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Glossário

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células beta
Encontradas nas ilhotas de Langerhans do pâncreas, essas células produzem insulina. A disfunção das células beta progressiva é uma das anormalidades principais subjacentes ao diabetes tipo 2.

células (alfa/beta) das ilhotas de Langerhans
Grupos de células do pâncreas que produzem hormônios que auxiliam o organismo a metabolizar adequadamente a glicose e as gorduras. Por exemplo, células alfa produzem glucagon e as células beta, insulina.

colesterol da lipoproteína de alta densidade (HDL-C)
Complexo lipoprotéico encontrado no sangue que transporta, pela corrente sangüínea, o colesterol excedente nos tecidos periféricos até o fígado para que seja removido. Também chamado de “colesterol bom”.

colesterol da lipoproteína de baixa densidade (LDL-C)
Complexo lipoprotéico que transporta o colesterol na corrente sangüínea até os locais onde ele é necessário para promover função celular adequada; quando se deposita nas paredes arteriais, causa aterosclerose. Também chamado de “colesterol ruim”.

deficiência de insulina
Falta de quantidades necessárias de insulina para controlar os níveis de glicose no plasma. Importante fator de hiperglicemia.

diabetes mellitus gestacional (DMG)
Tipo de diabetes mellitus que se desenvolve somente durante a gestação e que, em geral, desaparece após o parto, mas que aumenta o risco da mãe desenvolver diabetes mais tarde. O DMG é controlado com dieta, atividade física e, em alguns casos, insulina.

disfunção das células beta
Perda de massa e função das células beta que resulta em diminuição da produção de insulina e hiperglicemia. A perda de função é proporcionalmente mais importante do que a perda de massa no diabetes tipo 2.

dislipidemia
Anormalidade ou quantidades anormais de lípides e lipoproteínas no sangue.

glicose
Uma das formas mais simples de açúcar.

glicemia de jejum (GJ)
Níveis de glicose no plasma medidos em jejum; isto é, na ausência de ingestão calórica durante, pelo menos, oito horas.

hiperglicemia
Excesso de glicose no sangue. Hiperglicemia de jejum é a glicemia acima do nível desejável após jejum de pelo menos oito horas. Hiperglicemia pós-prandial é a glicemia acima do nível desejado uma ou duas horas após a pessoa ter se alimentado.

hiperinsulinemia
Situação na qual o nível de insulina no sangue é mais alto que o normal e freqüentemente mais alto que o esperado para determinado nível de glicose. Causada pela superprodução de insulina e relacionada a resistência à insulina.

hipertensão arterial
Situação em que o sangue flui nos vasos sangüíneos sob pressão maior que a normal. Também chamada de pressão arterial alta. A hipertensão pode lesar o coração, danificar os vasos sanguíneos e aumentar o risco de infarto, acidente vascular cerebral, doença renal e morte.

hipertrigliceridemia
Quantidade excessiva de triglicérides no sangue.

microalbuminúria
Presença de pequenas quantidades de albumina, uma proteína plasmática, na urina. É um sinal inicial de dano renal, ou nefropatia, uma complicação grave e comum do diabetes. A Associação Americana do Diabetes recomenda verificar a presença de microalbuminúria em pacientes com diabetes tipo 2 no momento do diagnóstico e, a seguir, anualmente; em pacientes com diabetes tipo 1, esse exame deve ser feito a cada cinco anos após o diagnóstico e, a seguir, anualmente. O manejo da microalbuminúria geralmente é feito com tratamentos que visam a melhorar o controle da glicemia e da pressão arterial e com modificações da dieta.

nefropatia diabética
Doença renal causada pelo diabetes mellitus. A excreção de proteína urinária e o declínio da função renal podem progredir para insuficiência renal, levando à necessidade de diálise.

neuropatia
Doença do sistema nervoso periférico. As três formas principais em pacientes com diabetes são neuropatia periférica, neuropatia autonômica e mononeuropatia. A forma mais comum é neuropatia periférica, caracterizada por dor, dormência e formigamento, geralmente nas pernas e nos pés.

pré-diabetes
Situação na qual os níveis de glicose no sangue são mais altos que os normais, mas não o suficiente para um diagnóstico de diabetes. Pessoas com pré-diabetes estão sob maior risco de desenvolver diabetes tipo 2, doença cardíaca e acidente vascular cerebral. Outros nomes para pré-diabetes são tolerância à glicose alterada e glicemia de jejum alterada.

produção hepática de glicose
Produção de glicose pelo fígado. O aumento da produção hepática de glicose é uma das principais anormalidades do diabetes tipo 2.

resistência à insulina
Incapacidade do organismo de responder e utilizar a insulina produzida. A resistência à insulina pode estar associada a obesidade, hipertensão ou dislipidemia.

retinopatia
Tipo de dano à retina caracterizado por hemorragia, acúmulo de fluido e dilatação anormal dos vasos sangüíneos. A retinopatia é um estágio inicial da retinopatia diabética. Também chamada de retinopatia simples ou não proliferativa.

secreção de insulina
A glicose é o principal estimulador da liberação de insulina pelas células beta do pâncreas. A secreção de insulina ocorre em um modelo bifásico – uma primeira fase aguda, com duração de poucos minutos, seguida de uma segunda fase, sustentada. A secreção de insulina comprometida é uma das principais anormalidades do diabetes tipo 2.

síndrome de resistência à insulina
Outro nome para a síndrome metabólica (também denominada “síndrome X”) – uma combinação de diabetes tipo 2 ou tolerância reduzida à glicose e dislipidemia (triglicérides altos e HDL-C baixo), hipertensão arterial, obesidade central e/ou tendências protrombóticas.

síndrome metabólica
Síndrome caracterizada por obesidade, resistência à insulina, diabetes ou pré-diabetes, hipertensão arterial e dislipidemia.

teste oral de tolerância à glicose (TOTG)
Teste para diagnosticar pré-diabetes e diabetes. O teste oral de tolerância à glicose é feito após jejum noturno. É colhida uma amostra de sangue e, a seguir, o paciente ingere uma bebida com alto teor de glicose. Novas amostras de sangue são colhidas a intervalos de duas ou três horas. Os resultados do teste são comparados com um padrão e mostram como o organismo utiliza a glicose ao longo do tempo.

tolerância à glicose alterada
Situação na qual os níveis de glicose no sangue estão mais altos que os normais, mas não o suficiente para um diagnóstico de diabetes. A tolerância à glicose alterada também é chamada de pré-diabetes quando os níveis de glicose situam-se entre 140 a 199 mg/dl duas horas após o início do teste oral de tolerância à glicose. A maioria das pessoas com pré-diabetes corre o risco de desenvolver diabetes tipo 2. Outros nomes para a tolerância à glicose alterada são diabetes borderline, subclínico, químico ou latente.

triglicéride
Forma de armazenamento de gordura no organismo. Quando o diabetes não está controlado pode ocorrer hipertrigliceridemia.

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