bordo indique os ingredientes do alimento.
- As pessoas com eczema devem tomar cuidado especial com a exposição ao sol ou à água, que pode piorar os sintomas.
- Tomar cuidado com os quartos de hotel, pois em muitos casos contêm grandes concentrações de ácaros e pó presentes em carpetes, colchões e móveis estofados. Em alguns casos, o cheiro de produtos de limpeza pode ser também um problema para pessoas com asma.
- Atividades como acampamentos podem aumentar o contato com determinados agentes alérgicos como, por exemplo, o pólen ou alguns insetos. É importante tomar os cuidados necessários e contar com os medicamentos adequados.
- Esquiar ou praticar esportes de inverno pode não ser muito recomendável para algumas pessoas com asma, uma vez que o ar muito frio é um fator desencadeante de agravamento.
- Uma pessoa com sintomas instáveis de alergia ou asma não estável deve consultar o médico e submeter-se a um exame antes de realizar uma viagem.
- É importante levar sempre todos os medicamentos necessários em uma bolsa ou maleta de mão.
- Levar um medidor de fluxo máximo e ter à mão medicamentos de resgate em caso de uma crise.
- Em caso de fuso horário diferente, calcular as diferenças a fim de manter constantes as doses de medicamentos.
- Ter seguro médico para viagens e todos os telefones necessários, caso haja uma urgência médica.
Links úteis

European Academy of Allergy and Clinical Immunology
www.eaaci.net/site/homepage.php
American Academy of Allergy Asthma and Immunology
www.aaaai.org
ARIA
www.whiar.org
Asthma UK (antiga National Asthma Campaign)
www.asthma.org.uk
Canadian Network for Asthma Care
www.cnac.net
Centers for Disease Control and Prevention.
www.cdc.gov
European Association of Asthma and Allergy Associations
www.efanet.org
GINA - Iniciativa Global para a Asma.
www.ginasthma.com
Merck Sharp and Dohme
www.msd.com.br
National Heart, Lung and Blood Institute (US)
www.nhlbi.nih.gov
World Allergy Organization
www.worldallergy.org
European Respiratory Society
www.ersnet.org
World Health Organization
www.who.int/en




